sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Há coisas que nos magoam devagar


Há coisas que nos magoam devagar
Como uma tortura medieval
O cansaço que desceu até ás palmas dos pés
As ausências, alguns silêncios
As ausências definitivas
Aquelas que enchem com o peso da saudade
As esperas, as esperas magoam
Certas palavras
Os abandonos
As queimaduras, mais que do fogo
As da indiferença

10 comentários:

Zorze disse...

Ana,

A vida também engloba essas coisas.
As tristezas, o sofrimento e as dificuldades, fazem-nos crescer.
É complicado, mas é assim!
Gostaria muito de te dizer que a vida é um paraíso.
Gostaria de fazer uma magia, para te dar em prenda, mas a realidade suga-nos.

Beijos,
Zorze

Diogo disse...

Tens realmente uma dose de génio, minha amiga. Um poema com tanto de sublime como de magoado.

Beijo

NI disse...

Identifico-me e revejo-me nestas palavras.

Beijo

Anónimo disse...

Aninha, até me fazes chorar, com as coisas lindas que escreves!
Não ligues, ando desanimada com o meu País, já lutamos hà tantos anos e...

Isto passa, vem um comício e animo logo!


Um abracinho

Lagartinha de Alhos Vedros

Akhen disse...

Ana

Com tão poucas palavras, disseste tanta coisa. Magoadas, é certo, mas coisas que são do dia a dia, da vida e da vida de todos os dias.
Lindo.
"As da indiferença", mas quem pode ter semelhante atitude contigo?

Paz e Luz em tua casa

samuel disse...

Tão devagar como fundo...

Abreijo.

mugabe disse...

Acontece a todos é preciso ultrapassar e seguir em frente!

Beijo

Fernando Samuel disse...

E, no entanto, mesmo essas coisas que nos magoam trazem consigo sinais de esperança...

Um beijo.

Rui da Bica disse...

Bonito, Ana !
Cada frase (ou verso), magoa mesmo !
A dor (real) se aguda e repentina, "dói mais" (no verdadeiro sentido da dor física), mas incomparável às que referes, que perduram,... magoam !

Magoar é bem pior que fazer doer!
.

Ana Camarra disse...

Zorze

Não vale a penas mentires amigo, eu já sou crescida, o que não impede que certas coisas magoem.

Diogo

Mais magoado que sublime.

Ni

Acredito!

Lagartinha

Não quero que chores com o que escrevo!


Akhen

As da indiferença doem muito.

Samuel

Pois devagar é pior.

Mugabe

não conheço outro caminho.

fernando Samuel

Por vezes, nem sempre.

Rui da Bica

Concordo, magoar é sempre pior, fica quase sempre dorido!

beijos