quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Até podia ser


Até podia ser um dia qualquer
Em que me sentisse só assim
Eu
Sem mais nada e sem nada mais
Para ofertar
Um dia claro
Depois de uma chuva
Limpa e adstringente
Depois de um vento
Depois de mim
Mostrar-te apenas
Eu
Sem ancoras, roupagens
Sem
Nada mais
Senão Eu

9 comentários:

CRN disse...

Importante é isso mesmo, encher o mundo!

Abraço

Akhen disse...

Ana

É lindo.

Mas como poderemos sentir-nos
Nós,
se tantos outros existem
que não conseguem sentir-se
Eles;
se são o ontem de amanhã,
o presente sem futuro,
se se perdem numa estrada
batida de terra
onde nem as rosas
crescem
nem se transformam
em pão.
Onde nem Tu, sem ancoras,
sem roupagens de regaços,
sem nada mais
senão Tu,
por muito que o desejes
poderás dar, ao menos,
a água da justiça?

Mundo ingrato este onde vivemos Ana.

Cidadão do Mundo disse...

Boa, Ana, gostei !!!

Abraço!

salvoconduto disse...

Simples e bonito.

Abreijos.

Rosele disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rosele disse...

O seu blog é ótimo! O poema é lindo!
Abraços,
Rosele
http://galaxiaminha.blogspot.com

Zorze disse...

Aninhas, Aninhas,

Sabes que és uma linda menina? Não sabes?
Já te disse, que és. Não disse?

Adstringente, as palavras que vais buscar!

Beijos,
Zorze

Fernando Samuel disse...

Há momentos em que o EU é... nós...

Um beijo.

Ana Camarra disse...

CRN

Importante?! Talvez enche-lo de outra forma.

Akhen

è ingrato, mas por outro lado chegas aqui e respondes assim e eu fico grata.

Cidadão

Obrigada

Salvo

As coisas que me saiem de vez em quando.

Rosele

Obrigada, vou espreitar essa galáxia assim que tiver oportunidade.

Zorze

Já não sou uma menina! Teimo em ter uma menina dentro de mim.
Adstringente é bom, é uma coisa que limpa profundamente.

Fernando Samuel

è só passar da singularidade para a partilha

Beijos