quinta-feira, 27 de março de 2008

Que fiz eu para merecer isto?!….














Pronto começou…
Agora vem o primeiro rebuçado: descida de um por cento do IVA, os Portugueses respiram de alívio, com a inflação que temos qualquer coisa vale.
Ninguém se lembra que era de dezanove por cento na sua variante mais alta quando o Zé Porreiro, perdão o sinhoringinheiro, foi eleito, depois de fazer uma campanha eleitoral baseada na injustiça da “carga fiscal sobre as famílias portuguesas”, a mesma campanha eleitoral onde a mesma personagem clamava contra a injustiça e os salários de miséria na função publica…é o que se vê.
Mesmo assim ainda nos fica a dever dois por cento, mas pronto é um rebuçado, haverá distribuição de rebuçados durante o próximo ano.
Com papas e bolos se enganam os tolos.
E tu, deixas-te enganar?

quarta-feira, 26 de março de 2008

Habla Comigo





















Finalmente descobri a maior falha dos nossos governantes – NÃO FALAM CASTELHANO !
Passo a explicar:
Todo o Português que se preza fala Portinhol ou em alternativa Espanholês mas Castelhano é mais difícil, vai daí existem cimeiras e encontros entre o nosso Primeiro-ministro e o Zapateiro mas o nosso não o percebe, quem os percebe é a esposa do nosso Presidente que consegue compreender sempre que a Princesa das Astúrias está grávida, mas isso são anos de treino a falar com algarvios, caramelos e latas de melocoton em Ayamonte.
Se os nossos governantes conseguissem perceber os nuestros hermanos poderiam aplicar medida de apoio á natalidade como a espanhola, nada de cheques-dentista, nada de abonos de gravidez, apenas e só um certificado de qualidade ás empresas que facilitem a reprodução dos seus funcionários! E não são gabinetes com recantos amorosos e luz das velas, são creches e ocupações de tempos livres gratuitas para os filhos dos funcionários, são facilidades de faltar para acompanhar a criança ao médico, são acordos com pediatras, são apoios para o estudo, são facilidades para quem tem um filho doente desenvolver o trabalho em casa (se possível), é claro que também não despedem ninguém por estar grávida.
Perguntam vocês – O que raio é que as empresas ganham com isso?
Muita coisa, para além de trabalhadoras muito mais empenhadas, calmas e felizes, e toda a gente sabe que o pessoal contente trabalha mais e melhor, a empresa ganha ainda um selo de qualidade que não só lhe permite uma propaganda muito positiva como ainda benefícios ficais.
Àh pois é Zé isto é que é ser porreiro, e não for porreiro é mui rico e mui guapo e é uma medida de jeito.
Mas pronto é imprescindível mobilizarmos esforços para que os nossos governantes aprendam o Castelhano.

OLÉ !

