quarta-feira, 8 de julho de 2009

Não gosto de delicias do mar



Gosto das delícias que o mar oferece, sal, frescor, força, peixe e marisco, não gosto de delícias do mar, aquelas coisas prensadas supostamente amariscadas, que ninguém sabe muito bem como é feito.
Não gosto de pudins, mousses e outros afins instantâneos, cresci numa casa onde se fazia tudo, da maionese ao bechamel, das compotas aos pudins, portanto aquilo sabe-me assim a falso, totalmente.
È como manter uma relação onde o amor já terminou ou ir á missa porque é bonito e fingir que se reza enquanto se olha para a vizinha que está mais gorda e não devia de usar aqueles sapatos com aquela mala, é como falar em tolerância e nunca a ter, falar em progresso e trava-lo, falar em princípios e ideais e não acreditar neles.
Aprendi a respeitar os outros porque o devemos fazer e porque só assim poderemos esperar o mesmo respeito, aprendi que se deve de ajudar o próximo não porque se espere uma recompensa qualquer num mundo pós morte ou numa vida futura, apenas porque sim, porque de qualquer das formas podemos ser próximo, aprendi a fazer maionese, bechamel, compotas, bolos, massas diferentes, aprendi igualmente que a nossa palavra deve de valer mais que qualquer contrato ou papel, aprendi que vale mais um carapau assado que qualquer espécie de supostas delicias do mar!

10 comentários:

Fernando Samuel disse...

Eu odeio as chamadas delícias do mar!

Um beijo.

sagher disse...

dá a ti mesmo uma máxima que possa, em potência, ser universal.

duarte disse...

quando não gosto não como.
gosto de coisas genuinas e elaboradas com amor.
comme trenet que j'ecoute.
abraço genuino

Maria disse...

... e depois dás-nos mousse...
Eu gosto mais de empadas de galinha!
(mas de Montemor)

Beijos

Diogo disse...

Também eu gosto de verdade. É por isso que políticos, colunistas de jornal e comentadores de televisão me metem cada vez mais asco.

Na segunda fotografia não sei o que é que será mais genuíno (e apetitoso), se o chocolate, se a gourmande...

Beijo.

mugabe disse...

A hipocrisia da santa missa é tramada. Ando com saudades duma coisa que adoro,..compota de tomate, mas não consigo achar aqui.
Tudo que é natural é melhor, mais saudável, mais verdadeiro, mais....

Abraço!

Zorze disse...

Ana,

Adoro delícias do mar. Também de pudins e mousses.
Não gosto de caracóis nem de cogumelos.
Carapau assado não desgosto, mas, sardinha assada, ó lá lá!

Gostei muito do último parágrafo no respeitante a respeitar o outro para se ser respeitado.
O ajudar sem interesse de obter algo em troca. A questão é que as pessoas procuram sempre um benefício, nem que seja o inchaço do ego.
Ajudar anonimamente sempre foi coisa rara.
Mas existe...

Beijos,
Zorze

Ana Camarra disse...

Fernando Samuel-Blhack!

Sagher-Eu dou-me!

Duarte-Qualquer coisa feita com amor sabe melhor.

Maria-Não te faças de esquesita existem cá umas muito boas também.

Diogo-Amim também me dão asco, muitissimo. A foto, pois, o chocolate é uma coisa muito sensual.

Mugabe-A Hipocrisia é tramada, ponto final paragrafo. Por acaso posso-me gabar de fazer um doce de tomate muito bom, com açucar amarelo, casca de limão e pau de canela, têm é a tendência de se evaporar....

Zorze-Quando se espera recompensa mesmo que seja o inchar do ego não se ajuda o próximo, só a si próprio.

Beijos

Maldonado disse...

Por acaso eu gosto de delícias do mar, pudins, mousses e outros doces instantâneos. :)
Também gosto de ajudar desinteressadamente. ;)

samuel disse...

É que basta estarem misturadas numa salada qualquer, mesmo cortadas aos bocadinhos... para passar de largo. :-)))
Viva o carapau assado, memo que só metade de um carapau... e o pudim de ovos cá de casa.

Abreijo.