sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Agora é que chega a sexta-feira!

Se tudo correr tudo bem será a última sexta-feira amarrada á cadeira de rodas, começo a chegar á exaustão de estar parada, para a semana mal ou bem, com uma ou duas muletas, com bengala, ao pé-coxinho, a coxear, seja lá como for começo a adoptar a posição vertical, embora não possa dizer que não tenha um pouco de receio.

Neste tempo ganhei algumas coisas, um pouco de estima por mim, raiva às calças de fato treino, a conquista de alguém para me ajudar a manter a casa limpa, um pé com um tamanho diferente do outro que me dá uma assimetria original, um vasto conhecimento em matérias variadas conforme os documentários históricos ou sobre a natureza, a certeza que era uma boa detective depois de ver vários CSI’s, se já gostava de banhos fiquei convencida que é um luxo, um privilégio, e fiquei muito mais a par das noticias e isso é que é uma gaita, não costumo ser desinformada, mas acabo por dar uma importância relativa a certas coisas, neste tempo acabei por ver mais noticias e deixo aqui algumas que me tocaram:

Comissão Parlamentar sobre a Corrupção - Tomou posse, com prazo de seis meses para produzir um documento, normas, propostas, medidas, uma coisa dessas, para combater a corrupção. Espera-se que não faça um estudo sociológico mas algo de concreto. O quê? Não Sei! Podem ser convidados alguns especialistas, ocorrem-me alguns nomes: o Pedro Caldeira deve estar disponível, uma serie de rapazes com experiência ligados á história da construção do aeroporto de Macau, e mais uns quantos.

As cheias, os ventos, as neves e afins – As cheias foram, são e infelizmente devem de continuar a ser o espelho do país sem estruturas básicas. Os leitos dos rios e ribeiras estão sujos, a construção em sítios impróprios e desaconselhados impera, os meios de socorro, auxilio, para limpar a neve, são todos insuficientes e desadequados, tais como são os dos combates de incêndio. Só consigo lembrar-me da voz do meu pai dizendo que isto era um país de brincar “Chove dois dias há cheia, não chove dois dias há seca”. O caricato vai ao ponto de uma cidade ficar sem agua em consequência de a barragem que a abastece ter subido muito rapidamente o caudal. È claro que não é tão linear mas é caricato.

Por fim continuam múltiplas coisas a não funcionar, desde a justiça sobre as mais variadas formas, começando pela social, o bom senso e o observatório do aleitamento, não me perguntem o que é, nem para o que serve…

5 comentários:

salvoconduto disse...

Não ouses meter o pé de repente na rua. Xiça penico. Não sei se são piores as notícias seo frio.

Abreijos.

Maria disse...

Finalmente um passeio ainda que com muletas ou bengalas... mas não te irrites que o que vais ver, porque a muleta não é bem para isso... :)))

Beijos e que o regresso ao normal seja pacífico :))

Fernando Samuel disse...

Está quase a chegar o grande dia!...

Um beijo.

Zorze disse...

Ana,

Está quase, está quase!

Entretanto no quase vai aprimorando as técnicas de detective. Estarás uma verdadeira Detective Correia!


Beijos,
Zorze

Ana Camarra disse...

Salvo

Embora não goste do frio, as notícias são piores.

Maria

Quem te disse que não serve para umas arrochadas? Com a desculpa que estou perturbada...

Fernando Samuel

Falta o quase!

Zorze

Quem é esse detective?!

Beijos