
segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010
Hoje

sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010
Noutra linguagem


quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010
Trocar as voltas!

Por fim num registo doméstico os meus meninos trocam voltas também, um ganhando confiança com os resultados do seu trabalho e dos seus projectos universitários, o outro que esbanja confiança, dedilhando a guitarra oferecida pelos progenitores, ganhando o cognome de Paco de Lúcia…
segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010
Relógio sem pilha

O sol não aquece mas conforta, como o café da manhã partilhado com um amigo de sempre que se disponibiliza para a tarefa de me transportar para trás e para a frente, para trás deixei a casa, onde me equilibrei entre canadianas e um andar instável para começar as tarefas de sempre, agora sempre interrompidas por períodos em que não posso mais e tenho mesmo que me sentar, fiz sopa, um bolo, almôndegas, preparei um peixe para assar, dobrei roupa interior, arrumei o que pude, onde chego, li, vi uns filmes, partilhei um bocadinho com amigos, cheirei as maçãs antes de as comprar, coisas pequenas, vitórias simples.
Debito estas coisas sem nexo, apenas ao correr dos pensamentos, penso que sou como o relógio, com uma pilha que se gastou, talvez por exaustão, de um lado e de outro dão-me as boas vindas, quem acredita em acidentes cósmicos chama-me a atenção que isto foi aviso, que tenho de abrandar, penso que talvez tenha sido apenas uma pausa, não me apetece abrandar muito, a mim parece-me apenas que foi um acidentem, uma queda mal dada, como outras coisas, quando caímos é imprescindível sabermos levantarmo-nos.
domingo, 31 de Janeiro de 2010
O Sexo e a Sinceridade Capito quinto

O que é ou não afrodisíaco?
Recordo-me da noite em que as coisas se consumaram comigo e com o meu cara-metade, fomos ao cinema ver um filme sombrio sobre a vida de um esquizofrénico, mas o que é certo que já há algum tempo que fazíamos uma dança de acasalamento, propus bebermos um copo ele convidou-me para irmos á sua casa, sua só dele, fomos está claro, vai na volta tirando água da torneira só tinha uma garrafa de um famigerado licor de hortelã-pimenta, uma coisa horrorosa que nem as pedritas de gelo disfarçavam, basicamente era uma espécie de pasta de dentes liquida com um leve teor alcoólico da qual bebemos dois copos cada um enquanto fazíamos conversa de chacha e até cairmos nos braços um do outro.
Aprendi mais tarde que ele detesta qualquer coisa mentolada e ao contrário daquilo que se diz que o mentol será algo que poderá refrear os ímpetos masculinos posso garantir que não.
Da mesma maneira que assistiu a muitos concertos ao meu lado e passou dias de fim-de-semana na praia, isto tudo para descobrir depois que não gosta de nenhuma das duas coisas, eu vou aos concertos com amigos e para a praia também….
Uma amiga minha também decidiu fazer um repasto para um namorado, os seus dotes culinários são pouco mais que nulos, fez um prato elaborado de bacalhau com natas que ele não gosta, com bacalhau sem ser demolhado que ele comeu como se fosse um manjar, espetou-lhe com uma sobremesa de ananás, que ele também não gosta, ele aparentemente deliciou-se, são casados e têm duas filhas e ele é rei e senhor da cozinha.
Também conheço quem esperou pelo casamento para oferecer ao marido um frasco de perfume, tendo confessado só na altura que o perfume em que ele se encharcava antes de cada encontro lhe fazia dores de cabeça. Ele usava-o por causa dela!
Portanto afrodisíacos não serão os perfumes, os alimentos, as bebidas, os paus de Cabinda ou as lingeries provocantes será mesmo o desejo, o amor, o resto é acessório.
sábado, 30 de Janeiro de 2010
O Sexo e a Sinceridade Capitulo quarto

