terça-feira, 16 de outubro de 2007

As bicas, a Organização Mundial de Saúde e a Geração Mudastea


De facto quando vamos de férias para qualquer outro país uma das grandes chatices é não encontrarmos bicas, só em Itália, de facto só encontramos um mísero café de saco e chegamos a delirar com um Nescafé.
Cheguei à conclusão que a Organização Mundial de Saúde anda a descurar um problema grave dos Portugueses: as bicas ou para o pessoal do Porto os cimbalinos.
Cheguei a esta conclusão através das declarações dos nossos governantes, passo a explicar:
Á coisa de um mês veio a publico a notícia do aumento do preço dos livros escolares, o nosso primeiro-ministro em toda a sua sabedoria resumiu o problema assim: “São menos duas ou três bicas por mês”
Uma destas noites discutia-se o aumento do preço do fornecimento de energia eléctrica o Senhor Director não sei do quê equacionou rapidamente o problema “São menos uma bica ou duas por dia ”
Já há algum tempo atrás quando se discutia o preço das taxas de internamento hospitalares o assunto também veio à baila, os preços aplicados eram cerca de x bicas.

Confesso que é preocupante este consumo excessivo de café por parte dos Portugueses, também é louvável esta acção de refreio do consumo de café por parte dos nossos governantes, obrigadinho por se esforçarem tanto mas também já me parece excesso de zelo. Pelas minhas contas, como estou na eminência de ser operada, tenho luz lá em casa (por enquanto) e já levei com a dolorosa dos livros e material escolar, acho que em termos de bicas posso beber meia bica aos dias pares dos próximos seis anos bissextos.

Mudando de consumo as campanhas publicitárias valem o que valem, conseguem por vezes popularizar expressões ou personagens, enriquecer o léxico, mas agora existe uma campanha não só que espelha muito do que se tem passado na politica nacional, mas continua a fazer efeitos, é a campanha do novo chá fresco, vulgo Ice Tea, que demonstra como as pessoas podem melhorar a sua vida profissional ou a aparência mudando de chá. De facto o que se tem vindo a assistir é uma camada de intervenientes na política que mudam de partido, melhoram substancialmente de vida com um tachinhos à maneira, no fim escrevem livros sobre esse processo de crisálida que os transformou de lagarta anónima a borboleta espectacular com direito a parangonas de jornal, conferências de imprensa e o regime de “arrependidos”.
De facto a Organização Mundial de Saúde devia debruçar-se melhor sobre estas particularidades nacionais, criando eventualmente um Alto-comissário da ONU ou uma Comissão especial da União Europeia para o efeito, assim como assim deve de existir um politico português quase a reformar-se e é claro a precisar de um tachinho….

2 comentários:

Majo disse...

Pois é,

eu que o diga que uma semana sou emigrante outra retornada. O que mais me custa na emigração é a falta de respeito pelos valores mais profundos dos emigrantes, nomeadamente a merda de sorrapa que me servem ( a 2 francos suíços)todas as manhãs.
Uma das coisas que mais prezo quando retornada á partia sou, é a bela bica que me servem no café da esquina e que nem tenho que pedir! Basta o meu ar miserável antes da porção magica matinal ( a 0.55 € claro está).

Ana Camarra disse...

Devias de querer dizer á pátria, mas eu já te comprendo.
De qualquer das formas eu não viajo mais é por falta de bicas, por isso mesmo é que nunca fui á Polinésia.