Yesssssssssss!


Hoje fui à rua! Yes! Yes!
Só não faço a dança da chuva e da alegria porque não consigo!
Frio, gélido e eu detesto frio, cachecol, boina de lã e tudo!
Após telefonar para os bombeiros fiquei parada junto à porta da rua como os miúdos pequenos, mas fui à rua.
Fui ao mercado, fui beber um café no sitio do costume, encontrei as pessoas de sempre, as que ficavam espantadas e as que corriam a abraçar, palrei com a minha prima, vendo os seus trabalhos (lindos!), levei vários beijos da minha tia feliz por me encontrar, segui para o Centro Comercial, atenção até aqui tudo o que se passou, mercado, prima, tia, conhecidos, cafezito, não é mais que um cenário de sábado de manhã, transposto para uma terça feira, a diferença é que quando as coisas são garantidas não as apreciamos da mesma forma, cruzei-me ainda com trabalhadores vindos de um plenário, que me abraçaram e desejaram melhoras, repetindo com alegria “Olha a nossa Ana!”
Depois face à pobre oferta cinematográfica fui fazer aquelas coisas para as quais geralmente não tenho pachorra mas que fazem tipo uma plástica à alma, cabeleireiro, com direito a tudo, o meu vizinho de cima encontrou-me e pasmou, nunca me tinha visto tão arranjadinha!
Direito a uma casa de banho própria para cadeiras de rodas (luxo inexistente no Hospital por exemplo), ao almoço um empregado, solicito, carrega-me o tabuleiro, umas lembranças de Natal, para os mais próximos, um mimo para a casa onde agora passo tanto tempo, isto entre cruzar e descruzar com amigos, conhecidos e familiares, uma chamada aos Bombeiros, o regresso a casa com brincadeiras e mimos por parte dos soldados da paz, que desenrascaram uma cadeira eléctrica que sobe quase só por si as escadas sem esforço deles, por fim chega um casal de amigos que têm acompanhado a saga da Coxa do Tide com apoio, carinho e muita assistência, encontram-me sorridente e ligeirinha, animada e saem daqui a rir, também.
OH YEAH!

Comentários

Anónimo disse…
Lindo. Até a bateria do parceiro aqui ao lado te acompanha a preceito.

Abreijos.
salvoconduto disse…
Oops! O anónimo aqui de cima sou eu, Salvo.
Zorze disse…
Ana,

Hoje houve borga!
Viste o quão é relativo as coisas e as situações, logo o valor das sensações é sobre-dimensionado relativamente a passados recentes tomados como coisas normais e por vezes banais.
Fica relaxada que os espíritos continuam a trabalhar para te arranjar.

Beijos,
Zorze
só prá informar os abusadores que está tudo devidamente registado e que o vizinho de cima existe e mora no Barreiro (terra libertada do jugo capitalista em 2005).
Fernando Samuel disse…
Que grande farra!

Um beijo.
Anónimo disse…
eu tb era para fazer umas rastas, mas o cabeleireiro aconselhou-me a fazer uns implantes primeiro.
abraço do vale