
Tínhamos quê? Qualquer coisa entre 18 e 25 anos de idade.
Folhas em branco, víamos coisas que por vezes os outros não viam, procurávamos sentido diferente em coisas com o limite demarcado, pertencíamos, multiplicávamo-nos em dádiva de nós próprios e no egoísmo de querer absorver o mundo.
Não vagámos os sonhos, amigo.
Os sonhos foram são crescendo connosco, adaptando-se ás múltiplas situações, aos contratempos, ás contingências, à vida.
Hoje sonho tanto como nessa altura ou talvez mais, estou sempre numa efervescência de querer conquistar e entregar-me em simultâneo, também sou mais prática, só, mais eficiente, escolho sempre um sonho possível, desunho-me para o concretizar, quando consigo é quase como me dar à luz a mim própria.
Dói e é doce!
Por vezes dá-me vontade de rir olhar para trás e ver o que consegui erguer assim quase só da minha vontade, é um riso feliz.
Guardei muito dessa menina, só que cresci, continuo a espantar-me com o voo dos pássaros, a pasmar-me com os afectos, a cultivar carinhos, laços, nós, a aprender sempre e acalmar-me com o mar, continuo a sentir-me segura num local qualquer desde que rodeada de amigos.
Agora tenho eu de fazer com que outros se sintam seguros, por vezes finjo muito bem que sim, que estou segura, mas no fundo estou sempre em busca.
Folhas em branco, víamos coisas que por vezes os outros não viam, procurávamos sentido diferente em coisas com o limite demarcado, pertencíamos, multiplicávamo-nos em dádiva de nós próprios e no egoísmo de querer absorver o mundo.
Não vagámos os sonhos, amigo.
Os sonhos foram são crescendo connosco, adaptando-se ás múltiplas situações, aos contratempos, ás contingências, à vida.
Hoje sonho tanto como nessa altura ou talvez mais, estou sempre numa efervescência de querer conquistar e entregar-me em simultâneo, também sou mais prática, só, mais eficiente, escolho sempre um sonho possível, desunho-me para o concretizar, quando consigo é quase como me dar à luz a mim própria.
Dói e é doce!
Por vezes dá-me vontade de rir olhar para trás e ver o que consegui erguer assim quase só da minha vontade, é um riso feliz.
Guardei muito dessa menina, só que cresci, continuo a espantar-me com o voo dos pássaros, a pasmar-me com os afectos, a cultivar carinhos, laços, nós, a aprender sempre e acalmar-me com o mar, continuo a sentir-me segura num local qualquer desde que rodeada de amigos.
Agora tenho eu de fazer com que outros se sintam seguros, por vezes finjo muito bem que sim, que estou segura, mas no fundo estou sempre em busca.
Comentários
Abraço!
Um beijo.
Anad
Tudo era uma conquista, tudo era um desafio. As montanhas só exitiam para ser escaladas, não precisavam de ser belas, de ter vida própria ou sentido. O sentido das coisas era serem possuidas.
O tempo não esmaga os sonhos, quando muito muda-lhe as cores, como quem coloca os óculos pela primeira vez e só então percebe que as árvores tem folhas, e que o verde não é todo igual...
Agora... apesar de continuar sempre em busca... aprendi que a maçã mais vistosa não é forçosamente a que tem o melhor sabor...
Mas para isso, precisei de a provar, em tempos idos, talvez entre os 18 e os 25 anos...
Uma óptima semana para ti.
Diogo-È o crescimento…
Cidadão do Mundo-Que remédio, há outra forma?
Fernando Samuel-Comanda mesmo.
Anad-Ainda falta muito para as minhas, boas férias!
Entremares-Uma boa idade para aprender muita coisa.
Beijos