quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Um sabor macio


Rompe-se algo na alma,
Um murmúrio,
Que vaza e enche com o ritmo das marés,
Penso em várias coisas ao mesmo tempo,
Num dia qualquer em que o sol
Brilhava de outra forma,
Entre nuvens vagas,
Numa luz leitosa,
Quase palpável,
Quase pesada,
Lembro-me um olhar cruzado,
Do barulho de um mar,
Um mar interior,
Um mar de força irresistível,
Um olhar de dúvidas e certezas,
Um formigueiro nas mãos
O primeiro toque,
O primeiro cheiro
O primeiro sabor
Um toque suave e áspero
Esfomeado
Um cheiro salgado
Um sabor macio

4 comentários:

Victor Nogueira disse...

Cheguei, li e gostei do que li, como escreves e do que falas.
Bjo

Fernando Samuel disse...

Lembranças...

Um beijo.

Geronimo Lobo disse...

Gostei. Continua a ter o sabor a inquietação.

duarte disse...

O que a memória faz...
a minha tendencia é esquecer , não dizer, para saborear cada pedaço de tranquilidade que aleatóriamente surge.
abraço( gostei, muito)