terça-feira, 3 de novembro de 2009

Primeiro é sempre o verbo


Primeiro é sempre o verbo
Inevitável
A palavra, dita, pensada, escrita
Transmitida pelo olhar
Depois o gesto, os gestos longos
Os gestos rápidos
Os gestos sequiosos
A macieza da pele, o toque de veludo
O sabor, da língua da pele nua
O correr das mãos, o entrelaçar de pernas
O salgado do corpo, o cheiro
A troca de cheiro
A calma, o saborear do momento e a tempestade
A urgência do outro, o mergulho absoluto
A bonança, por fim
E o verbo no fim

6 comentários:

duarte disse...

a conjugação do verbo no presente no plural é sempre agradável.
abraço do vale

Akhen disse...

Ana

Como é fácil escrever bem, quando isso está em nós.

Não poderias ter escolhido melhor as cores nem pintado melhor a tela.
Está perfeita.

Paz e Luz na tua casa

Zorze disse...

Ana,

E às vezes é ao contrário.
Excelente post!

Tantas coisas, mais algumas...

Beijos,
Zorze

Fernando Samuel disse...

Enfim, o verbo sempre...

Um beijo.

Anónimo disse...

Lindo e pronto!
Um abracinho

Lagartinha de Alhos Vedros

Ana Camarra disse...

duarte

no singular não é grande coisa.

Akhen

Escrevi como escrevo sempre, de rajada.

Zorze

A ordem dos factores é arbitrária, mas geralmente cinicia-se e acaba-se no verbo.

Fernando Samuel

Sempre o verbo, enfim...

Lagartinha

Obrigado e pronto!

Beijos