segunda-feira, 24 de março de 2008

O Amor é… Eterno enquanto dura




Tenho um casal amigo que ao fim de quase duas décadas encontrou o seu equilíbrio, conheço-os aos dois antes de eles se conhecerem um ao outro, conheci as caras metades anteriores, assisti aos primeiros olhares compridos (apesar de um deles ser míope), ao namoro propriamente dito, ao casamento, ao nascimento do primeiro filho, por essa altura alguma coisa começou a ceder, não sei se foi o tempo que deixou de ser exclusivo um para outro, se foi a responsabilidade de nada faltar a terceira parte da equação, se foi ainda a falta de disponibilidade para devaneios sexuais…Foram-se acumulando pequenas raivas, decepções, palavras meio ditas, suspiros de enfado, embirrações comezinhas, tudo intervalado com períodos de grande reconciliação, grande romantismo, grande encanto familiar, resoluções e projectos. Por vezes ainda surgiam momento de recuo, ele voltava a ser ele só e solteiro com os seus interesses exclusivos, partilhados só com os seus amigos, ela também se dedicava mais ao miúdo, promovia jantares só de mulheres e pronto.
Neste caminho aconteceram mais mil e uma peripécia: desempregos ocasionais, promoções, dinheiros extra, mortes na família, mais um filho, férias de sonho e férias de pesadelo, doenças, electrodomésticos avariados, acidentes de automóvel, peso a mais e peso a menos, Natais e Aniversários. Depois a primeira grande chatice, gritos, acusações, insultos, algumas peças de porcelana partidas, tudo frente aos miúdos, o desabafo com os amigos onde eram enumeradas todas as ínfimas falhas do casamento, o pedido de ajuda, a reconciliação, o mau estar de todos os que acorreram a apanhar os cacos, mais uma mudança de casa, tudo intervalado com mais cenas canalha, por fim o divórcio mais ou menos amigável, com alguns toques de litigio.
Depois houve ainda discussões, marcações de território, os filhos com mercadoria de troca, novas incursões no amor, pouco felizes por acaso.
Passaram mais do que um par de anos, de repente começo a notar um brilho diferente nos olhos, uma calma de animal tranquilo…inquiri “Tens namorado” resposta pronta “Nunca fui tão feliz…não advinhas quem é?”
Pois é, estão juntos, vivem cada qual na sua casa a alguns quarteirões um do outro, administram a as suas vidas em separado e a dos filhos em comum, nunca foram tão bons país, nunca se ajudaram tanto um ao outro, nunca viveram o amor de forma tão plena…

sexta-feira, 21 de março de 2008

CHEGOU A PRIMAVERA


Chegou a Primavera e consigo a poesia.


Respiro o teu corpo

sabe a lua de água

ao amanhacer

sabe a cal molhada

sabe a luz mordida

sabe a brisa nua

ao sangue dos rios

sabe a rosa louca

ao cair da noite

sabe a pedra amarga,

sabe á minha boca.


Eugenio de Andrade

quarta-feira, 19 de março de 2008

DIA DO PAI


Não sou muito apegada aos “Dias de…” mas é impossível ficar indiferente, vai fazer dez anos que fiquei órfã, o termo correcto é que faz dez anos que perdi o meu pai.
Do meu pai fiquei com gestos e maneirismos, o tom de pele e mais um monte de parecenças físicas, uma anomalia genética que me atormenta, preferência por filmes de gangsters e westerns, musica Jazz, Blues e Clássica, certos comeres…
Confesso que me dói todos os dias, uns dias mais, outros menos, uma dor mais aguda ou só mesmo um nó na garganta.

terça-feira, 18 de março de 2008

BOLAS DE MANTEIGA


As Bolas de Manteiga são um bolo único, tradicional e característico do Barreiro.
Apenas poderiam disputar este lugar quanto o muito os já desaparecidos Matateus ou ainda As Rochas, iguarias desaparecidas mas que cativaram um lugar eterno na memória colectiva dos barreirenses.
Ao contrário do que se pode pensar os inventores das Bolas de Manteiga não foram os pasteleiros da Pastelaria Moderna, mas sim os donos da já extinta e saudosa Boleira, ali mesmo na Rua Vasco da Gama e posteriormente (e durante muitos anos em simultâneo) na Rua Dr. Câmara Pestana, frente ao Parque.
Durante anos o ti Augusto e posteriormente o seu genro o ti Armindo contribuíram para adoçar a vida dos barreirenses, não só com a Bolas de Manteiga como com todo o tipo de variedade de pastelaria, da mais corriqueira (pastel de nata, mil folhas, queque, solha e afins) á mais refinada (ai os merengues de canela, o duchesse de caramelo e os tambores), nunca mais vi bolos de aniversário como os da minha infância, em vez de massapão de cores berrantes a decorar o bolo tínhamos verdadeiras obras de arte em nougat: pianos, caravelas, pistas de aviação, pistas de corridas, bailarinas….tudo em cima de um pão-de-ló de alta qualidade e sempre com muitos fios de ovos á volta.
Mais, a Boleira do Parque foi ainda durante décadas um local de encontro das famílias barreirenses, o ambiente era isso mesmo, familiar. Ali se discutia cinema, literatura, teatro e pintura. Ali se juntavam e conviviam pessoas das mais diversas áreas e opiniões, deixavam-se recados, namorava-se, conspirava-se contra o regime fascista. Tudo isto servidos por empregados que eram pouco menos que amigos, de onde se destacava a figura carismática do Alexandre, fleumático e com um humor caustico.
Nunca mais um pequeno-almoço teve a magia de uma meia de leite e um croisant de amêndoa servido pelo Alexandre e com o olhar carinhoso da Dª Zulmira ao balcão. Ainda hoje tenho saudades de certos sabores que se perderam para sempre, nunca mais lá entrei com medo de manchar a minha memória preciosa, ainda bem que ficaram as bolas de manteiga…