O sexo tem algo de recreativo, não só mas também, muitas vezes serve de escape, de desporto, de mecanismo de subida do ego, de aprendizagem.
Às meninas, pelo menos quando eu era menina, falavam pouco sobre o assunto apenas nos massacravam com a ideia de não irmos na canção do bandido, de sermos recatadas, etc e tal. Tal situação dava para muitos equívocos principalmente não sabermos muito bem o funcionamento da “coisa”, eu e uma amiga, na puberdade, descobrimos escondido atrás do bar do pai dela o famoso Kama Sutra, todos os dias estudávamos um pouco, daí até chegarmos á conclusão de que se fosse necessária a prática do sexo oral para ser mãe, morreríamos puras e virgens, santa ingenuidade!
Mas depressa percebemos que não era assim embora tivéssemos um desfasamento grande dos rapazes da nossa idade, quando nós sonhávamos com Príncipe Encantado eles sonhavam com uma bicicleta, quando fazíamos pose em biquíni para os desportistas com modelo de nadador salvador eles começavam a perceber que o nosso corpo tinha mudado, quando se interessavam por nós, nós estávamos definitivamente interessadas no rebelde, que dizia poemas ou tocava guitarra ou que tinha aquele cabelo diferente, nessa altura eles tentavam timidamente cantar-nos loas com uma voz que passava do grave adulto para o falsete, atraiçoando-os vergonhosamente, tinham borbulhas e o nariz grande demais, ou as pernas, ou os braços, existia sempre uma parte do seu corpo maior que as outras, coitados….
Depois os homens tem o estranho hábito de fazer uma publicidade alarve das suas capacidades sexuais, desconfio que muitas vezes essa é publicidade enganosa, tem também a atitude glutona de “mais olhos que barriga”, claro que não são todos, felizmente, nós cá também olhamos, avaliamos, fazemos é menos folclore e eles nunca percebem que se safa melhor o homem com ar de menino perdido, que aparente não pede nada, do que aquele que parte logo a dizer alarvices.
A verdade é que sinceramente acho que eles e elas procuram o mesmo com motores de busca diferentes, de vez em quando há um que é compatível e a verdade é que sexo e amor são coisas diferentes mas quando conjugadas são tão formidáveis como maçã e canela, sabem muito melhor.
quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010
Pontas soltas

Volto a pegar nas pontas soltas da minha vida, coisas que deixei inacabadas com um estalar de ossos, nada parou, é obvio que não fui insubstituível, uma tentativa de voltar á normalidade pouco normal, porque uma coisa é certa os meus dias raramente são monótonos, calmos ou pacíficos e por outro lado esta semana de regresso deu-me a noção clara que existem razões pelas quais ainda não tive alta, se por um lado continuo a estar dependente, não para tomar banho ou vestir-me, mas para ser transportada, não consigo fazer ainda aquelas maratonas de multiocupações a encher todos os minutos e todas as horas, tenho mesmo que parar de vez em quando é o meu corpo que me grita quando o tornozelo incha e se torna dolorosamente perceptível a existência de costuras cirúrgicas recentes e a existência de coisas aparafusadas aos meus ossos, nesse momento nada a fazer, tenho mesmo de pedir encarecidamente a boleia a um dos prestimosos amigos ou familiares e parar.
Está frio, não ajuda de todo, continuo com esta alma de andorinha que prefere seguir o Verão, aborrece-me solenemente pedir ajuda, reconheço que a oferecem de boa vontade, volto lentamente (muito lentamente para o meu feitio) a regressar ao mundo que no fundo escolhi, a pequena perspectiva de mudar a realidade, o sentir-me útil, a participação activa, a convicção que a vida é feita assim de pequenos nadas, mas que esses nadas são feitos de múltiplas coisas, já tenho os compromissos pendurados na agenda, voltei a usar relógio, voltei a usar-me a mim e por acaso apesar dos inchaços e dores ocasionais sabe-me bem.





