quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Porque acreditamos no esforço….A força de acreditar.


É mais ou menos isto o novo slogan de um banco nacional, o dito cujo slogan vem acompanhado de respectiva campanha publicitária em tom de roxo, eu a ultima vez que achei muita piada ao roxo foi no final dos anos 80 quando o Artista anteriormente conhecido por Prince cantava Purple Rain, mas pronto gostos não se discutem.

O que para mim é esquisito é o centauro como símbolo, passo a explicar:

Os Centauros são mitológicos o que quer dizer que basicamente nunca existiram e que não existe maneira de encaixar o bicho nas teorias de Darwin.
Por outro lado se por acaso tivessem existido arranjam outra caldeirada, porque os centauros são descritos em várias obras da Grécia antiga como umas grandes bestas, mais, existem uns resquícios de teoria que diz que nas planícies da Anatólia existia na antiguidade uma tribo de pastores a cavalo (cowboys ou campinos?) pouco sociável e que amiúde raptava mulheres a tribos vizinhas para se reproduzirem, as meninas que nasciam eram expostas (basicamente mortas, raio de sorte ser mulher) e os rapazes começavam logo de pequeninos a andar a cavalo, reza a teoria ou a lenda que nem para dormir desmontavam (abstenho-me de comentários face a outras necessidades fisiológicas).
Chegamos a outra parte importante do anuncio-o filme, o spot ou ainda o reclame-pois que se vislumbra um jovem mais ou menos imberbe, louro e apessoado a cavalgar furiosamente, naquilo que parece o deserto do Arizona (parece-me porque eu nunca lá fui, desertos só conheço um bocadinho do Saara e a margem sul do Tejo), a música lembra um canto árabe ou em alternativa a banda sonora do filme “Gladiador”, o cavaleiro atinge umas ruínas, sai do nosso ângulo de visão e reaparece transformado em centauro. Troveja uma voz: Porque acreditamos no esforço.

FANTÁSTICO!

Então o moço esforça-se tanto para ser uma besta?!

Então o banco é especialista em transformar-nos em bichos (já tinha esta suspeita)?!

O que acredito é que o pessoal que se vai lá endividar para pagar o T2 ou o carrito ou mesmo o trespasse do Café na Brandoa vão-se esforçar para lá do possível, que nem umas bestas para pagar o empréstimo!

Agradeço a qualquer publicitário que me explique, muito agradecida.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Já voltei outra vez….


Este interregno deve-se a motivos de saúde mas a programa segue já a partir deste momento.
Infelizmente tive de ficar as ultimas quatro semanas quase em prisão domiciliária por motivos de saúde, pensei que era o momento ideal para fazer as cinco mil coisas para as quais nunca tenho tempo, puro engano, das actividades que tinha planeado a única que foi possível foi mesmo ler. Mas como se trata de um desporto de luxo acabei o sortido adquirido na quadra natalícia ( sete livros), peguei na agulha e desatei a bordar furiosamente (pasmem só) e finalmente estou disposta a convencer o medico que já estou pronta para outra (lagarto, lagarto, lagarto).
Isto tudo com o brinde de deixar de fumar (cumpre-se um mês) e de beber bicas, por imposição médica (porque juro que o que me apetece é uma bica e uma cigarrada).
No entanto não fiquei cega nem surda pelo que me cumpre rapidamente dar um encontrão nalguns assuntos que parecem importantes:

- O fim do ensino artístico como o conhecemos – Obviamente que se trata de uma medida integrada no Simplex. De facto os artistas tendem a ser pessoas complicadas, para quê perder tempo a explicar a história do Quebra Nozes com Orquestra e Corpo de Ballett, são para cima de cem pessoas para contar uma história que o Avô Cantigas resolvia num instante. Temos de convir que é um desperdício de meios, depois são pessoas muito exigentes, sempre com manias estranhas, reivindicações, ainda há pouco tempo atráz queriam a Casa da Música com fosso de orquestra, enfim uma maçada. Depois o dinheiro que estado investe a rodos com essa brincadeira e afinal de contas a Tony Carreira enche o Pavilhão Atlântico e não precisou do Conservatório para nada…

- O fim do ensino especial como o conhecemos – Esta medida integra-se num programa que visa nitidamente modernizar o país, ao incluir as crianças com necessidades especiais no ensino normal reduz-se instantaneamente a percentagem de crianças com necessidades especiais, deixam de existir, ficam integradas é menos um problema…

De qualquer das maneiras quem refila é uma minoria de mal agradecidos de facto este governo continua as medidas e projectos do Governo de António Guterres, que por sua vez foi um digno continuador do modelo de Governação de Cavaco Silva e que ainda não se desviou do seu rumo nem com Durão Barroso, nem com Santana Lopes.
Pelo que se conclui que o eleitorado nacional é puramente masoquista e que ainda suspira pelo grande português….

Pode ser que amanhã esteja mais bem disposta….