
Com esta frase o meu pai terminava qualquer arremedo de discussão conjugal, embora fosse o homem com menos apetências para viver só que alguma vez conheci, deixava um rasto de peúgas e sapatos ao chegar a casa, a única coisa que comi confeccionada por ele foi ovos com chouriço e chouriço assado sendo que algumas vezes assava chouriços nos objectos mais estranhos, como por exemplo num cinzeiro de cristal que obviamente estalou.
Não quero falar do meu pai mas sim dos divórcios, ultimamente parece que estou rodeada deles por todos os lados, ao meu redor amigos, conhecidos, assim-assim e familiares divorciam-se, há várias espécies de divórcio.
O divórcio tunning
Como o nome indica, não passa despercebido é acompanhado por gritarias, chorrilhos de acusações, exércitos de partidários, acções em tribunal e intervenções das autoridades. Neste modelo, costuma existir ainda a variante da infidelidade conjugal, a agressão verbal ou mesmo física e acima de tudo a luta pela custódia de filhos menores.
Isso aí é um festival, os minutos de entrega são contados, as crianças são trocadas de trincheira em trincheira com as recomendações “Diz à parva da tua mãe” e “Dá o recado à besta do teu pai”
O divórcio alforria
As duas partes resolvem voltar ao ponto antes do casamento, por vezes muito antes, começam a gozar de uma adolescência tardia. Saem todas as noites, mudam de hábitos, arranjam namoros descartáveis, planeiam férias com amigos, vão à descoberta de discotecas e bares. Geralmente esquecem-se que existem crianças, lá ficam os avós com esse ónus…
Ao divorciar-se descartam-se na íntegra da vida conjugal, filhos incluídos.
O divórcio mais que cordato
Separam-se mas por vezes continuam a partilhar durante uns tempos a casa, carro, contas bancárias. Não existem pensões de alimentos atribuídas, vai-se gerindo os gastos das crianças em conjunto, continuam a passar juntos Natais e Aniversários, se existem outras pessoas passam a partilhar também desses momentos.
Chegam mesmo a ir namorando.

O utilitário
Separam-se, a divisão de bens é razoável, a custódia de menores é verdadeiramente partilhada, não existem dias fixos de visitas ou fim de semana. São pessoas maduras e equilibradas.

O divórcio Barbie & Ken
Existe uma anedota sobre um homem que vai comprar um Barbie para a filha, a vendedora vai-lhe mostrando: Barbie Enfermeira 30 euros, Barbie Alpinista 30 euros, Barbie professora 30 euros, Barbie Divorciada 150 euros
Inquirindo sobre a diferença de preço a vendedora esclarece “A Barbie divorciada vem com todas as roupas, carro e casa do Ken”….
Esse é o divórcio Barbie e Ken….
Não me deixa de fazer uma certa confusão existirem agora festas de divórcio, anéis de divórcio feitos com a aliança de casamento derretida, da mesma maneira que me custa a conceber que alguém que supostamente decidiu viver junto, amar-se e respeitar-se, passe para o mais absoluto desprezo…
Não quero falar do meu pai mas sim dos divórcios, ultimamente parece que estou rodeada deles por todos os lados, ao meu redor amigos, conhecidos, assim-assim e familiares divorciam-se, há várias espécies de divórcio.
O divórcio tunning
Como o nome indica, não passa despercebido é acompanhado por gritarias, chorrilhos de acusações, exércitos de partidários, acções em tribunal e intervenções das autoridades. Neste modelo, costuma existir ainda a variante da infidelidade conjugal, a agressão verbal ou mesmo física e acima de tudo a luta pela custódia de filhos menores.
Isso aí é um festival, os minutos de entrega são contados, as crianças são trocadas de trincheira em trincheira com as recomendações “Diz à parva da tua mãe” e “Dá o recado à besta do teu pai”
O divórcio alforria
As duas partes resolvem voltar ao ponto antes do casamento, por vezes muito antes, começam a gozar de uma adolescência tardia. Saem todas as noites, mudam de hábitos, arranjam namoros descartáveis, planeiam férias com amigos, vão à descoberta de discotecas e bares. Geralmente esquecem-se que existem crianças, lá ficam os avós com esse ónus…
Ao divorciar-se descartam-se na íntegra da vida conjugal, filhos incluídos.
O divórcio mais que cordato
Separam-se mas por vezes continuam a partilhar durante uns tempos a casa, carro, contas bancárias. Não existem pensões de alimentos atribuídas, vai-se gerindo os gastos das crianças em conjunto, continuam a passar juntos Natais e Aniversários, se existem outras pessoas passam a partilhar também desses momentos.
Chegam mesmo a ir namorando.

O utilitário
Separam-se, a divisão de bens é razoável, a custódia de menores é verdadeiramente partilhada, não existem dias fixos de visitas ou fim de semana. São pessoas maduras e equilibradas.