quinta-feira, 13 de março de 2008

Coisas perdidas e achadas…








A minha especialidade é perder coisas, coisas variadas, tanto podem ser chaves, como cartões, documentos, brincos, exames médicos, agulhas de tricot, chaves, pincéis, colares, fotografias, enfim coisas.
Por vezes não as perco, só as arrumo de forma a nunca mais me lembrar onde arrumei, sei que as arrumei muito bem com o comentário de “…fica aqui para saber onde está”, invariavelmente nunca mais tenho consciência do local onde as arrumei e faço a chamada pesquisa louca e revisto: todos os bolsos dos casacos, todas as malas, todos os sacos de praia, todas as gavetas, todas as bolsas, todas as caixas e baús…
Invariavelmente, também, encontro outras coisas, não aquelas que procurava inicialmente e só o facto das encontrar faz-me sentir bem com o facto de nunca as ter deitado fora: fotografias de crianças que já são adultos; recados trocados no secundário escritos em pedaços de caderno escolar pela a mesma amiga que me ligou hoje de manhã a queixar-se da vida e a saber se estou bem; orlas de jornais, aquele espaço em branco onde acabam as letras mas ainda não acabou o jornal, cheias de desenhos de barcos feitos a esferográfica, barcos desenhados pelo meu pai, barcos de perfil e com cortes transversais e medidas escritas entre parêntesis, o meu pai que nasceu junto ao Tejo e mal sabia nadar e que adorava barcos, em cada cidade visitávamos as docas, os portos com o odor do mar e os gritos das gaivotas como pano de fundo aquele passeio; encontrei ainda a lembrança dos pés da minha irmã acabada de nascer, pequeninos com pequenos rolos de lã entre os dedos, farrapos das botinhas que eu lhe descalcei para examinar aquela pequena amostra de pés; e os cheiros, do meu tio Mário a Cigarrilhas e Brut, da minha avó a Colónia 4711, do Verão a figos maduros que só combinam com o som atordoante de mil cigarras, da Bolema de maçã que a minha mãe faz, que cheira a pão fresco, canela e Outono; e o sorriso cúmplice que foi trocado, depois de fazer amor, que tinha consigo a certeza que iria ser por muitos anos, ainda dura; ainda o suspiro de alivio em uníssono que eu e o meu filho mais velho emitimos da primeira vez que o aninhei ao meu colo depois de três dias de trabalho de parto; o cheiro a bebé de todos os bebés que já peguei ao colo; a cumplicidade da infância com os meus primos, todos de joelhos esfolados pintados com mercúrio, a devorar todos os frutos de um medronheiro ao sol, e o sabor, também encontrei o sabor, quase sensual, da polpa quente, macia e incandescente do medronho; o beliscão, é verdade o beliscão da minha prima Aurora que se fazia acompanhar de uma fatia de pão com geleia de marmelo, já não há, ela morreu com 90 anos e tratou-me sempre como se eu tivesse 5 e levou o sabor daquela geleia; o olhar trocista do meu filho mais novo da primeira vez que encarou comigo, um olhar de adulto, destemido e avaliador, como se já percebesse o mundo; bilhetes de concertos e filmes que nunca mais me esqueci…
Não encontrei o que procurava, encontrei muito mais…

