segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Climnestra ou uma mulher que devia estar à frente de qualquer coisa na justiça portuguesa


(Leda e o Cisne por Rubens)
Climnestra era uma rapariguinha grega, a sua mãe Leda era lindíssima, tão linda que Zeus se transformou num cisne e assim a violou. Confesso que me faz impressão esta mania dos Deuses se transformarem em pássaros para abusarem das mortais, estão a ver a quem é que me refiro mais, não estão?
Adiante, desse acto nasceram dois ovos, com dois pares de gémeos, Polux (não a loja de utilidades da Baixa Lisboeta, mas um rapazinho) e Climnestra, num ovo, e no outro Helena (alguém com um nome normal mas com uma vida estranha) e Castor, bem depois os romanos diziam que não era bem assim que Castor e Polux eram dois meninos romanos gémeos criados por uma loba, tão verosímil como nascerem de ovos…
Assim sobre Leda e a sua prole caiu sempre uma suspeição, será que eram filhos do fabuloso Zeus ou do tirano Tindaro, Rei de Esparta (os Espartanos eram conhecidos pelo seu mau feitio)?
Assim cresceram e por razões diversas, daquelas que matavam crianças a eito em tempos idos, ficaram as duas meninas, Climnestra e Helena, as duas lindas ao que parece mas só quem casasse com Climnestra tinha direito ao trono de Esparta, Helena era tão bela que ninguém via mais nada, mas dois irmãos gregos fizeram o ajuste, Agamemnon deposto príncipe de Micenas casou com Climinestra, o seu irmão mais novo com Helena, assim um ficou Rei de Esparta e pode recuperar Micenas para o irmão.
Acho que eram assim brutinhos, o mais velho cobiçou sempre a mulher do mais novo, mas parece que nenhuma delas gostava de nenhum deles, a Climenestra restava apesar de tudo a alegria de ser mãe.
Daí para a frente tudo se complica, Helena farta de estar casada com um bruto beberrão que a exibia todas as noites nua nos salões para verem como era bela a sua mulher foge apaixonada por Paris, Príncipe de Tróia. Menelau aceita tudo menos ser cornudo, pede ajuda ao irmão, Agamemnon decide que acima de tudo, principalmente do orgulho de macho ferido do mano, se conseguir vencer Tróia fica com um império entre mãos, atenção por Tróia entenda-se a cidade mais ou menos mítica no Peloponeso, não a península explorada por Belmiro de Azevedo.
Mas para atacar Tróia precisa de vento e um sacerdote qualquer convence-o que só pode ter vento favorável sacrificando a sua filha Ifigénia… È claro que a besta o faz.
Vai para a Guerra, vence, não é muito claro se traz a cunhada Helena de volta, segundo a imprensa da época a guerra durou dez anos e foi ganha com uma trafulhice, a tal do cavalo. Bom mas Guerras de décadas e trafulhices nas mesmas são coisas com que estamos familiarizados (“espera aí que eu tenho a certeza que têm armas de destruição massiva! Afinal enganei-me…)
O que interessa é que durante esse tempo Climnestra governou a Grécia, com justiça, educou os filhos que tinham ficado, recebeu o seu marido e prendeu-o, foi julgado por homicídio, parece que o primeiro registo de tal coisa.
Ficou representada na mitologia grega pela Fúria! Ainda bem.
(Leda e os filhos por Leonardo Da Vinci)

9 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Regressaste inspirada e acutilante. Muito bem lembrada esta "história"...

Zorze disse...

Ana,

Estas histórias são muito bonitas, mas têm o seu quê de veracidade. É bom lembrar, pois há "believers".

A Climnestra, ou poderia ser, a Pancrácia da Silva, o seu metabolismo é igual, o sistema nervoso também.

"The Big Question", é a maneira como o clítoris foi estimulado.
Aí reside o como.

No porquanto, toda a diferença se realiza.
"Enquanto houver língua e dedo...", é ordinária e até redutora a expressão, mas um fundozinho de verdade tem.

No fundo, no fundo, é uma questão de saber fazer.
E isso é intemporal.

The pleasure... Ahh, o sistema nervoso, suas reacções, a psicologia ligada à carne, pois é ...

Não é matemática, fria e lógica.

Beijos,
Zorze

Diogo disse...

Bom, no meio de isto tudo, o Belmiro de Azevedo foi metido nua história de faca e Alguidar. Que as acções da Sonae não tenham vindo de escantilhão pelo monte Olimpo abaixo. O desgraçado não mereceria uma tal tragédia.

samuel disse...

Belo post... a lembrar, entre outras coisas, que as "Troias" deste mundo estão sempre ligadas a trafulhices, sejam na Grécia antiga ou na Setúbal moderna...

Abreijo.

Fernando Samuel disse...

Para quem acaba de regressar de férias, não está nada mal...

Um beijo.

Ana Camarra disse...

Carlos

Por detrás destas lendas estão sempre vidas, homens e mulheres em todo o seu explendor!

Zorze

Miss the point!
Defenitivamente não era do clitóris dela que eu estava a falar, será quase dos tomates?!

Diogo


O Belmiro está metido em tanta coisa...

Samuel

As diferenças entre a "Democrática" Grécia antiga e o Portugal actual esbatem-se

Fernando Samuel

Pois venho de férias mas não venho assim a modos que adormecida...

Beijos

Eduardo disse...

Segundo a tradição, Agamenon não foi julgado pelos atos cometidos, mas, sim, assassinado pela esposa e amante desta, Egisto.

Anónimo disse...

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