segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Nevoeiros



Fica aqui ao pé de mim e até nem precisas de dizer nada,
Nem ocupar os espaços vazios com conversas banais,
Afasta só o nevoeiro
Porque eu assusto-me sempre com o nevoeiro que
Consegue sempre fazer sentir mais perdida e
Desnorteada que o habitual.
O nevoeiro faz-me sempre doer coisas que
Tento esquecer,
Sempre existiu nevoeiro nos
Dias menos felizes da minha vida
Até naqueles que aparentemente
Tinham céus claros.
Por isso preciso de um farol, uma bússola, uma âncora,
Uma coisa qualquer sem dúvida marítima que
Me impeça de navegar sem rumo,
De me afundar em águas turvas,
Alguma coisa que me alumie.

11 comentários:

Anónimo disse...

Adorei aninha!
sabes que, quando era"escrava" e viajava todos os dias de barco para Lisboa, tinha medo do nevoeiro?
Lembro-me dos barcos antigos com os sinais sonoros, lembro-me do desconforto da humidade. O nevoeiro é das poucas coisas de que não gosto no Inverno e ou no Outono.
Depois que consegui a carta "Alforria" e sou livre de fazer com os meus dias o que entender,já não vou a Lisboa em dias de nevoeiro.
Também nem vale a pena, pouco se vê da Lisboa que eu adoro.

Um abracinho

Lagartinha de Alhos Vedros

Maria disse...

Curiosamente eu gosto de nevoeiro. De ouvir as roncas. De estar na ilha e ver nada à volta...
O nevoeiro passa logo, Ana.

Um beijo

Diogo disse...

E o nevoeiro está por todo o lado: nas televisões, nos jornais, nas declarações dos políticos, nas religiões...

Beijo

M. disse...

...Gosto de nevoeiro mas não gosto dessa nevoeiro.
Mais que tudo, gostei deste texto mas gostava que não houvesse esse nevoeiro.

:)

M.

Zorze disse...

Ana,

Eu gosto do nevoeiro, não desse que retratas.
Em dias de nevoeiro profundo, gosto de o respirar e contemplar.
Ver as luzes ténues e caminhos dantes conhecidos por momentos desconhecidos.
Pois o nevoeiro, mais tarde ou mais cedo, sempre se levanta.

Beijos,
Zorze

salvo disse...

Estou como a Maria, o nevoeiro passa logo, vais ver que sim.

Vou aproveitar e ficar aqui mais um bocado a ouvir a tua playkist.

Abreijo.

utopia das palavras disse...

Há um farol de vela, sempre que a bruma é intensa...não tenhas medo se a sentes austera, porque ela é tão... efémera!

Gostei imenso do cheiro a poesia neste texto!

beijo

Fernando Samuel disse...

Um dia de sol, luminoso, pode ser?...

Um beijo.

Akhen disse...

Ana

Por muito nevoeiro que exista, a luz sempre vence a bruma.

Aos poucos vais levantando um pouco do véu das tuas capacidades literárias. Basta por ritmo nas palavras, porque conteúdo têm.
É fácil, não é?

PAZ e LUZ na tua casa.

Ana Camarra disse...

Lagartinha

O nevoeiro põe-me cinzenta.

Maria

Eu sei que passa!

Diogo

Isso não é nevoeiro é smog...

M.

Já apareceu o sol.

Zorze

Pois, é daquelas coisas eu gosto de caracois.

Ausenda

Obrigado, há sempre os farois dos amigos.

Fernando Samuel

Pode pois, daqueles de ceu azul!

Akhen

O que escrevo para mim é facil, é o que penso, tal e qual.
Se é bom, alguma coisa de jeito isso já não sei.

Beijos

Akhen disse...

Ana

É bom e é de jeito.

Paz e Luz na tua casa