O meu avô materno era um homem culto, recatado, calmo e circunspecto.
Casou com uma mulher que era um furacão de alegria, boa disposição e trabalho.
Ele era branco e louro de olhos claros, ela morena, ele tinha alguns estudos e de uma família com umas certas pretensões, algumas propriedades, ela era de uma família pobre, começou a trabalhar em criança, trabalhos duros, ainda era ela que governava a casa e tratava da irmã doente e do irmão mais novo, quase que não foi à escola.
No entanto, aprendeu a ler e escrever quase sozinha, tinha uma voracidade por aprender tudo, ele ferroviário e mais tarde por circunstâncias várias, padeiro, tinha outras paixões para além daquela mulher: os livros e a opera.
Assim assistia a toda a temporada do São Carlos, luxo supremo conjuntamente com os livros que adquiria e com a tenacidade com que colocou as três filhas a estudar, que não era habitual naquele meio e naquela época.
Como tal cresceram a ouvir óperas, como não tinham gramofone ou algo parecido tinham a minha avó, que não só decorava os libretos como as árias, como as assobiava, cantava e descrevia em pormenor.
Aprendi todas as óperas clássicas com a minha avó. Noites a fio a assobiar a pedido O Adeus à Vida da Madame Butterfly ou L’Amour da Cármen.
Casou com uma mulher que era um furacão de alegria, boa disposição e trabalho.
Ele era branco e louro de olhos claros, ela morena, ele tinha alguns estudos e de uma família com umas certas pretensões, algumas propriedades, ela era de uma família pobre, começou a trabalhar em criança, trabalhos duros, ainda era ela que governava a casa e tratava da irmã doente e do irmão mais novo, quase que não foi à escola.
No entanto, aprendeu a ler e escrever quase sozinha, tinha uma voracidade por aprender tudo, ele ferroviário e mais tarde por circunstâncias várias, padeiro, tinha outras paixões para além daquela mulher: os livros e a opera.

Assim assistia a toda a temporada do São Carlos, luxo supremo conjuntamente com os livros que adquiria e com a tenacidade com que colocou as três filhas a estudar, que não era habitual naquele meio e naquela época.
Como tal cresceram a ouvir óperas, como não tinham gramofone ou algo parecido tinham a minha avó, que não só decorava os libretos como as árias, como as assobiava, cantava e descrevia em pormenor.
Aprendi todas as óperas clássicas com a minha avó. Noites a fio a assobiar a pedido O Adeus à Vida da Madame Butterfly ou L’Amour da Cármen.
Comentários
Abreijos.
Sempre ás ordens!
Beijos
Beijo
Não podia ter melhor presente no regresso a casa!
Bom texto e Excelente música!
Beijinho
Lagartinha de Alhos Vedros
Um abraço
Lagartinha de Alhos Vedros
Abreijos.
Transportam-nos, em sensações de paz, de raiva e revolta, de esperança, de invencibilidade, de mágoa, de alegria, faz-nos voar, leves e livres, algo que ninguém nos pode tirar, por mais presos e encarcerados que estejamos, esses sons que conhecemos, podemos sempre ouvi-los dentro de nós, isso ninguém nos pode tirar.
Lembras-te do filme "Os Condenados de Shawshank"?!... Da cena em que a personagem representada pelo actor Tim Robbins, coloca aquela ária da Madame Butterfly?!... EXCELENTE MOMENTO!
Xôxos
Ouss
A opera bufa, também.
Esta necessidade de provarmo-nos a nués próprios que eboluimos e que os macalos estão longe.
Bien, allez.
Oublo de biez em quando música clássica. Só oubindo e perciebo que há um mondo else were inolbidable.
És ali que entiendio, las mágicas del alquimista del cogumelo rojo.
Alevento a espada Excalibur, dizendo - Era só dar um jeito nesta merda, era a prezilha!
E qual ético voltei a enterrar a espada na fenda da crendice e jubilei.
Quem tirai este canivete suiço terá os ouvidos limpos de cera!
Beijos,
Zorze
Lagartinha-Se gostaste fico feliz.
Samuel-Claro que há
Sensei-A aria não é da Madame Butterfly de Puccini mas sim das Bodas de Figaro de Mozart, é a nº 3desta playlist.
Zorze, Zorze, não sei do Nesquick se é das galinholas...
Beijos
boa bagagem e boas memórias as tuas.
abraço do vale
Um beijo.
Duarte-Boa música essa que guardas, falta dizer que lá em casa ouvia-se muita música francesa (Brell, Ferrat), muito Jazz e Blues, Clássica e de intervenção. Para além disso ao domingo eu e o meu pai davamos volta ao Barreiro atrás da Banda, adoro Bandas!
Fernando Samuel-Pois és mocito para a idade da minha tia mais velha, por isso é provavel.
Beijos