O divórcio Barbie & Ken
Existe uma anedota sobre um homem que vai comprar um Barbie para a filha, a vendedora vai-lhe mostrando: Barbie Enfermeira 30 euros, Barbie Alpinista 30 euros, Barbie professora 30 euros, Barbie Divorciada 150 euros
Inquirindo sobre a diferença de preço a vendedora esclarece “A Barbie divorciada vem com todas as roupas, carro e casa do Ken”….
Esse é o divórcio Barbie e Ken….
Não me deixa de fazer uma certa confusão existirem agora festas de divórcio, anéis de divórcio feitos com a aliança de casamento derretida, da mesma maneira que me custa a conceber que alguém que supostamente decidiu viver junto, amar-se e respeitar-se, passe para o mais absoluto desprezo…
Comentários
Um beijo.
É muito pertinente a tua análise sobre essa questão. Gostei muito deste post.
De facto já me dei conta desses detalhes que enunciaste em alguns recentes divórcios do meu circulo de conhecidos.
Infelizmente para muitos o casamento não passa dum acto social com pompa e circunstância e o ter-se filhos dum mero acto de iniciação à vida familiar.
Quando tudo corre mal, o divórcio surge logo como o primeiro recurso para sanear os problemas conjugais...
Acho que hoje em dia o casamento se tornou num subproduto de consumo.
Abraço!
A caracterização da temática está excelente.
No que me toca a mim é um problema que me passa ao lado. Pois ainda sou livre e vou namorando com quem quero e com quem me queira.
Uma coisa é certa, para mim o casamento é para a vida.
Por isso compartilho das novas correntes de pensamento, desde a psicologia moderna às espirituais.
Casamento com efectivo sucesso, só a partir dos quarenta anos.
Beijos,
Zorze
Uma coisa raramente se pensa. O casamento não se faz por decreto (papel passado). Ou nos casamos na nossa consciência, ou não há papel que nos valha. Um casamento de consciência, resiste a tudo.
Os filhos! Sabes Ana, os filhos, depois do divórcio, são a única coisa boa que resta de um casamento de "papel passado", ainda que efectuado por duas pessoas "comme il faut".
E tudo isto acontece...
Maldonado
Nunca se viu tal "industria" em torno de uma coisa que devia de ser só um acto de amor, nunca ser importante nem pelo papel muito menos pelo folclore da cerimónia. Um reflexo dos tempos "ocos"?!
Quanto ao recurso ao divórcio, acho absurdo que quando duas pessoas já não se sentem unidas pelo amor teimarem em viver juntos, é uma violência, mas o facilitismo ou o abandonar o barco á primeira, também me faz impressão.
Cidadão
Olha, sai um J&B...
Zorze
Bom, nesse caso tenho de repensar a minha situação ou sou precoce ou estou enganada?!
Akhen
Acredito no que dizes, como mãe só posso dizer que os filhos são sem duvida as coisas mais importantes da minha vida.
Eu casei sem folclore, sem vestido de noiva, sem adoptar nome, sem alianças (só uma que raramente uso), já lá vão quase 21 anos, com altos e baixos, chatices várias, mas acima de tudo com respeito pela individualidade de cada um, carinho, confiança e respeito mutuo. Ainda dura.
Beijos
Hoje, com ambos independentes financeiramente, a vida torna-se cada vez mais numa sucessão de namoros com ou sem papel assinado.
Os filhos acabam por ser as principais vítimas.
Beijo
Fiquei feliz por saber que são felizes. Quando o digo é pensando no conjunto completo da tua familia, mais as outras pessoas que, muitas vezes, não sendo familia, se incluem nesse conjunto.
O que me faz mais confusão, não é o divórcio em si. É o caminho até ao divórcio, que só pode acabar no divórcio mesmo, e o pós divórcio.
O divórcio em si é uma espécie de ir ao circo...
somente se divorcia aqueles que ainda não aprenderam a conviver com as diferenças. Como elas sempre existiram entre duas pessoas que se diferem na maioria dos aspectos,então vencedores são aqueles que continuam casados, mesmo na base da indiferenças.
Realmente não sei o que se passa com as pessoas, o que motiva a estas separações, mas de tempos a tempos (normalmente alguns anos), lá vem uma vaga de separações...
Mas isso não era um casamento era uma prisão, quantas mulheres se sujeitavam a horrores fisicos e psicológicos porque não tinham forma de subsistencia?
Quantas tiveram coragem de enfrentar o fim de um casamento e sofreram a marginalização e mesmo a perca do contacto dos filhos.
Uma relação a doissó é a sério se tivermos em pé de igualdade.
Akhen
Vamos tedo chatices, como toda a gente, vamos conseguindo fintar as chatices e no fim de tudo achamos que ainda existem muitas razões para estar juntos.
Miguel
Daquilo que assisto é muitas vezes o tal circo.
j. andrade lemos
Também fruta com bicho não adianta por em calda...
~
Miss K
Estás alive! Que bom!
Pois á minha volta muitagente anda afectada com essa doença!
BEIJOS
Bjs.