sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Nada


Nada é insignificante
Nem a luz que atravessa a vidraça
A indiferença dos caminhos
O tom de folhas e cascas de árvores dos teus olhos
Nem as mãos perdidas como pássaros feridos
As magoas, as palavras por usar
Cheiros doces, toques cristalinos
O vento cortante ou quente cheio de cheiros especiais ou
De especiarias
Nem as sedes diversas, de
Justiça, amor, carinhos
O tempo a escorrer, viscoso
As mãos inquietas como gaivotas sem rumo

5 comentários:

Zorze disse...

Ana,

Existe sempre a possibilidade de voar.
Voo picado, ou voo ao sabor do vento.
Contra o vento, também.
Por entre as estrelas se voa também.
Enfim, um sem número de possibilidades. De voar... A imaginação, essa também voa e às vezes para muito longe.

Beijos,
Zorze

Fernando Samuel disse...

Tudo o que existe me diz respeito...

Um beijo.

samuel disse...

Tudo é tudo.

Abreijo.

Diogo disse...

Nada é insignificante? Com uma fotografia magnífica e um poema a condizer?

Akhen disse...

Ana
Nada é insignificante
...
...
...
As mãos inquietas como gaivotas sem rumo.

Se dissesses o contrário é que me admirava.
Só os insignificantes é que julgam que há alguma coisa insignificante (a não ser eles).
As gaivotas procuram o que nós não descortinamos. As mãos inquietas procuram o que desejam encontrar.

Li num post abaixo que já foste à rua. Eu diria Já não era sem tempo.
Eu não tenho vindo à net.
Não te ofereço uma gripe, daquelas, porque já tens a tua perna com que te entreter.

Paz e Luz na tua casa