
A primeira imagem que tenho do deserto é do filme Lawrence da Arábia, ao mesmo tempo o deserto Saint Exupery no Principezinho, o deserto é um sítio aparentemente vazio. Eu até já estive no deserto, constatei que nem é bem assim.
De vez em quando atravessamos desertos, interiores ou nem por isso.
São travessias dolorosas é tudo igual ao nosso redor, os passos são penosos, cansados, dolorosos e morremos de sede.
Por vezes é sede e de outras coisas, de calma, de equilíbrio, de amor, parece interminável a jornada.
Mas o deserto nem é vazio, nem a jornada se faz só, o deserto tem oásis, pequenos momentos de frescura, de sombra, de agua, para além da vida que fervilha escondida debaixo das areias, a provar o milagre da chuva ocasional onde o deserto se revela, todas as sementes guardadas, escondidas, secas, aparentemente mortas germinam, nem que seja por um só dia, numa dádiva de vida impressionante.
Já atravessei desertos, o deserto do desamor, o deserto da falta de alguém, o deserto da falta de saúde, de dinheiro, de alento, parece-me que vou sempre só, as palmas dos pés queimam e cada passo que dou penso que é ultimo, que é preferível só cair, ficar ali, inanimada e pronto. Mas não, há sempre alguém que sopra nas palmas dos pés, parece pouco um sopro, é suficiente para mais um passo, os desertos não são invencíveis, nem inesgotáveis, nem infinitos.
De vez em quando atravessamos desertos, interiores ou nem por isso.
São travessias dolorosas é tudo igual ao nosso redor, os passos são penosos, cansados, dolorosos e morremos de sede.
Por vezes é sede e de outras coisas, de calma, de equilíbrio, de amor, parece interminável a jornada.
Mas o deserto nem é vazio, nem a jornada se faz só, o deserto tem oásis, pequenos momentos de frescura, de sombra, de agua, para além da vida que fervilha escondida debaixo das areias, a provar o milagre da chuva ocasional onde o deserto se revela, todas as sementes guardadas, escondidas, secas, aparentemente mortas germinam, nem que seja por um só dia, numa dádiva de vida impressionante.
Já atravessei desertos, o deserto do desamor, o deserto da falta de alguém, o deserto da falta de saúde, de dinheiro, de alento, parece-me que vou sempre só, as palmas dos pés queimam e cada passo que dou penso que é ultimo, que é preferível só cair, ficar ali, inanimada e pronto. Mas não, há sempre alguém que sopra nas palmas dos pés, parece pouco um sopro, é suficiente para mais um passo, os desertos não são invencíveis, nem inesgotáveis, nem infinitos.
Eu sopro nos teus pés!
Comentários
E que bom é sentirmos esses sopros, que bom é sentir o alívio que eles deixam.
No deserto, parar é morrer, temos que caminhar sempre, procurando oásis, passando de uns para os outros e porque, de facto, não há desertos infinitos, lá aparecerá o oásis prometido, o fim das areias, até que de novo outro deserto apareça, até porque também não existem oásis infinitos.
Obrigado, a quem sopra pés escaldados!
beijos
kl
Um beijo.
Abreijos.
Kisses
Sempre me surpreendes!
Um beijo da Lagartinha de Alhos Vedros
Avançamos para aí uns 10 a 15 quilómetros, numa estrada vazia, dura, sem alcatrão, pois este jamais secaria de dia, apenas à noite quando um frio intenso varre aquelas dunas e vales de uma eterna praia, sem que vislumbremos qualquer água, o alcatrão estalaria com tais amplitudes térmicas. O pó entranha-se, o carro, azul, ficou meio vermelho, os vidros apresentavam uma pasta húmida avermelhada, deslocada pelo limpa vidros para os lados do pára-brisas, uma intenção gravitacional de cada lado, em nada iguais mas em tudo parecidas, secavam ali mal tocavam a chapa.
Mas o que mais me tocou, foi o imenso barulho do silêncio, habituado a um constante ruído de fundo, o meu ouvido como o de todos nós, ainda que aceitemos o silêncio de um quarto, esse silêncio é falso, persiste sempre um ruído de fundo que nem nos apercebemos, mas ali, ali não existia, parecia que os meus tímpanos tinham deixado de funcionar, senti uma estranha pressão, tive de bater palmas e falar com os meus 2 amigos argelinos que me acompanhavam, juro que por momentos, me julguei surdo, completamente surdo, tal não era o som do deserto.
Anseio voltar!
Bjos
Ouss
Existem vários tipos de desertos. Os reais ou físicos como descrito pelo blogger Sensei, os desertos da alma, da mente e outros.
São temporários, de passagem, pois ninguém lá fica. Atravessam-se, com mais ou menos dificuldade, mesmo os que fisicamente o seu soma se mistura decompondo-se com o terreno, pois a consciência estará já noutro lugar.
Por isso se chamam desertos, o holopensene vivencial é nómada.
Nos desertos mental-somáticos importa a capacidade de cada um, de ser capaz de sair do deserto em que entrou. De uma maneira ou de outra sairá, nem que seja, para entrar noutro, e assim sucessivamente.
Se tentarmos figurar a aprendizagem na palavra "Vida" ela é uma professora que ensina com delicadeza ou à bruta.
De uma forma ou de outra ensina, a questão é o tempo que leva o aluno a aprender.
Aí a "Vida" está-se a marimbar. Ela ensina, se se aprendem ou não, é uma questão pessoal de cada um.
Por isso malucos, malucos, são aqueles que dão cabeçadas na parede até fazer sangue, o resto é publicidade.
Andam por aí publicitários que só!
Beijos,
Zorze
Para cada vez mais gente são. Não me lembro de ver tanta gente deseperada por um simples gole de água. Cheira-me que não está longe uma daquelas chuvadas torrenciais que caiem de 100 em 100 anos e que varem tudo à sua passagem.
Beijo
Fica bem, Bjs.
Abraço
Kl-claro que sim.
Fernando Samuel-Sempre, sempre…
Salvoconduto-esse é mesmo árido.
Ledo Rex – Ainda bem que gostas.
Lagartinha-Não te quero surpreender, mas gosto.
Sensei-Isso não experimentei, para a próxima levas-me?
Zorze-Enigmático!
Diogo-talvez faça falta uma carga dessas, uma monção.
Casadegentedoida-Eu daqui sopro.
Mugabe-è o que me deu!
André-Ainda bem que deste por isso.
Beijos
EU DAQUI SOPRO! SENTIRAM?!
Mas obrigado pelo sopro.
abraço do vale