
Os mitos femininos são circulares.
Penélope, Rainha de Ìtaca, mulher de Ulisses, ficou só na corte quando ele partiu para o cerco de Tróia, parece que durou 12 anos, também não sei se seria mesmo assim, porque todos os livros antigos são muito exagerados nestas questões.
Mas Penélope ficou, passado algum tempo os pretendentes ao trono exigiam que ela escolhesse novo marido, pressionada, até por seu pai, decidiu tecer, uns dizem uma colcha, outros um tapete, não interessa, Penélope tecia durante o dia perante o olhar da corte, de noite quando todos dormiam desfazia o trabalho, tornando-o eterno.
Ulisses voltou depois de muitas peripécias, não sei se mereceu esta astúcia de Penélope, mas gosto de pensar que ela o fazia por ela própria.
Falo nisto porque acho que todas temos algo de Penélope, eu por exemplo recuso a ociosidade, muitas vezes contra mim, para além do trivial, ocupo-me a pintar, pratos caixas, a bordar, a tecer com as minhas agulhas circulares, descarregando naquelas laçadas de lã, medos, inquietações, apreensões, entretenho-me ainda a construir projectos, que concebo, gero, que acabo por parir, que de vez em quando tenho a suprema alegria de ver andar pelo seu pé, da mesma forma que junto assim letras, em palavras, em frases, que por vezes desfaço e volto a fazer…
Penélope, Rainha de Ìtaca, mulher de Ulisses, ficou só na corte quando ele partiu para o cerco de Tróia, parece que durou 12 anos, também não sei se seria mesmo assim, porque todos os livros antigos são muito exagerados nestas questões.
Mas Penélope ficou, passado algum tempo os pretendentes ao trono exigiam que ela escolhesse novo marido, pressionada, até por seu pai, decidiu tecer, uns dizem uma colcha, outros um tapete, não interessa, Penélope tecia durante o dia perante o olhar da corte, de noite quando todos dormiam desfazia o trabalho, tornando-o eterno.
Ulisses voltou depois de muitas peripécias, não sei se mereceu esta astúcia de Penélope, mas gosto de pensar que ela o fazia por ela própria.
Falo nisto porque acho que todas temos algo de Penélope, eu por exemplo recuso a ociosidade, muitas vezes contra mim, para além do trivial, ocupo-me a pintar, pratos caixas, a bordar, a tecer com as minhas agulhas circulares, descarregando naquelas laçadas de lã, medos, inquietações, apreensões, entretenho-me ainda a construir projectos, que concebo, gero, que acabo por parir, que de vez em quando tenho a suprema alegria de ver andar pelo seu pé, da mesma forma que junto assim letras, em palavras, em frases, que por vezes desfaço e volto a fazer…
Comentários
Bjs Ana "Penélope" ;)
Mas à noite não destruas o que fizeste durante o dia.
Para te esconderes na desculpa eterna de publicar um livro.
Agora só um aparte. Lembras-te da Penelope da banda desenhada da "Viagem mais louca do mundo"?
Adorava esses desenhos animados!
Beijos,
Zorze
Eu nunca te tina dito ...pois não?
Prontos já disse!
Bjos camarada!
Nunca me tinha pensado nessa perspectiva... mas também uso os trabalhos manuais (ou a escrita) para descarregar o stress ou as emoções fortes...
Um beijo, Ana
Quanto à tua forma de ócio ser produtiva, pois é de facto uma forma de os pensamentos fluírem simples e leves e, descarregares o stress em algo que te dá prazer, em especial quando reconhecido pelos que te rodeiam.
Xôxos
Ouss
Mugabe-Estou a comerçar a pensar nisso a sério.
Zorze-Claro que me lembro!
José (Poesia)-ès um querido!
Maria-Pois uso assim as artes manuais!
Sensei-Eu sei isso tudo, mas tenho esperanças que o Ulisses fosse diferente.
beijos
Um beijo.
Desculpe tratá-la por você, aqui no Brasil é assim que nós falamos, nada tem a ver com desrespeito. Abraços. Telma