quinta-feira, 23 de abril de 2009

As ausências


As ausências não são vazias
Ao contrário do que se poderá pensar
São cheias de imensas coisas
Só se sente a ausência do que existiu
A ausência está cheia de restos
Restos de memórias, de cheiros
Sulcos de sal, de lágrimas e ondas
O resto do sabor do outro
O leve traço de um olhar que marcou
Ficou
Aquele calor
Aquele mesmo
Que ficou e vai ainda assim aquecendo

9 comentários:

Capitão Merda disse...

Leva isso com calma, senhora!

;)

Bj.

Ana Camarra disse...

Meu Capitão

Serenissima!

Beijos

Diogo disse...

O poema e o acordeão quase dão vontade de fumar um cigarro...

Beijo

salvoconduto disse...

Também eu tenho andado ausente deste teu cantinho, mas não é por vontade minha. Juro que ainda dou cabo do pc!

Abreijos.

mugabe disse...

Concordo.

Abraço!

Zorze disse...

Ana,

Inspirada e bela, como sempre!

Beijos,
Zorze

Ana Camarra disse...

Diogo- O poema belissimamente declamado por Rogério Samora, acompanhado por Rodrigo Leão é de Mário Cesariny. O Outro escrevinhaço das ausências é mesmo meu.

Salvo-Não faças isso arranja-o depressa que tenho falta das tuas visitas.

Mugabe-Pois eu também.

Zorze-Não sei se inspirada se desnorteada.

beijos

Anónimo disse...

Tens a certeza que o poema que o Samora diz não foi escrito para ti?

Adrianna Coelho disse...


"As ausências não são vazias
Ao contrário do que se poderá pensar
São cheias de imensas coisas"
se eu pensasse o contrário disso, vc teria acabado de me mostrar... adorei o poema, ana...

vc é inspirada, sim! :)