Passo sempre apressada pelo espelho, limito-me ao mínimo indispensável, depois nunca soube, nem quis aprender os truques de transformação do rosto, os pós sobre pós e outras maquilhagens, só o mínimo, com o tempo também fui ficando desagrada com o espelho, por vezes devolvia-me uma imagem estranha: uma mulher de olheiras e olhos cansados, vagamente parecida comigo, uma mulher com um olhar vago e perdido, por vezes com um olhar triste, angustiado. Deixei de olhar para o reflexo, passei a olhar para por partes: o cabelo, um olho, os dois olhos, o lábio, os dois lábios, o queixo…
Hoje surpreendi-me com a mulher que vi, assim á minha frente do outro lado do espelho, não sei se foi o cabelo que cresceu, se a cor da camisola, seja o que for aquela mulher do outro lado surpreendeu-me, os lábios cheios e olhos grandes que advinham nas imagens de anos passados, mas mais que isso apesar de linhas diferentes, apesar de tudo, um ar confiante, quase desafiador, um meio sorriso de quem guarda um segredo qualquer que não quer partilhar, um ar de brincadeira no olhar.
Hoje surpreendi-me com a mulher que vi, assim á minha frente do outro lado do espelho, não sei se foi o cabelo que cresceu, se a cor da camisola, seja o que for aquela mulher do outro lado surpreendeu-me, os lábios cheios e olhos grandes que advinham nas imagens de anos passados, mas mais que isso apesar de linhas diferentes, apesar de tudo, um ar confiante, quase desafiador, um meio sorriso de quem guarda um segredo qualquer que não quer partilhar, um ar de brincadeira no olhar.
Comentários
abraço grande.
Um beijo.
Ouss