domingo, 24 de janeiro de 2010

O sexo e a sinceridade (Capitulo segundo)


Falemos então da questão do sexo em si, em princípio existe macho e fêmea e será com objectivo de procriar, pelo menos é assim com os outros seres, só agora, recentemente se olharmos para a história da humanidade, o bicho homem/mulher descobriu a reprodução assexuada, in vitro, proveta, inseminação artificial, etc.

De qualquer das maneiras a humanidade cedo descobriu que uma parte importante da coisa é o contrário: o sexo sem reprodução! Descobriu ainda que há sexo para além da reprodução, somos dos poucos mamíferos que vive para além da idade reprodutora, principalmente as fêmeas, mas que no entanto continua a ter sexo, de forma até mais desinibida e descontraída ou não fosse no grupo etário sénior que as doenças sexualmente transmissíveis tivessem subido em flecha, existe ainda, e não é de agora, sexo entre indivíduos do mesmo sexo. Até agora tudo certo?

Morfologicamente os sexos são muito diferentes, o deles varia entre uma minhoca e uma curgete, o delas é sem dúvida primo dos bivalves, duas meias conchinhas com uma espécie de molusco no meio, tal como os bivalves também é viscoso e meio secreto, de pequeninas impingem-nos nomes estranhíssimos “pombinha, rolinha, passarinha”, não sei porquê todos nomes de pássaros, ou melhor diminutivos, parece que o bivalve tem a dimensão e apetência para acolher a tal minhoca/curgete, o que não acontece sempre assim, porque há bivalves que só gostam da sua espécie e curgetes também, esta conversa toda de legumes e marisco para dizer que deve de vir daí várias noções um pouco descabidas, como a noção canibal que se “come” alguém ou que o sexo tem uma espécie de vontade própria e age independentemente do que nos passa pela cabeça. Nada mais falso, não importa o bivalve, maior ou menor ou a vontade da curgete de nunca voltar a ser minhoca, o grande órgão sexual está uns palmos mais a cima em qualquer género, está mesmo na nossa cabeça, é aí que tudo se dá é por isso talvez que os humanos façam sexo para além da procriação ou mesmo com objectivo de não procriar, que o fazem só por prazer, como expressão de ternura e amor, outras vezes de admiração, fascinação, uma coisa é certa a pior maneira é faze-lo por obrigação, calendário ou hábito.

10 comentários:

Zorze disse...

Ana,

Faltou a questão essencial.
O prazer deriva da fricção directamente ligado ao sistema nervoso.
Como somos seres dotados de inteligência, apesar dessa evidência física, fazemos e enredamo-nos em intricadas histórias emocionais.
É mais simples do que parece, só que a inteligência, quando não usada de forma correcta, dá azo a confusões.
Basicamente é isso.

Beijos,
Zorze

Diogo disse...

O sexo tem no homem e nalguns outros primatas, para além da procriação, a função de união do casal e de grupo.

Nos chimpanzés é perfeitamente natural um macho ter sexo diariamente com várias fêmeas e vice-versa. O antecessor do homem quando vivia nas árvores também era assim.

Mais tarde, quando este evoluiu para bípede tentou transformar-se em monogâmico mas parece que ficámos a meio caminho.

Jorge disse...

Basta duas pessoas adultas quererem, tão simples quanto isso !!!

Fernando Samuel disse...

Desde que não seja por «obrigação, calendário ou hábito»... tudo bem...

Um beijo.

Anónimo disse...

Dizia Vinicios de Morais: "O que se passa na cama só diz respeito a quem ama". Duma forma ou de outra, minhocas com bivalves, bivalves com bivalves, minhocas com minhocas, ou tudo ao molho, desde que todos os parceiros estejam de acordo e tenham discernimento para poder escolher tudo está certo!

Mar Arável disse...

Na diferença

que se fundam

オテモヤン disse...

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andrade da silva disse...

Texto inspirado. Boa descoberta,ou achamento.
asilva

Mac Adame disse...

Já que falas de comida, deixo a minha preferência: detesto curgetes! Já de bivalves gosto muito. Bem sei que esta minha opinião nada contribui para o avanço da ciência, mas apeteceu-me dizer o que me ia na alma. E deixo beijinho, já agora.

Ana disse...

Adorei o texto. Concordo, em todo, com o Jorge... basta duas pessoas quererem.