Lar Amargo, o endividamento familiar.





Uma amiga fez-me o favor de me enviar um estudo datado de dia 20 de Setembro de 2008, onde o Economista Eugénio Rosa faz um retrato das famílias endividadas com o Crédito a Habitação.
Caracteriza a crise financeira, iniciada nos EUA e as suas repercussões financeiras, a crise de emprego, no crescimento económico, em vários países, incluindo Portugal, resultado de uma globalização totalmente desregulada, segundo o economista selvagem mesmo.
Admite ainda que o nosso país caminha a olhos vistos para uma recessão económica que só os governantes recusam a ver e em tomar medidas para atenuar os seus efeitos com consequências cada vez mais dramáticas para as famílias portuguesas.
Assim o número das famílias portuguesas com empréstimos á habitação era em Julho de este ano de 1.808.096, ou seja quase 50% do total das famílias portuguesas, sendo que entre Dezembro de 2004 e Junho de 2008 o número de famílias endividadas aumentou 24,6% e o valor da divida cresceu em mais de 48%.

Isto assim em números é impressionante, não é?
Metade das famílias portuguesas, é obra!
Caracteriza as prestações em si e a relação amortização/juro e conclui: por cada cinco euros pagos na prestação apenas um euro e quarenta e quatro se destina à amortização, os restantes três euros e cinquenta e seis cêntimos, são juros…
Assim o número médio de anos necessários para pagar o empréstimo á habitação passou de 31 anos para 45 anos, ou seja mais do que a vida activa da maioria dos Portugueses (ou talvez não que ainda se pode reformular o Código do Trabalho para nos poder por a idade da Reforma aos 120…)
Mais engraçado é que o Instituto Nacional de Estatística recusa-se a incorporar os encargos com a habitação no índice de preços que publica mensalmente, justificando que se trata da aquisição de um “activo”.

Se este índice fosse complementado com este valor a inflação seria muito superior á oficial…
Depois continua, mostrando o evidente, que o aumento de juros está a contribuir para o estrangulamento financeiro das famílias, em Portugal, que é urgente a tomada de medidas para impedir que a situação atinja níveis insustentáveis.
Explica ainda as manigâncias dos spreads, explica que actualizando o valor de uma divida em 18,3%, de Janeiro de 2005 a Julho de 2008, aumenta-se 75,3% os Juros Totais pagos e o empréstimo aumenta de 31 anos para 45 anos.
A caracterização continua com quadros comparativos, comparações várias e apelos a medidas urgentes.
O senhor é economista, explica com números, explica com números o que os Portugueses carregam na alma-Isto está mal muito mal.
A inflação não é a que nos dizem, se fosse já era má, a crise não é igual para todos.
O desespero cresce como um nevoeiro.

Portanto é preciso que isto mude, não é?

Comentários

salvoconduto disse…
Pode ser que um dia caia de podre...

Nada mais a propósito a letra da primeira faixa da tua playlist.

Abreijo
Ana Camarra disse…
salvoconduto - Pois ou pode ser que se empurre...
Não mudei a playlist de propósito, claro!

Abreijo Amigo
CRN disse…
Se o povo não se der conta da necessidade da mudança, provavelmente, o que acontecerá será a necessidade a mudar o povo!

A revolução é hoje!
Apetece-me grrrrrrrriiiiiiiiiitttttttttaaaaaaaaaaarrrrrrrrrrrrr.
O meu voto está sempre do lado certo é preciso que outros venham também.
Está na hora de mudar votemos PCP.
Zorze disse…
Ana só para te corrigir. Este País esteve sempre em recessão económica, senão, por vezes de forma objectiva, de outras de forma subjectiva. Já dizia o velho - "Os meus Avós diziam que no tempo deles, isto estava em crise."
Sempre estivemos em crise, o pior é que a tendência é para piorar.

A questão dos juros vai mais além da política, terá a haver com estratégias bem mais tenebrosas e supranacionais.

Hoje a minha colega veio muito aflita ter comigo porque estava um cliente com uma minuta muito bem feita a afirmar que entregava a casa (pois como não é habitual, ainda não existem procedimentos oleados para tal).
Disse-lhe - "Prepara-te pois cada vez serão mais."

Aqui em Portugal, ainda só se está a ver a ponta do iceberg. Quando o efeito bola de neve começar a sério é que vão ser elas.

Beijos endividados,
Zorze
Anónimo disse…
- O problema é politico, e só politico!... com outra politica é possível resolver a questão.
-Agora se procurarem a solução dentro do sistema Ah ai a coisa pode ficar feia e muita gente passará a viver debaixo das pontes. salários reduzidos, emprego precário, desemprego O caminho é o caminho de ABRIL, Fazer com que pertença ou povo o que o povo produzir.
-Há saídas desde que todos queiram e mudem de rumo-.
a.ferreira
Ana Camarra disse…
CRN – Mas sim o povo tem de ser mudado, lentamente, esclarecido, acordado, de modo a que possa decidir o que quer.

