Rosa de Hiroshima



Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa, sem nada

Vinicius de Moraes

Comentários

Maldonado disse…
O horror de Hiroshima é demasiado execrável para ser esquecido.
Lamento muito a actual proliferação de armas de destruição maciça, as quais tendem a estar nas mãos de lunáticos com ambições expansionistas e megalómanas.
Vivemos num mundo cão!
A rosa de Hiroshima,...trágico, mas eles querem repetir a dose em escala muito maior.

Abraço!
JIM disse…
Quanto vale uma vida para certas potências?
E para um sistema que se apoia no lucro que retira da exploração da força de trabalho?
Se estão apensar noutra guerra, lembrem-se que não é brincar com a play-station. Tocará a todos, até a eles. E não haverá dinheiro que os salve.
Presto a minha homenagem, com um minuto de silêncio, às vitimas de Hiroshima.
Fernando Samuel disse…
O grande perigo, hoje, é que os que decidem quem é que pode ou não ter armas nucleares, são os que há 64 anos lançaram as bombas sobre Hiroshima e Nagasaqui.

Um beijo.
salvoconduto disse…
Na história da humanidade só um país utilizou a bomba atómica, devemos reflectir sobre isso...

Abreijos.
Akhen disse…
Ana

Leste o meu comentário, como JIM, na "Terceira Via"?

A história é verdadeira. O Japão, mais ou menos seis meses antes da bomba de Hiroshima, tinham proposto aos USA a rendição, com a condição deles não tocarem no imperador. Os americanos não aceitaram. Depois das duas bombas, Hiroshima e Nagasaki, (para mim foram testes feitos para saberem a arma que tinham nas mãos) o comportamento para com os seus parceiros de guerra, foi diferente, principalmente para com a URSS.
Foram os americanos que começaram a "guerra fria", pensando que assim faziam todos os povos ajoelharem-se a seus pés,
ao estilo dos imperadores da "Velha Roma".
Agora reclamam contra a Coreia do Norte, com que moral?
Nenhum povo tem o direito de fazer a guerra, nem de usar armas de exterminação massiva contra quem quer que seja.
Uma coisa engraçada.
Uma revolução de esquerda, normalmente não tem muitas vitimas.
Ex. o nosso 25/Abril/74.
Uma revolução de direita, só vence pelo terror e pelas vitimas que faz.
Anónimo disse…
Nunca é há muito tempo...porque tudo está actualizado!
O Capitalismo arrasa o que for preciso, a guerra sempre doi mais aos mais pobres.
Um beijinho
Lagartinha de Alhos Vedros
Diogo disse…
http://citadino.blogspot.com/2007/11/jos-cutileiro-avisa-devemos-incinerar-j.html

O artigo de Trohan revelou como dois dias antes da partida de Roosevelt para a Conferência de Yalta, que teve lugar a 4 de Fevereiro de 1945, o presidente recebeu um memorando de quarenta páginas do general Douglas MacArthur descrevendo cinco propostas diferentes de altas autoridades japonesas a oferecer os termos da rendição que eram virtualmente idênticos àqueles que foram mais tarde ditados pelos Aliados aos japoneses em Agosto de 1945.

O significado das declarações do general MacArthur ao presidente Roosevelt é colossal. O artigo de Trohan mostra que a guerra no Pacífico podia ter terminado no começo da Primavera e que Roosevelt enviou milhares de rapazes americanos para uma morte desnecessária em Iwo Jima e Okinawa, tal como Truman fez mais tarde com centenas de milhares de civis em Hiroxima e Nagasáqui.

O comportamento de Roosevelt pode ser melhor avaliado se compreendermos que ele pôs de lado o relatório de MacArthur após apenas uma «leitura rápida» e descreveu o general como um «político fraco». Na verdade, as políticas de assassínios em massa não eram o forte de MacArthur. Os experientes Roosevelt, Truman e os Secretário da Guerra Henry L. Stimson testaram o seu novo «brinquedo» militar, como Barnes descreveu a bomba atómica, sem um mínimo de justificação.

Beijo
Zorze disse…
Ana,

São as páginas negras da Humanidade.

Todo o Livro começa com páginas em branco, depois quem e como as preenche faz toda a diferença.

Por isso onde se lê Humanidade se deveria ler Sub-Humanidade.

Beijos,
Zorze
samuel disse…
Mesmo que a alguns pareçe exagero... é preciso não deixar esquecer. Para que nunca mais!

Beijo.
Hilário disse…
Vamos continuar a estar atentos!
nunca mais!

Um Abraço
Ana Camarra disse…
Maldonado

Não pode ser esquecido.

Cidadão do Mundo

Isso é que me preocupa.

Jim

As vítimas merecem todas as homenagens.

Fernando Samuel

Pois e essa é uma verdade incontornavél.

Salvo

Devemos ensinar isso.

Akhen

Li, nada que me espante. Infelizmente.

Diogo

O pior é que as grandes decisões continuam a ser tomadas da mesma forma.

Zorze

Ainda acredito na humanidade.

Samuel

Não é exagero nenhum.

Hilário

Sempre atentos.

Beijos