terça-feira, 11 de março de 2008

Hoje estou de vidro…


Já há muito tempo que não me sentia assim mas hoje, como dizia a minha avó, estou de vidro.
Sinto-me triste, irritada, magoada e frágil muito frágil…continua-me a espantar a falta de cuidado com que as pessoas se tratam, como conseguem transformar todas as fraquezas em armas de arremesso com que agridem o próximo, continua a espantar-me a mentira, o distorcer da realidade para encaixe da forma mais conveniente, a falta de vergonha, a falta de “coluna vertebral”, o excesso de ratice…
Hoje o dia tem sido preenchido por uma série de conversas desagradáveis, inesperadas, falsas… Nalgumas delas reconheço que se destinam só a magoar e conseguem.
No entanto o vidro tem características curiosas:
Tem inúmeras aplicações
Só é maleável quando está quente.
É considerado um material duro apesar da sua aparente fragilidade.
É reciclável sem perder as suas características essenciais.
Talvez não seja muito mau ser de vidro….

segunda-feira, 10 de março de 2008

Passou o fim-de-semana!


Resumo:

Os “Tokyo Hotel”
Finalmente identifiquei as criaturas que já percebi que são adoradas por hordas de adolescentes e odiadas de igual modo (pelo menos pelos meus). Então os “Tokyo Hotel”, não são japoneses, são alemães, não cantam em alemão, cantam em inglês, o seu êxito do momento chama-se Moonson (Monção) que é um fenómeno climatérico que não ocorre em nenhum dos países anteriormente citado.
Para o ano ninguém se lembra deles o pior é que não se sabe o que virá a seguir…

O Augusto Santos Silva
Palavras para quê, neste momento os ministros do governo da nação caracterizam-se por isso mesmo: autismo, estupidez, arrogância e falta de educação.
È uma besta.

O Dia da Mulher
9h00 na rua com molhos de flores, distribui-se com um sorriso mesmo cansado e deseja-se com sinceridade: “Feliz Dia da Mulher”. Recolhe-se todo o tipo de reacções: espanto feliz, espanto desconfiado, espanto amorfo, alegria, agradecimento, troca, maridos envergonhados que pedem uma flor para oferecer á cara-metade, senhoras que tentam levar meia dúzia, existe quem queira pagar, algumas escolhem cores (as vermelhas são mais bonitas) surpreendentemente existe quem recuse…
Os homens lá de casa não assinalam o dia.

Os Professores
São muitos na rua a manifestarem-se, muitos pela primeira vez, muitos que elegeram a ministra, muitos militantes do PS…
Vieram de todo lado, vestem de negro…
Impossível não ver.

Os amigos

Afinal é possível não ver a marcha da indignação, para alguns dos meus amigos a Marcha não lhes toca: “A maior parte não eram professores” “Eu também sou avaliada” “Isto também não serve de nada podem gritar”.
Fico aborrecida, é normal, respeito todas as opiniões, mas hoje estou muito cansada, dói-me a garganta, muito, tenho sempre a estranha sensação que alguns deles guardam a emissão destas opiniões para quando estou presente.
Entristece-me, porque por vezes tenho a sensação que alguns assuntos são aumentados na minha presença de modo a provocar-me. Formulo mentalmente meia dúzia de respostas mordazes, opto por não as emitir, remeto-me ao silêncio, só me quero ir deitar, descansar, dormir…

O fim-de-semana deixou-me deprimida preciso de um doce.

quinta-feira, 6 de março de 2008

È menino ou menina? È menina!
















