
Festejaram-se hoje de várias formas os 35 anos da Revolução dos Cravos, do dia em que se rompeu com um longo período fascista, repressivo, tirano, mas não se chegou lá porque sim.
Durante os 48 anos de ditadura fascista muitos lutaram, com essa luta houve quem sofresse perseguições, prisões, exílios, torturas, até a morte.
A acção do MFA há 35 anos foi decisiva, mas foi um culminar de tantas coisas, da palavra assada de esperança e luta entre sussurros, de corajosas greves onde era a certa a agressão física, do hastear de uma bandeira em surdina no meio da noite numa chaminé, das candidaturas corajosas de Arlindo Vicente e Humberto Delgado, da revolta liderada por Henrique Galvão, enfrentando o Regime, de tantas lutas.
Durante os 48 anos de ditadura fascista muitos lutaram, com essa luta houve quem sofresse perseguições, prisões, exílios, torturas, até a morte.
A acção do MFA há 35 anos foi decisiva, mas foi um culminar de tantas coisas, da palavra assada de esperança e luta entre sussurros, de corajosas greves onde era a certa a agressão física, do hastear de uma bandeira em surdina no meio da noite numa chaminé, das candidaturas corajosas de Arlindo Vicente e Humberto Delgado, da revolta liderada por Henrique Galvão, enfrentando o Regime, de tantas lutas.

Muitos procuram não uma vida melhor para si, mas uma sociedade mais justa para todos, uma sociedade onde seja possível que a riqueza, o bem estar sejam igualitários, não uma sociedade onde o bem estar e a riqueza de alguns tenham os seus alicerces na miséria e exploração de outros.
Hoje cantei o Hino Nacional, emocionada como sempre, no meio de faces familiares onde se encontraram muitos, anónimos para a maioria das pessoas que fizeram parte dessa luta, cantei também a inevitável Grândola carregando num abraço apertado uma promessa de futuro, o meu sobrinho, porque é para ele e para os meus filhos que continuo a lutar por essa tal sociedade, tal como outros lutaram muito tempo, para que hoje eu pudesse cantar na rua, mesmo com uns chuviscos…
Comentários
Apesar dos pesares, creio firmemente nos ideais da Revolução de Abril e que os mesmos não estão mortos...
Um beijo de Abril.
Abreijos.
Abraço!
Como transmiti-lo às gerações do pós 25 de Abril de 74?!... Os governos do PS e do PSD, práticamente aboliram tão importantes acontecimentos do ensino secundário, fazendo apenas meras alusões, seguindo o velho método do Estado Novo, com textos manipulados, trabalhados, onde o MFA e os verdadeiros revolucionários, são apresentados como um perigo, invés de heróis e, o regime então derrubado, como se a sua queda fosse um inevitabilidade, mesmo sem o 25 de Abril ter tido a necessidade de ter ocorrido. Ainda branqueando o mesmo e, permitindo inaugurações de profunda índole fascista, levadas a cabo por um autarca do CDS-PP em Santa Comba Dão, uma terra, hoje amaldiçoada por todos os Portugueses que sejam verdadeiramente democratas.
Tão culpados são os fascistas de Santa Comba Dão, como aqueles que lhes permitiram tal acto vilmente provocatório, negando claramente tudo o que o 25 de Abril de 74 significa e, conspurcando todos os anti fascistas que pereceram às mãos da PIDE e do regime, assim como dos nossos jovens mortos em África, assassinados pelo próprio Professor António de Oliveira Salazar, assassino sanguinário de toda uma geração de jovens.
Também no dia 25 de Abril de 2009, 35 anos depois, Santa Comba Dão tem nas suas mãos a comemoração do sangue derramado de milhares de jovens e de milhares de anti fascistas.
Santa Comba Dão, terra de um ditador assassino e sanguinário, cujo povo, exulta esse mérito e, pelos seus actos, se iguala assim ao seu conterrâneo.
SANTA COMBA DÃO, O ÚLTIMO BASTIÃO DE UMA DITADURA FASCISTA E ASSASSINA EM PORTUGAL.
Ouss
Esta aparência de democracia pode ser pior que uma ditadura declarada, porque muito gente está convencida que vive em «liberdade» e não se dá conta da manipulação dos políticos, jornais e televisões, todos a remar na direcção dos seus senhores.
Beijo
Admito que seja do mundo fabril, na Cidade da grande industria.
vivi 43 anos da grande noite e mais 35 pós revolução, que se estão a tornar também uma grande noite escura. Já não será no meu tempo que vejo um Portugal melhor, com o bem estar das populações. São os políticos e os seus rapazes que estão a defraudar as esperanças criadas no 25 de Abril
beijocas
Fernando Samuel-Sempre!
Salvo-Chegaremos!
Mugabe-Não deixamos!
Sensei- Continuaremos a regar a flor de Abril.
Digo-Nós remamos ao contrário!
Zé do Cão- A primeira é da repressão da GNR a uma greve nos anos 40, aqui no Barreiro, a última foi tirada ás escondidas na carga policial no Congresso da Oposição Democrática, em 1973, em Aveiro.
beijos
Sempre!
Beijos,
Zorze