domingo, 13 de dezembro de 2009

Histórias de Amor mal contadas – Tristão e Isolda


Tristão era filho de uma Princesa, que regressa ao reino da mãe e conhece o Tio, Rei, sem filhos o acolhe como tal, chega um passarito com um cabelo longo e dourado e o Rei manda-o em busca da dona de tal cabelo para ser sua esposa.
Tristão chega a um reino numa ilha e descobre um dragão medonho, a recompensa por matar tal besta será a princesa, linda e dona dos tais cabelos, Tristão mata o bicho, aceita a Isolda, não para si mas para o seu tio.
Acontece que a Isolda gostou mais dele do que a perspectiva de casar com um gajo de meia idade que nunca tinha visto, é claro que preferia o Tristão do quer careca mal encavada com idade para ser seu pai, mas as mulheres tinham pouca escolha.
Como tal na viagem dá dissimuladamente a Tristão uma beberragem que o deixa eternamente apaixonado por ela e a coisa concretiza-se, chegando ao verdadeiro leito nupcial, Isolda dá outra beberragem ao marido de modo a que ele não distinga que desvirginou a aia da Isolda, entretanto Tristão e Isola vão concretizando carnalmente o seu amor onde podem, as muralhas do castelo, nas cavalariças, etc., até que são apanhados, grande escândalo, as versões sobre as punições divergem, mas lá ficam juntos e o tio acaba por reconhecer que o amor deles é forte e deve de prevalecer, morre e perdoa, deixando-lhes o reino.
Esta é basicamente considerada uma das maiores Lendas de Amor, encheu imaginários, deu operas, filmes, peças de teatro e encheu a cabecita de sonhos de muita donzela medieval.
Agora vejamos:
A Isolda era assim linda de morrer para quê dar a tal beberragem ao Tristão?
O Tristão em vez de se armar em casamenteiro porque é que não disse ao tio “Olha afinal curto bué da chavala, até já demos uma trepa!”
O Tio que era Rei, devia de ser mais sábio e ver que esta treta de procurar mulher por interposta pessoa, não dá certo é como ir a um site de noivas russas, casar com a Natacha de 25 anos, um metro e oitenta, medidas de sonho curso superior em física nuclear e no fim aparecer uma Natacha, que olha para o Joaquim, careca, gordinho, a dar-lhe pelo ombro, mecânico na Oficina Estrela da Buraca e pensar “Tenho de arranjar um Boris para quando ele está a afinar motores, aguentar 3 anos e que se lixe”
Por fim porque é que a desgraçada da aia teve de abrir as pernas ao Rei?
Histórias da Carochinha.

5 comentários:

Anónimo disse...

Aninha, gostei tento da forma como abordaste a história!!!
Fartei-me de rir e se não soubesse que estavas doente pensava que estavas num momento de boa disposição
Tive um gato chamado tristão, exactamente poque esta é uma das operas que mais gosto, morreu cedo, ainda bebé.
Não foi de amores que morreu, apenas deslizou pelo parapeito da janela e pumba! 6º andar abaixo.

Grande desgosto cá em casa, enfim já lá vão uns anos e agora já outros gatos.

Um grande beijinho para ti

Lagartinha de Alhos Vedros

Eduardo disse...

Gostei da abordagem à estória e queria deixar aqui duas achegas:

1. Um dia o Tristão ficará de meia idade, careca e barrigudo (como o Rei) e a Isolda, cheia de celulite, pintará de branco as raízes dos cabelos louros.
Percebemos assim porque todas as estórias acabam quando deviam começar. Para que seja possível ser feliz para sempre, isto é, num tempo que não existe.

2. A Aia teve naturalmente de abrir as pernas ao Rei, por indicação da Isolda, por uma razão muito simples. A solidariedade de género cede sempre perante a luta de classes.

Vê lá se andas antes que comeces com desvios ideológicos.

Beijos

Fernando Samuel disse...

Assim fazes em cacos esse «belo conto de amor e morte»...

Um beijo.

Zorze disse...

Ana,

No final das contas, a aia é que foi a sacrificada.
Nem teve direito a príncipe montado em cavalo branco como ainda teve de levar com o careca.

Ai! Já não se fazem histórias de amor assim...

Beijos,
Zorze

P.S.: Uma russa de 25 anitos, olha que era um caso a considerar, nem que fosse para um rolé!

conde disse...

Porque é que será que o gajo que não interessa tem que ser sempre careca??.