terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Histórias de Amor Mal Contadas – Romeu e Julieta

Parece que o Romeu e a Julieta no dia que se conheceram apaixonaram-se ele tinha uns 17 anitos ela 15, deram uma queca, poucos dias depois casaram, contra a vontade da família, que não podiam ver uns aos outros nem pintados, não sei se eram góticos ou emos, mas eram um bocadinho parvos, porque arranjaram um esquema rebuscadíssimo com veneno à mistura, que só mesmo em cabeças adolescentes, acabaram por se trocar as voltas e morreram.
E se não tivessem morrido?

Estou mesmo a ver a Julieta farta de passar as noites no recato do lar em vez de andar com as miúdas da idade dela, o Romeu a refilar com o jantar e com o estado da habitação em geral, as sogras a meterem o bedelho em tudo e eles a discutir à noite:
-Onde é que andaste até estas horas, Romeu? Na taberna com alguma meretriz?
-Julieta, não seja obcecada, fui só beber um hidromel com a malta!
-Foste foi dizer parvoíces à varanda da Genoveva, que eu bem vi como olhas para ela!
-Não seja parva! Pensas que todas são como tu? Ouvem duas palavras bonitas e abrem varanda?
-Estúpido! A minha mãe bem me dizia que eu podia casar melhor, o meu pai sempre te topou à légua, a ti e à tua família!
-Ó menina, vê lá como falas da minha família, se vamos por aí vamos mal….

Pois, são jovens, não pensam!

6 comentários:

Zorze disse...

Ana,

E às vezes pensam muito! Se calhar pensam até demais...

A vida é um fluxo incontornável... Ninguém tem a resposta certa.

Por isso moralismos, pela retrete abaixo, concerteza acharão o seu lugar.

A vida é livre...
Por mais voltas que dê, e com erros também.

Não há melhor liberdade, a de poder errar!

Sem esquecer que as gordinhas têm muito para amar!

Yo que lo diga...

Beijos,
Zorze

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Olá comadre!
De regresso (breve) a casa, passo para saber como vais. Antes de comentar li os posts por aí abaixo e fiquei deliciado. E com a certeza de que, apesar do infort´nio, continuas a escrever maravilhosamente.
Continuação das melhoras.Beijinhos

Anónimo disse...

tás a ir muito bem.
3 histórias muito bem contadas.

keep the good work!

beijo do temporário ex-vizinho

Eduardo disse...

Esta estória do Romeu e da Julieta sempre me causou uma profunda impressão. Por ser insultuosa para os adolescentes, por achar que o Bill sabia fazer melhor, porque nada como duas famílias desavindas para promover um amor perfeito (já imaginaram natal sem sogros, nem nenhum dos famíliares do outro lado a moerem-nos o juízo?)porque a Julieta não era nada do outro mundo, porque o Romeu tinhar ar de surfista fora do tempo, porque... porque... porque...
Por outro lado existe uma certa dose de verosimilhança com a vidinha de todos os dias. Usamos veneno que em vez de matar de repente vai matando todos os dias um bocadinho.
No fundo acabamos sempre por morrer envenenados... a diferença está na velocidade e na amargura que o tempo se encarrega se sublinhar.
Se a perna partida te dá esta inspiração... continua a partir pernas.

Fernando Samuel disse...

Pronto, assim deitaste por terra todo o romantismo do par de amorosos...

Um beijo.

Ana Camarra disse...

Zorze

A vida é livre?!
Mais ou menos...

Compadre Carlos

Parti a perna, não bati com a tola, portanto cá continuo com os meus escrevinhaços.

Meu menino

De amor mal contadas, foram só duas!

Eduardo

Essa das pernas partidas é muito má!
Pois agora olho para os meus filhos com paixões assolapadas e acho que esta do Romeu e Julieta foi mesmo para o Bill ganhar uns cobres, embora te vá confessar uma coisa, que ninguem nos ouve, adoro tudo o que ele escreveu!


Fernando Samuel

Pois deitei!

beijos