Das queixas dos casados...


Os homens casados queixam-se.
Queixam-se que se casaram com raparigas de cintura fina, roupa interior mimosa, que faziam penteados bonitos, que sorriam muito, dispostas também aos jogos do amor.
Os homens casados queixam-se que essas raparigas de cintura fina se transformaram em mulheres diferentes.
Queixam-se que elas agora estão irritadas, cansadas, esgotadas com contas e compras, arrumações e trabalhos de casa, raramente sorriem, que se queixam de dores de cabeça em vez de sorrirem para as cabriolices do amor.
Que os pitéus que preparavam com carinho passaram a ser o trivial, feito sem tempero de inovação ou carinho.

As mulheres casadas queixam-se….
Queixam-se porque se apaixonaram por homens atléticos, que lhes chamavam nomes doces, que se encantavam com os seus sorrisos e lhes davam pequenos presentes, insignificantes alguns, um flor roubada, uma escapadela para ver o por do sol, um galanteio, que as dispunha ao amor.
Agora deixaram crescer barriga em vez dos galanteios, soltam palavras menos cuidadas, dizem “Escolhe uma coisa para ti”, em vez de lhes dar uma flor roubada ou um galanteio, não olham para o cabelo delas mesmo quando saído do cabeleireiro, perguntam logo “o que é o jantar?”, e elas não lhes apetece as cabriolices do amor…

Comentários

Eric Blair disse…
não generalizemos :)
salvoconduto disse…
Olha que ainda andam por aí eternos enamorados.

Abreijo e boa semana.
Ana Camarra disse…
Eric - Eu sei que não.

salvoconduto-Felizmente.

Beijos
PAULO LONTRO disse…
Mal li, ia escrever o que já está escrito…
De facto dá vontade de perguntar, de que homens e de que mulheres estás a falar?
Infelizmente não é que não existam, existem sim e são muitos mas os texto que generalizam desta maneira fazem-me sempre um arrepio.
É a minha opinião.
Passa, lá pelo canto.
Kiss
Ana Camarra disse…
paulo lontro

Nem tão pouco me retrato na generalidade.
Mas estas conversas, estas mágoas, são tão comuns, ouço tanto as mesmas queixas, tão comuns, que não resisti.

beijos
poesianopopular disse…
Ana
Não quero ser péssimista mas a grande maioria é como muito bem descreves.As pesssoas casam ou juntam-se, e passam a ter uma vida mais dificil que em solteiros.
Prevê-se que em 2050 sejamos menos 700 mil, qualquer dia somos menos que os estrangeiros a residir em Portugal.
Eu não falo por mim que casei há 45 anos , e ainda me parece que foi ontem!
Bjos camarada
Maldonado disse…
Viver uma relação comprometida monogâmica como é o casamento não é fácil, pois quanto mais duradoura for, maior será o desgaste físico e emocional. Por isso é natural que haja queixas de ambos os lados...
Quem a escolheu terá que aceitar isso com serenidade, pois no Ocidente os casamentos ainda dependem da vontade livre dos nubentes...
AP disse…
O ser humano tem tendência a não continuar a valorizar as suas conquistas, assim que temos o que queremos depressa nos desinteressamos.
O segredo, que não é segredo, que se aplica a tudo na vida, é manter a chama acesa, a originalidade e a inovação através de pequenos gestos e atitudes que dão grandes resultados.
Eu tenho um exemplo na família que não me canso de contar. É mais ou menos a excepção que confirma a regra.
Os meus avós ( ela era a índia de que lhe falei aqui há uns dias..) estiveram casados 75 anos. Já nadavam os dois na casa dos 80 e um amigo meu viu-os a dar um beijo na boca, num banco do Jardim Zoológico. A cena foi muito comentada e nunca mais a esqueci. Gostava de ter vivido um amor assim...
Beijos
mugabe disse…
Ana....é a vida, hahahahahahaha
Ana Camarra disse…
José (Poesia)- O tema não se esgota aqui.

Maldonado-Felizmente, dependem da vontade.

AP-Também concordo com esse segredo simples.

Carlos-Existem montes de excepções.

Mugabe-Pois é.

Beijos
Na verdade a coisa na melhor das hipoteses, esbate-se sempre um bocadinho, mas mesmo assim não é dificil de se levar (generalizando pois claro)!

Beijos
Ana Camarra disse…
Ausenda

É o que é.

beijos
Maria da disse…
Desta coisa dos casados não entendo muito, lololol
Kiss
Zorze disse…
Ana,

O Tempo desgasta, mas também transforma. E ensina.
Por isso a amizade é que faz perpetuar a relação no tempo.

Gostei muito das "cabriolices do amor". Está brilhante.

Beijos,
Zorze
Fernando Samuel disse…
Os homens casados e as mulheres casadas são como as casas velhas: estão cheios(as) de recordações...



Um beijo.
Ana Camarra disse…
Maria da (Ludo) - Percebes um bocadinho.

Zorze-Tens razão, acho que no fundo todos gostam das "cabriolices"

Fernando Samuel-Boa comparação! è muita bagagem, por vezes, mas não conseguimos deitar nada fora!

beijos
SENSEI disse…
Isto faz lembrar aquele anúncio brasileiro a uma cerveja. Em que o noivo no acto de casamento onde deve proferir que aceita como sua esposa para amar, etc., ele pede garantia de que a mesma não vai virar um pote como a mãe dela, sua sogra, pois a cerveja por mais tempo que passe fica sempre gostosona!

Xôxos

Sensei