sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Porreiro, pá!


Foi o comentário de José Sócrates para José Durão Barroso face à assinatura do novo acordo assinado ontem no Parque das Nações em Lisboa.
De Zé para Zé, congratularam-se com o feito, a essa hora mais de duzentos mil Zés e Marias chegavam a casa depois de várias horas de caminho, vieram de todo o lado: das ilhas, da Guarda, Coimbra, Alentejo, Porto, de toda a Margem Sul. Chegaram cansados, doridos e roucos, marcharam durante quatro horas, apelando ao bom senso dos Zés. Sabem que cada vez tem menos dinheiro, menos emprego, menos saúde, menos educação. Sabem que este modelo de país não é o modelo Europeu que lhes foi vendido nos últimos vinte anos, sabem que no resto da Europa mesmo com problemas vários vivem melhor. Sabem que lhes pedem sempre sacrifícios, cada vez maiores, sabem que o futuro dos seus filhos está comprometido, sabem que as reformas serão miragens, sabem que alguém mata Abril todos os dias com um pouco mais de veneno e com argumentos de democracia, liberalismo e dialogo.
Com papas e bolos se enganam os tolos Zés, mas os outros Zés e as Marias estão fartos, fartos da vossa arrogância Zés, fartos do vosso autismo Zés, fartos de vocês…
Zés, porreiro porreiro era começarem a OUVIR, porreiro mesmo muito porreiro era começarem a VER. Ainda vais a tempo Zé e tu também Zé e já agora nós também.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Levanta-te contra a pobreza

Vi num telejornal a reportagem sobre a iniciativa de 17 de Outubro designada “Levanta-te contra a pobreza”, o cenário era a Cidade Universitária, onde algumas dezenas, ou talvez centenas de jovens se deitavam com uma espécie de lençóis colectivos e sincronizadamente levantavam-se contra a pobreza.
Confesso a minha estupidez mas não vejo o impacto da iniciativa, como é que se repercute mundialmente ou nacionalmente tão pouco.
De qualquer das formas entrevistaram alguns jovens presentes e inquiriram sobre se já alguma vez tinham feito algo para combater a pobreza, um jovem respondeu que sim, no outro dia tinha dado cinquenta cêntimos a um pedinte……
Fiquei triste! Onde raio é que o puto acha que cinquenta cêntimos ou mesmo cinquenta euros dados a um excluído social resolvem seja lá o que for? Que raio de geração é esta que não consegue concluir que enquanto não for alterada a estrutura social não se chega a lugar nenhum?
Eu cá por mim vou aderir a uma iniciativa de combate à pobreza – MANIFESTAÇÃO NACIONAL HOJE 18 DE OUTUBRO OLIVAIS-PARQUE DAS NAÇÕES.
LEVANTA-TE TU TAMBÉM!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

As bicas, a Organização Mundial de Saúde e a Geração Mudastea


De facto quando vamos de férias para qualquer outro país uma das grandes chatices é não encontrarmos bicas, só em Itália, de facto só encontramos um mísero café de saco e chegamos a delirar com um Nescafé.
Cheguei à conclusão que a Organização Mundial de Saúde anda a descurar um problema grave dos Portugueses: as bicas ou para o pessoal do Porto os cimbalinos.
Cheguei a esta conclusão através das declarações dos nossos governantes, passo a explicar:
Á coisa de um mês veio a publico a notícia do aumento do preço dos livros escolares, o nosso primeiro-ministro em toda a sua sabedoria resumiu o problema assim: “São menos duas ou três bicas por mês”
Uma destas noites discutia-se o aumento do preço do fornecimento de energia eléctrica o Senhor Director não sei do quê equacionou rapidamente o problema “São menos uma bica ou duas por dia ”
Já há algum tempo atrás quando se discutia o preço das taxas de internamento hospitalares o assunto também veio à baila, os preços aplicados eram cerca de x bicas.

Confesso que é preocupante este consumo excessivo de café por parte dos Portugueses, também é louvável esta acção de refreio do consumo de café por parte dos nossos governantes, obrigadinho por se esforçarem tanto mas também já me parece excesso de zelo. Pelas minhas contas, como estou na eminência de ser operada, tenho luz lá em casa (por enquanto) e já levei com a dolorosa dos livros e material escolar, acho que em termos de bicas posso beber meia bica aos dias pares dos próximos seis anos bissextos.

Mudando de consumo as campanhas publicitárias valem o que valem, conseguem por vezes popularizar expressões ou personagens, enriquecer o léxico, mas agora existe uma campanha não só que espelha muito do que se tem passado na politica nacional, mas continua a fazer efeitos, é a campanha do novo chá fresco, vulgo Ice Tea, que demonstra como as pessoas podem melhorar a sua vida profissional ou a aparência mudando de chá. De facto o que se tem vindo a assistir é uma camada de intervenientes na política que mudam de partido, melhoram substancialmente de vida com um tachinhos à maneira, no fim escrevem livros sobre esse processo de crisálida que os transformou de lagarta anónima a borboleta espectacular com direito a parangonas de jornal, conferências de imprensa e o regime de “arrependidos”.
De facto a Organização Mundial de Saúde devia debruçar-se melhor sobre estas particularidades nacionais, criando eventualmente um Alto-comissário da ONU ou uma Comissão especial da União Europeia para o efeito, assim como assim deve de existir um politico português quase a reformar-se e é claro a precisar de um tachinho….