segunda-feira, 27 de julho de 2009

Sem bussola




Todos os dias ponho em dúvida a minha sanidade mental!
Entre as coisas que não fazem sentido questiono se sou eu que estou insana e que perdi definitivamente o trambelho.
Saio de uma rua e a atravancar a rua está um carro parado numa Avenida muito movimentada, de todos os sítios improváveis o jovem condutor escolheu bloquear o acesso, o pendura sai com calma e vagar, eu até não tenho pressa, acho caricato mas não tenho pressa, ele recua enquanto o pendura tira vagarosamente qualquer coisa do porta bagagem, faço sinal que não é preciso, o pendura investe como um touro “O que foi? Algum problema?”, respondo que não era preciso recuar, não tenho pressa, ele faz um ar desiludido, devia ter arquitectado meia dúzia de insultos para mim e eu desiludi o moço…
Não faz mal, o dia carrega mais surpresas, pedem a colocação de alguém para cumprir serviço comunitário, digo sim, são pouco mais que vinte horas, faço as contas, três dias a pintar floreiras e está despachado. Engano meu, a criatura dispõe-se só a trabalhar quatro horas por dia, em tranches de duas, pergunta pela farda, avisa que não faz esforços e que é provável que a pintura fique com bonecos, porque não é profissional…
No meio disto tudo o telemóvel grita, ontem coloquei o dito cujo ligado ao carregador, não liguei foi o carregador à tomada… telefonam do mesmo local com informações contraditórias, opostas mesmo….
Dói-me a cabeça e mais umas partes de mim, espero ainda duas visitas, de coisas que nem sequer me dão muito jeito, penso neste absurdo que é estar sempre disponível de procurar sempre ajudar e de me sentir assim muitas vezes, perdida no mato sem bússola….

10 comentários:

Akhen disse...

Ri ao ler o post. Sem bússola?
É o que se costuma chamar "Um dia de cão"; um dia em que não há nada que não aconteça.

salvo disse...

Já te disse aqui no teu canto que de vez em quando é preciso dar um murro na mesa...Força Ana.

Abreijos, do sítio para onde a agulha aponta.

Fernando Samuel disse...

«Sem bússola», mas afinal com uma bússola bem afinada...
Um beijo.

Cidadão do Mundo disse...

Por vezes é muito difícil.

Abraço!

Zorze disse...

Ana,

Às vezes, diria até, muitas vezes. As pessoas com uma bússola na mão ainda se desorientam mais.
E já tens a minha opinião sobre a gestão do "dizer que sim" e do "dizer que não".

Olha, talvez para ficares mais contente, também eu tive um dia de cão, neste regresso de férias.
Logo que chego, recebo a informação que duas colegas entrarem de férias.
Que nas duas últimas semanas foi o caos.
Para não variar o meu estaminé, estava a aborrotar. É de dias assim que gosto. Espalho logo uma energia antes de abrir a cancela.
A coisa fluiu sem muito barulho. Apesar do ambiente tenso, a coisa andou sem grandes problemas.
Houve uma surreal. O meu colega do lado inadvertidamente colocou a password por engano e deu €400 à senhora. Depois de percebermos como tinha sido possível ter levantado o dinheiro sem o sistema ter apitado numa conta sem saldo.
Agora vou ter anular o movimento e você vai ter que me devolver o dinheiro, dizia o meu colega. Eu observava pelo canto do olho. E via nos olhos dela, que estava mesmo à rasca.
Diz ela, venho no dia 31 e regularizo. A senhora não percebeu, houve um engano e tem que devolver o dinheiro. Eu já sentido a vibração de seu holochakra, vi que estava por dentro em pânico e desonrientada. Aqueles €400 eram vitais num bolso vazio e aflito.
Depois daqueles momentos de silêncio agonizantes ela foi-se embora, a chorar por dentro e em passo rápido. Para gente honesta estas coisas doem a dobrar.
O meu colega olha para mim assim meio "o que é que eu faço".
Disse-lhe, deixa, o chefe depois assina isso. Vi-lhe nos olhos que ela depois vem cá. No dia 31 o seu salário vai ficar reduzido nestes €400, mas é uma bolha de oxigénio.

Já assisti a muitos episódios destes e acerto sempre naqueles que voltam para regularizar o negativo.

É assim a vida, não é simples.

Beijos,
Zorze

Ana Camarra disse...

Akhen

ou sem bussola e sem cão...
seja como for lá vou levando o meu rumo.

Salvo

quando desatar aos murros sou pior que Cassius Clay

Fernando Samuel

Por vezes acho que não.Depois passa.

Cidadão

ainda não descobri nada que seja fácil....

Zorze

e para o mês que vem?


beijos

Diogo disse...

Uma colcha muito sensual

Também tenho dias assim, não sei se vá, se fique, não sei para que lado me hei-de virar.

Beijo

Ana Camarra disse...

Diogo

È uma parede, Diogo, uma parede, quais colcha….

beijos

Beezzblogger disse...

Olha, estes desvios acertivos, deixam-me sem saber para que lado me hei-de virar...

Complicações da vida, que temos de parar para reflectir...

Recarregar baterias, seguir em frente e gritar bem alto...

Beijos
@Beezz

Ana Camarra disse...

Beezzz

Está quase!

Beijos