
Não vou falar do sistema tributário.
Vou falar das retenções que faço na fonte.
Geralmente tento reter uma série de emoções, mágoas, saudades, pequenos aleijões, palavras que me disseram que ficaram a boiar dentro de mim.
Retenho-as, guardo-as, faço de conta que nunca existiram, mas ficam assim retidas, como águas num dique, como aquelas represas que os castores constroem, com paus, folhas tronquinhos.
Eu faço o mesmo, com as saudades do meu pai de outros, com diversos medos, com a vontade de gritar a certas pessoas, com lágrimas que sustive, com palavras que me magoaram e eu fingi que não, depois fica tudo ali acumulado a boiar, as saudades e os medos a apodrecer, a criarem uma espécie de bolor, a deixarem nódoa.
Sempre me disseram para não guardar tanta coisa cá dentro, eu tento, mas não consigo, de vez em quando um pequeno acontecimento, banal, simples, trivial, solta não sei que peça fundamental da minha represa, quando acontece, solta-se esse dique, como todos os diques quando rebentam arrasta tudo, quando isso acontece, choro ou grito ou falo de uma forma dura, áspera, que não é hábito.
Liberto essa retenção que fiz na fonte, fico apenas com um ribeiro tranquilo e livre dentro de mim, passado um dia começo a juntar outra vez, mágoas, troncos, saudades, folhas e medos.
Vou falar das retenções que faço na fonte.
Geralmente tento reter uma série de emoções, mágoas, saudades, pequenos aleijões, palavras que me disseram que ficaram a boiar dentro de mim.
Retenho-as, guardo-as, faço de conta que nunca existiram, mas ficam assim retidas, como águas num dique, como aquelas represas que os castores constroem, com paus, folhas tronquinhos.
Eu faço o mesmo, com as saudades do meu pai de outros, com diversos medos, com a vontade de gritar a certas pessoas, com lágrimas que sustive, com palavras que me magoaram e eu fingi que não, depois fica tudo ali acumulado a boiar, as saudades e os medos a apodrecer, a criarem uma espécie de bolor, a deixarem nódoa.
Sempre me disseram para não guardar tanta coisa cá dentro, eu tento, mas não consigo, de vez em quando um pequeno acontecimento, banal, simples, trivial, solta não sei que peça fundamental da minha represa, quando acontece, solta-se esse dique, como todos os diques quando rebentam arrasta tudo, quando isso acontece, choro ou grito ou falo de uma forma dura, áspera, que não é hábito.
Liberto essa retenção que fiz na fonte, fico apenas com um ribeiro tranquilo e livre dentro de mim, passado um dia começo a juntar outra vez, mágoas, troncos, saudades, folhas e medos.
Comentários
Está visto que não fazes retenção na fonte, ainda bem.
beijo
Abraço!
Um beijo.
Abreijo.
Fernando Samuel-Pois são...
Salvoconduto-Eu também prefiro.
Carlos- è mesmo, o fim do mundo em cuecas.
beijos
Beijo
secreto segredo
isso tem dias!
pra mim é assim tbm, ana...
eu gosto muito da tua escrita
e adorei esse texto!
É precisamente por isso que nascemos, entre outras.
Estamos aqui para aguentar, agora, o como é que é "The Million Dolar Question".
Não temos que guardar tudo, para um dia qualquer rebentar o dique.
Temos é que aprender a desvincular-mo-nos de certas coisas. Não é ser frio.
É sabermos o que pode entrar e aquilo que não deve entrar.
É compreender as reacções dos outros e porque a fazem.
É saber interagir com as situações.
E disto fazem telenovelas!
Lembra-te sempre que temos a capacidade de escolher.
Não discute connosco quem quer, mas sim, quem pode. E mesmo esses podem ser controlados, de uma forma positiva.
As pessoas stressam-se demais, os psiquiatras e os psicólogos adoram.
Beijos,
Zorze
Secreto Segredo-Pois, pois...
Adriana-Isto tem dias e horas do dia...
Zorze-Tu conheces-me um bocadinho, já sabes que sou muito á flor da pele!
beijos