De umas décadas para cá já se perdeu o mistério do nascimento: É menino ou menina? Na maior parte dos casos a meio da gravidez já se sabe atribui-se o nome á criança, passa a família a referir ao João ou á Joana em vez de simplesmente ao bebé. Seja qual for o sexo, o nascimento é feminino, são as mulheres que concebem e amamentam, já todos sabemos disto.
No entanto existem depois todas as variantes do que significa ser mulher que é sempre muito mais e muito menos que ser mãe.
Ser mulher aqui não igual para todas e ser mulher aqui não é igual a ser mulher noutros lados.
Ser mulher na chamada “classe média” em Portugal é no mínimo complicado, para além de excelente mãe e educadora, exigem-se outras habilidades: excelente dona de casa, excelente cozinheira, boa aparência, excelente gestora do orçamento familiar, boa profissional seja lá onde for e com um bom salário, espera-se ainda que saiba de cor os aniversários de todos os membros da família, bem como outras efemérides como aniversários de casamento, que consiga gerir a rede de apoio familiar seja para o sector infantil como para o sector da terceira idade.
Conforme se sobe a escala social tudo isto é feito de outra forma, sendo que a carreira profissional passa a comentadora de revista cor de rosa, escritora de livros de etiqueta ou ainda de romances com os nomes de Já está ou Até já ou decoradora de interiores. Existe ainda um exército de amas, empregadas domésticas, cabeleireiras, esteticistas, personal trainers, orientadores espirituais e professores de Yoga que facilitam a vidinha.
Para o resto das Portuguesas, para a grande maioria, ainda é mais complicado: não conseguem gerir seja lá o que for com salários virtuais dado que funcionam como a chuva no deserto, evaporam antes de chegar ao destino, não conseguem viver a maternidade porque estar grávida significa desemprego, não conseguem ser mães porque isso implica investir o tempo que não têm, o dinheiro não ganham, o carinho que quase já não conseguem inventar, não conseguem ser avós porque ser velha implica ser miserável…
Ser mulher na maior parte do planeta ainda significa ser excluída de qualquer participação no seu destino pessoal, ser impossibilitada de participar na vida pública, ser trocada como mercadoria…
No entanto desde o primeiro 8 de Março, quando em Nova York mulheres morreram queimadas em defesa dos seus direitos, muito se avançou, hoje as mulheres assumem um papel que apenas meio século antes era impossível de prever: cientistas, empresárias, governantes, investigadoras, artistas plásticas, defensoras dos direitos humanos, sindicalistas, militares, enfim não existe um cargo, função, posto ou profissão que não existam mulheres.
Numa geração galgámos barreiras seculares, acredito que podemos continuar….

terça-feira, 4 de março de 2008

Viver a vida sempre preocupado


Viver a vida sempre preocupado
Passar o tempo sem ir a nenhum lado
Deixa-me seco, eu vivo esgotado
Tendo prazeres em dias alternados

Começa assim a letra de N’America, Xutos & Pontapés, é só mudar para o feminino e sinto a letra como uma luva:


È isso mesmo passo a vida preocupada: porque o dinheiro não chega, porque a tensão está muito alta, porque tenho de pagar o seguro, porque o dinheiro não chega, porque o miúdo está constipado, porque este ano há exames, porque não tenho médico de família, porque o dinheiro não chega, porque as analises estão uma porcaria, porque não sei o que vou fazer para o jantar, porque espero três horas para ser vista pelo médico, porque falta meia hora para a reunião e transito não anda, porque o dinheiro não chega, ainda falta este ano para pagar o carro, mais um electrodoméstico avariado, porque o dinheiro não chega, a viagem da escola, porque o dinheiro não chega, como é que será esta treta do imposto do carro….
E passo o tempo sem ir a nenhum lado, projecto um fim-de-semana fora, Paris? Não pode ser. Já sei Alentejo, vamos outra vez a Marvão? Não pode ser. Olha e Barcelona, tive a fazer contas e não é assim tão caro? Não pode ser. Praga, Tomar, Açores, Alter do Chão, Londres, não interessa. Não pode ser. Já viste vem cá o Cirque du Soleil ? Não pode ser. Vamos á Opera? Não pode ser. ..
Estou mesmo seca e esgotada, cansada e magoada, seca e triste, revoltada e esgotada, farta muito farta…
E tenho ainda assim prazeres em dias alternados, uma palavra de um amigo, um carinho, uma pequena vitória, o sol que me aquece a alma, um beijo, um filme, um livro, é que safa esta gaita….