terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A poesia és tu que passas na rua….




A poesia és tu que passas na rua. Esta frase estava inscrita num graffiti, durante muito tempo passei por lá e nunca a vi, um dia descobri-a e sorri.
Claro que não foi escrita a pensar em mim, mas gostei.
O meu eu irreverente não acha que os graffitis sejam actos de vandalismo, existem graffitis lindos, sempre existiram, os romanos já os faziam, não com spray, não confundo os graffitis com o acto estúpido de rabiscar palavrões ou parvoíces numa parede, estragar um monumento ou um edifício.

Mas um graffiti bem feito pode ser uma obra de arte.
Em todas as cidades haverá paredes e muros capazes de suportar e até de ganhar com uma obra de arte. Paredes vazias, mortas, para as quais ninguém olha, paredes que poderão ganhar vida.
Já lá não está a frase mas a poesia passou por aquela parede.

15 comentários:

salvoconduto disse...

Com tanto edício a cair seria uma boa acção minorar-lhes o aspecto degradante com alguns belos graffitis, à semelhança de alguns com que me cruzo de vez em quando.

Abreijos.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Totalmente de acordo contigo, Ana. Aliás, tenho um CD editado pelo Publico aqui há uns anos com os "graffitti" de Lisboa que é um prazer para a vista e... para a memória!

duarte disse...

não dá para grafitar , a manuela ferreira leite?
ou o zézinho, escrever ums versos de camões na testa?
ao da madeira , dava para escrever os lusiadas , naquela pança!
sorry ana ,isto hoje anda assim.
abraço do vale

Zorze disse...

Ana,

Eu também gosto muito de graffitis. Uma forma de arte/urbana.

São espelhos dos tempos presentes.

Beijos,
Zorze

korrosiva disse...

Já vi muitos graffitis fabulosos, que embelezam prédios ou muros degradados.

Entre o verdadeiro graffiti e uns gatafunhos a spray existe uma enorme diferença!

beijinhoss :)

Diogo disse...

Que as paredes sorriam e contribuam para uma vida menos parda.

Beijo

samuel disse...

E que bons alguns são capazes de ser...

PAULO LONTRO disse...

Ana, eu nunca liguei nada à arte urbana até que conheci a K e o blog Gatilho.

http://dedonogatilho.blogspot.com/

Aprendi com ela a distinguir esses gatafunhos (tags) dos stensil ou graffitis das colagens e essa coisa toda.
Tens lá muitos links para essas artes, fazem-se coisas fenomenais aí pelas ruas.

O Zorze, também está por lá. :)

José Espremido Até Ao Tutano disse...

Nos dias que correm "graffitar" é mais do que arte, è um acto de coragem!

Beijos

utopia das palavras disse...

Tambem gosto dessa arte. Ao longo dos anos tenho vistos verdadeiras obras de arte em graffiti, veículos de contestação, rebeldia, transmisores de verdadeiras mensagens. Infelizmente ainda muito mal compreendida pela sociedade.

Um beijo, Ana

Sostrova disse...

Alem da beleza, o fenomeno dos grafitis tambem me parece muito importante ao nivel social.
Em primeiro lugar pela democratização da pintura. Com a invenção do grafiti nos anos 80/90 do seculo XX, criou-se um patamar de acesso à criação artistica a milhares de jovens suburbanos que assumiram como "suas telas" os muros e as paredes das cidades...
Ao contrário do que sempre aconteceu, em na sua maioria dos criadores artistas de uma maneira ou outra tem origem de classe elites culturais e /ou financeiras...Um spay na mão, criatividade e uma parede longe do olhar da policia permite inventar uma imagem que é obrigatoriamente vista por todos.
Acima de tudo, essa revolução das imagens parece-me que abre um potencial incrivel na formação de artistas e criadores de arte vindos directamente das classes mais desfavorecidas, dos meios suburbanos, operarios e muitos do lupen !!!
Lamentavelmente o status cuo das "artes" tem tido alguma dificuldade em aceitar e incluir no universo das "obras" estas "instalações" e criações de cultura popular real... Os organismos oficais de cultura, tembem têm alguma dificuldade em abrir esta nova janela de cor na cidade...
Politicamente acho muito interessante. Considerando o gráfiti como pintura mural (que o é), e olhando o caso portugues, percebemos que os murais perderam o seu conteúdo propagandistico e se têm vindo a assumir como criação eminentemente estetica, sem perder o seu caracter politico de arte subversiva e interventiva na(s) nossa(s) (so)ci(e)dades.
Aconcelho a visita guiada ao grafitis do Barreiro através do fotoblog do Rafeiro.

Ana Camarra disse...

Salvoconduto- Pois, nalguns casos era uma obra de caridade.

Carlos-Também conheço, há coisas fantásticas.

Duarte-Tinta mal gasta!

Zorze-São isso mesmo.

Korrosiva-Uma diferença abismal.

Diogo-Que sorriam, que reclamem, que falem.

Samuel-Alguns são fabulosos

Paulo Lontro- Os tags é outra coisa, o Zorze anda por lá, tenho de ir espreitar isto é blogosefera é muito pequenina!

José Espremido-Pois também, sim senhor!

Ausenda-Começou por ser um veiculo de contestação.

Sostrova-è sempre difícil as mentalidades acompanharem estas mudanças, vê lá tu quando surgiu o cubismo.

Beijos

SENSEI disse...

São uma forma de expressão urbana sem dúvida, alguns são mesmo muitíssimo bons, pena que hajam outros parvos, como os das claques futebolísticas, que derivado à sua capacidade intelectual estar ao nível de uma qualquer bola de futebol, só sujam e ainda por cima com uma ortografia, bem própria da sua acefalia crónica.

Xôxos

Ouss

Fernando Samuel disse...

Sem dúvida: a poesia ESTAVA naquela parede.


Um beijo.

googler disse...

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