sábado, 20 de dezembro de 2008

Os Olhos das Crianças



Atrás dos muros altos com garrafas partidas
bem atrás das grades de silêncio imposto
as crianças de olhos de espanto e de medo transidas
as crianças vendidas alugadas perseguidas
olham os poetas com lágrimas no rosto.






Olham os poetas as crianças das vielas
mas não pedem cançonetas mas não pedem baladas
o que elas pedem é que gritemos por elas
as crianças sem livros sem ternura sem janelas
as crianças dos versos que são como pedradas.






(Sidónio Muralha)

10 comentários:

Maldonado disse...

É um poeama bastante tocante.
É triste o facto de as crianças sofrerem sempre com os disparates dos adultos...

Ana Camarra disse...

Maldonado

È triste, mas é verdade!

beijos

Ludo Rex disse...

As mais desprotegidas... a crianças...
Kisses

duarte disse...

gritemos por elas!...e lutemos por elas!
abraço do vale

Zorze disse...

Ana,

Não me vou alongar...
Se trouxesse a verdade, dura e crua, a maior parte das pessoas não entenderiam.
Por isso fico-me, contido.

Beijos,
Zorze

utopia das palavras disse...

criança de gueto
olhar desperto
vida negada
olhares fechados
e o grito...
o grito que não sai...!

Um beijo

salvoconduto disse...

Dentro da maior parte de nós vive também uma criança, ainda bem.

Abreijos.

Conde disse...

O ser humano prova do que é capaz reflectindo o mal nas crianças.

Fernando Samuel disse...

Lindo poema - tão lindo como os olhos das crianças...


Um beijo.

Ana Camarra disse...

Ludo Rex- É por elas que temos de construir o futuro.

Duarte-Lutemos pois, diariamente.

Zorze-Pois para mim a realidade é que tods os meninos nascem iguais, nús e a chorar, o resto somos nós.

Ausenda-Mas gritam e temos de ouvir.

Salvoconduto-Sim faço por manter a minha activa.

Conde-Reflectimos tudo nas crianças.

Fernando Samuel-Lindo, triste, brutallmente triste.

Beijos