sábado, 30 de janeiro de 2010

O Sexo e a Sinceridade Capitulo quarto


O sexo tem algo de recreativo, não só mas também, muitas vezes serve de escape, de desporto, de mecanismo de subida do ego, de aprendizagem.

Às meninas, pelo menos quando eu era menina, falavam pouco sobre o assunto apenas nos massacravam com a ideia de não irmos na canção do bandido, de sermos recatadas, etc e tal. Tal situação dava para muitos equívocos principalmente não sabermos muito bem o funcionamento da “coisa”, eu e uma amiga, na puberdade, descobrimos escondido atrás do bar do pai dela o famoso Kama Sutra, todos os dias estudávamos um pouco, daí até chegarmos á conclusão de que se fosse necessária a prática do sexo oral para ser mãe, morreríamos puras e virgens, santa ingenuidade!

Mas depressa percebemos que não era assim embora tivéssemos um desfasamento grande dos rapazes da nossa idade, quando nós sonhávamos com Príncipe Encantado eles sonhavam com uma bicicleta, quando fazíamos pose em biquíni para os desportistas com modelo de nadador salvador eles começavam a perceber que o nosso corpo tinha mudado, quando se interessavam por nós, nós estávamos definitivamente interessadas no rebelde, que dizia poemas ou tocava guitarra ou que tinha aquele cabelo diferente, nessa altura eles tentavam timidamente cantar-nos loas com uma voz que passava do grave adulto para o falsete, atraiçoando-os vergonhosamente, tinham borbulhas e o nariz grande demais, ou as pernas, ou os braços, existia sempre uma parte do seu corpo maior que as outras, coitados….

Depois os homens tem o estranho hábito de fazer uma publicidade alarve das suas capacidades sexuais, desconfio que muitas vezes essa é publicidade enganosa, tem também a atitude glutona de “mais olhos que barriga”, claro que não são todos, felizmente, nós cá também olhamos, avaliamos, fazemos é menos folclore e eles nunca percebem que se safa melhor o homem com ar de menino perdido, que aparente não pede nada, do que aquele que parte logo a dizer alarvices.

A verdade é que sinceramente acho que eles e elas procuram o mesmo com motores de busca diferentes, de vez em quando há um que é compatível e a verdade é que sexo e amor são coisas diferentes mas quando conjugadas são tão formidáveis como maçã e canela, sabem muito melhor.

6 comentários:

sagher disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
sagher disse...

o texto, a poesia de ary dos santos
e puder dizer :
- obrigado miuda
são prazeres que me fazem sempre regressar ao teu cantinho.
um beijo para ti
e um abraço ao sensei

Anónimo disse...

Oi aninha!
Também eu regresso sempre ao teu cantinho.
Fica-se por aqui tão bem, lendo,ouvindo música e depois por vezes lá me sai uma gargalhada com o que dizes.

Pois é,o amor é bom, muito bom e felizmente não paga imposto.

Achas que serve de desporto?

Um beijinho
Lagartinha de Alhos Vedros

Zorze disse...

Ana,

Trazes uma visão da questão, que é tua. Vivificas o experiencialismo.
Há milhares de visões nessa questão concreta.
Bonito, bonito... são os... a bater no...!
O Sexo e Amor são injustificáveis, no fundo são a base de nossa existência, seja por caminhos racionais ou irracionais e instintivos.
Logo tudo é possível!
Como uma visão da questão...

Beijos,
Zorze

Ana Camarra disse...

Sagher

Este cantinho também é teu!

Lagarttinha

Dizem que se perde muitas calorias...

Zorze

Só falo daquilo que conheço, certo?!

beijos

Miss Kin disse...

Hummm, sabores que se completam...