quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Outras Coisas


Por vezes penso em dizer-te coisas profundamente diferentes!
Penso em dizer-te que me fazes falta, que me lembro, nas alturas menos prováveis, dos fragmentos de luz dos teus sorrisos, do crespo dos cabelos assim ao de leve nos meus dedos, da curva do teu pescoço.
Penso ainda noutras coisas, nos desacertos, que temos, pequenos minúsculos e fundamentais.
Penso na cor dos teus olhos, que é de um tom florestal, de cascas de árvores e folhas.
Penso que a alegria que por vezes trago dentro de mim não é a suficiente, para incendiar essa floresta.
Penso na tua mão na curva das minhas ancas…
Penso que se as dissesse, as palavras que não digo e ficam assim a pairar dentro mim como pássaros, não ouvias, ou brincavas com elas, então eu fingia que não estava amuada, mas sabes que finjo muito mal.
Portanto não te digo, espero que percebas, em cada silêncio, em cada pausa, em cada respirar mais profundo, em cada meio sorriso.
E penso que me conheces bem demais, para não perceberes que nunca te digo tudo, quase que aposto que não me dizes tudo.
E é destas palavras que calamos que somos feitos, também.

20 comentários:

salvoconduto disse...

Fico-me pelo Bach, as outra coisas deixo-as para ti.


Abreijo

Ludo Rex disse...

À força de falarmos de amor, apaixonamo-nos... O amor é o milagre da civilização.
Kiss

Anónimo disse...

Anita

SAFA!

O que eu dava para que uma mulher falasse, escresse ou que sou em pensamento se refire-se a mim assim.
Fiquei todo arrepiado1

Escreves muito bem amiga, muito.

Lindo!

Beijos

Zé Manuel

Ana Camarra disse...

salvoconduto - Cada um tem as suas coisas e isto tem dias...

Ludo - O Amor, a paixão, não é um estado constante, a paixão pela vida, pelas pessoas, pelos ideiais, até pelos amigos alterna entre as coisas que conseguimos dizer e as que não.

Zé Manuel-Credo, homem não é preciso estar arrepiado, algures tens uma mulher que se ainda não te descobriu vai descobrir e pensar em ti.
Tenho a certeza.

beijos

Anónimo disse...

Ana

Já estou como o Betinho do Zé Manel, esta gaita arrepia um bocadinho, caramba gaja,e também é um bocadinho sugestivo.
Linda menina.
Grande mulher.
Granda pinta!

Eh lá.

Beijos

Paulo (El niño)

Diogo disse...

Faz bem à alma vir aqui.

Fernando Samuel disse...

Cumplicidades...


Um beijo amigo.

beezzblogger disse...

Olá Ana, passei para te dar um beijinho, e para beber um pouco da tua escrita... sabe-em a pouco, vou voltar.

Beijos do Beezz

mugabe disse...

Ana ..Grande Texto, parabens !

Abraço!

Zorze disse...

Às vezes o silêncio é de ouro, outras, o erro é tremendo.

O segredo está na melhor maneira de gerir os silêncios e o que dizemos.

Umas vezes acertamos, outras vezes fazemos asneira.

A vida é mesmo isso. Isto tem noites.

Beijos,
Zorze

Ana Camarra disse...

Paulinho, meu menino – è o que é.

Diogo – Obrigado.

Fernando Samuel – Isso mesmo cumplicidades.

Beezz – Volta sempre.

Mugabe – Já escrevi maiores.

Zorze – Não são noites, Isto tem dias mesmo, a noite é parte do dia!

Beijos

Zé Ferradura disse...

Olá Ana,

E eu também, por acaso, faço falta?

Bjca
Zé Ferradura(sem tempo para nada)

Ana Camarra disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ana Camarra disse...

Zé Ferradura

Por um lado existe a máxima que só faz falta quem cá está, mas o Zé anda por cá!
Por outro lado, eu acredito que todos temos um papel importante nesta vida, estamos todos interligados como bichos da mesma especie, portanto todos fazemos falta.

beijo

Utopia das Palavras disse...

Bonita, muito bonita esta declaração de amor e cumplicidade!
Linda... mesmo

beijo
ausenda

DML disse...

Muito bom...!

José Gil disse...

Olá Ana... A minha amiga anda a escrever umas coisas muito profundas por este dias.

Este texto é lindo e apaixonante. É realmente refrescante ler os seus textos.

Beijos alternados

Conde disse...

È para ai a quarta vez que aqui venho e não sei o que dizer.E agora sei....Não sei se será bom "ele" lêr isto,voçês entendem-se assim no silencio das palavras não ditas,ás vezes é o melhor.Muito bem exposta a ideia.

Ana Camarra disse...

Ausenda – è uma declaração de cumplicidade, acima de tudo!

Dml – Obrigado.

José Gil – Refrescante! Bom sabe Isto tem mesmo dias!

Conde – Dizes bem, mas sabes que os homens são complicados nestas questões afectivas, não conseguem formular as coisas muito bem, salvo honrosas excepções, afinal a excepção confirma a regra, não é?

Beijos

SENSEI disse...

;-)

Xôxos

Ouss