Orlando Gonçalves – Olha o meu também! Mas grita camarada, ainda temos muito que gritar.

Zorze – Sim não tenho dúvidas que isto vai piorar, mas tudo o que se conseguiu melhorar na vida das pessoas foi à conta de reivindicarem ou julgas que nos davam direitos pelos nossos lindos olhos?
Desculpa lá beijos que me mandes são sem ser hipotecados!

A.ferreira-Pois concordo, totalmente, politico com tudo o que arrasta, economia finanças, questões sociais, mas sim um problema político. Há saídas.

Beijos (não estão hipotecados!)
É preciso mudar e que não demore muito,...senão é como diz o Zorze quando começar a bola de neve, não se sabe onde ela irá parar.
Ana Camarra disse…
cidadão

Vamos insistindo camarada, lutando, mas sim a bola de neve já está aí, não tenho duvidas.

beijos
Zé Ferradura disse…
Ana,

Quem tem de mudar somos nós, de atitude.

Aceitamos o que nos impoêm, acomodamo-nos às mudanças que são para pior, obviamente.

Um tema actual: Código do Trabalho, quantas pessoas estão preocupadas com o que lhes vai mudar na vida laboral e pessoal?

Não estou a ser irónico, falo com alguns amigos que nem estão virados para questões políticas e dizem-me " o que adianta manifestarmo-nos? Veja-se a manifestação dos professores, o que mudou?"~.

São este tipo de pessoas que me fazem sair do sério, mesmo sendo meus amigos. Não participam, não contestam. Acomodam-se e deixam-se levar ao sabor da onda!

bj
Zé Ferradura
Diogo disse…
Primeiro, temos de compreender o que é a «banca»:

http://video.google.com/videoplay?docid=-9050474362583451279
Pedro disse…
Se dentro de algum tempo as taxas de juro não baixarem ou se continuarem asubir vamos asistir em Portugal a um caos economico financeiro nunca visto creio que na maioria dos casos trabalhadores por conta doutrem são os que têm salarios mais baixos não coseguirão aguentar os encargos com emprestimos da havitação é muito triste perderem as suas casas as pequenas empresas terão grandes dificuldades em pagar os salarios o desemprego certamente que aumentara o consumo vai baixar por falta de poder de compra e certamente que havera muitas empresas a irem para a falencia vai-se sentir o efeito dominó em todas as arias comerciais e todos ficaram a perder, será que os senhores do poder financeiro não percebem que agirem desta forma estão a destruir as familias sera que conseguem durmir tranquilos? seijão humanos!
Ana Camarra disse…
Zé Ferradura – Concordo é urgente mudar de atitude. O código de trabalho é uma vergonha. E nunca nos devemos acomodar.

Pedro – percebo o desabafo, de facto tudo o que diz é verdade, estamos a ser governados de forma desumana.

Beijos
Ana Camarra disse…
Diogo

Em primeiro lugar muito obrigado, o vídeo é fantástico devia de passar na Tv.
Em larga escala, mas não interessa a quem manda.
Quanto ao que fica em linhas gerais:

A história da anca muito bem explicadinha.
Depois.
Associação entre Reforma Eleitoral e Reforma Monetária, fantástico.
A divida como forma de controlo.
O poder dos banqueiros
As fantásticas citações de Goethe e Tolstoi.
A questão de termos em simultâneo inflação e impostos, de forma selvagem
Será que sabemos como o dinheiro é feito?
Pois não sabia tão bem como pensava.
A grilheta da divida eterna.

Outra vez Muito Obrigado

Beijos
SENSEI disse…
Pois é preciso que isto mude, mas o povo Português é demasiado cobarde para que a mudança se efectue, estão sempre à espera que haja alguém para lhe fazer o trabalhinho.
No 25 de Abril foram os oficiais milicianos, que os que combateram e silenciaram o 25 de Abril, como foi e é o caso do PS, depressa os eliminaram da cena militar, hoje já não existem oficiais milicianos.
Então quem nos virá salvar?

As pessoas que não se cuidem e não metam as mãos à contestação, depressa irão ver os seus destinos, assim como os destinos dos seus filhos.

A REVOLUÇÃO ESTÁ EM MARCHA!... VOTEM CONTRA AS BESTAS QUE HÁ 33 ANOS NOS DESGOVERNAM.

SE NAS ELEIÇÕES O POVO SE MANTIVER ESTUPIDIFICADO, VAMOS PARA A RUA E COMEÇAMOS A REVOLUÇÃO.

Ouss