Por favor não me mordam o pescoço!


Parece que os vampiros estão na moda! Livros, filmes, séries.
Não é propriamente um assunto novo, sempre achei piada a uma dentadinha amorosa no pescoço, quanto a filmes continuo a rever com agrado o “Por favor não me morda o pescoço!”, também fiquei encantada com o Gary Oldman a fazer de Dracula numa história de amor intemporal, da mesma forma que acho piada ao filme “Entrevista com o Vampiro”, o Brad tem ar de quem sabe morder um pescoço…
Os vampiros das histórias são assim, romantizados, gozados ou simplesmente reduzidos a ser uma subespécie como o Nosferatu, depois livros há aos pacotes, já li alguns, melhores, piores, das séries não digo muito, acho uma macacada tão grande que das duas uma, faço zapping ou deixo-me dormir.
Mas e facto não se pode ficar completamente indiferente a esta moda, espalha-se como a Gripe A ou a Febre Q, esta epidemia, pandemia, mania estende-se a sectores inesperados, ao sector empresarial nacional, por exemplo que considera inaceitável um aumento do salário mínimo nacional, ao sector do entretenimento televisivo que arranjou maneira de encher dias e noites de programação recorrendo a um cenário, um apresentador ou dois, que até podem ser modelos, actores ou outra coisa, uma banda e meia dúzia telespectadores à procura dos tais quinze minutos de fama, para isso cantam, dançam, contam os segredos familiares e discutem ao vivo e cores ou em diferido, também, ais ainda detectam-se infectados com esta doença do vampirismo governantes, dos mais diversos níveis, empresários internacionais, gestores da banca, Júri de atribuição de Prémios, Gestores Hospitalares, Directores do Banco de Nacional, entre muitos outros.
Infelizmente não tem olhos vermelhos, podem gozar do sol como o comum dos mortais, os caninos não se distinguem no seu sorriso falso, não usam capas, não dormem em caixões, nem tão pouco nos mordem o pescoço de forma sensual, apenas sugam a vida em sem redor, de forma mais ou menos subtil, aniquilando tudo o que humano possa existir em seu redor!

Comentários

Maldonado disse…
1. Não gosto destes novos vampiros que estão na moda: são demasiado teen. Em bom rigor é a geração vampiros com açúcar. Por isso mesmo é que ainda não li nem vi os filmes da saga Twillight... :)

2. Os novos vampiros, que comem tudo e não deixam nada, não são nada giros como os do Twillight, têm colarinho branco, muitos cifrões e sugam o sangue dos pobres do Terceiro Mundo...
Diogo disse…
É espetar-lhes uma estaca no coração e enfiar-lhes dois tiros nos cornos. E estou a falar a sério. Chega de piadolas inúteis. Os dois milhões de pobres mais os precarizados exigem-no!

Beijo
Anónimo disse…
Adorei aninha!
Tal como tu, também não consigo aguentar mais programas de danças de gelo, sem gelo, cantores grandes, pequenos, dadaque se consiga aguentar!
Depois os comentadores de política... os mesmos, depois a RTP, a dar tempo para o Vara fazer o seu número de anjo, não se pode!

Quando tens ordem de saída?!

um beijinho

Lagartinha de Alhos Vedros
salvoconduto disse…
Nem estaca, nem cruz, nem balas de prata, só com grades, as grades da prisão.

Abreijos.
Fernando Samuel disse…
«Eles comem tudo, eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada»...

um beijo.
Zorze disse…
Ana,

Eles existem, não como na literatura, mas existem.
De fato e gravata, senhores respeitáveis e juntando outra moda, são amigos do ambiente.

Beijos,
Zorze