domingo, 26 de outubro de 2008

Se eu conseguisse




Se eu conseguisse
Ficava assim para sempre
A falar de música e de mar
A sentir carinhos escondidos nas palavras fechadas
A respirar encaracoladamente
Nos silêncios
Arrumava num local
Remoto e inacessível
As dores, preocupações
O tempo contado
Outras coisas que nos gastam

Soltava o cabelo
Deixava-me estar naquele momento
Entre ondas de mar e camas de areia
Fazia do teu corpo almofada
Ou servia de almofada para ti, era igual
Sem contar o tempo
Sem pensar em mais do que o azul do mar

Para além do cabelo soltava vontades
Afagos,
Palavras daquelas nunca se dizem
Que escondemos também em silêncios
Que se escondem entre as outras como
Meninos tímidos e envergonhados

11 comentários:

Utopia das Palavras disse...

Consigo tirar de mim
o eco que me confunde
solto-me, salto
Lavo-me nos teus olhos
de mar
e consigo...
Atiro-me languida
nessa vastidão de prazer
que és tu
e consigo...
tudo...!

Amei... o teu poema!
Beijinhos

ausenda

Ludo Rex disse...

Belo, belo, belo...
Kisses

Zorze disse...

MULHER, nem dás tempo para respirar. Truque de mulheres experientes!

Se eu conseguisse ganhar o euromilhões, isso é que era.

Aí tinha dias e noites.
Se eu conseguisse..? Tanta coisa.
Certamente o mundo seria melhor, do que é actualmente.
Tenho a certeza absoluta, e absolutamente este Planeta não seria o Inferno que é hoje.

Só preciso que brindes que caiam do céu, vou continuar à espera sentado, serenamente.

Beijos,
Zorze

Ana Camarra disse...

Ausenda Obrigado, vinde ti é importante, também gosto das tuas palavras.

Ludo - è o que é, amigo.

Zorze- Ainda desconfio que me estás a chamar velha...
Tens de traduzir os Euromilhões neste contexto, nada do que eu escrevo neste texto, tem a ver com bens materiais, nada mesmo.

Beijos

salvoconduto disse...

Bonita sintonia, a música do lado direito com essas palavras do lado esquerdo!

Abreijo.

Ana Camarra disse...

salvoconduto

Já sabes que estou sempre a mudar a música conforme o estado de espirito!

Beijos
Abreijos
e
Abraço

José Espremido Até Ao Tutano disse...

Pena que sempre temos que regressar à realidade, e a este mundo cada vez mais materialista e egoísta!

Beijos

Ana Camarra disse...

José espremido até ao tutano

Mas ter a noção da relidade é fundamental!

beijos

José Gil disse...

clap clap clap clap.

Um beijo grande mesmo

Ana Camarra disse...

José Gil

Não é caso para tantas palmas!
Mas obrigado.

beijos

SENSEI disse...

Presos entre o Céu e a Terra
O brilho do sol nos corpos nús
Pele tez de canela
Curvas de desejo
Odores e sons de mar
Silêncios cúmplices ecoam
No simples tocar e sentir-te em mim

Cabelos ao vento
Emaranhados de sal e sol
Em reflexos clareados
Os dedos passavam
Como em ondas de mar
Afagos tantos
Afagos de amar

Vivermos sem tempos
Vivermos um no outro
De dia o céu nos testemunha
De noite, só nossa a cumplicidade
Estrelas brilham no nosso tecto
Reflexos de prata caem no mar
É este o tesouro dos amantes


De quem serão estes 3 poemas?
Deixo-te a pergunta.

Xôxos

Sensei