segunda-feira, 4 de agosto de 2008

O Amor é eterno em quanto dura…parte II





Isso penso que toda a gente sabe…
Tenho um amigo que diz que a ideia de colocar duas pessoas diferentes a partilhar uma vida é uma coisa de doidos….
Dito assim até.
No entanto todos conhecemos histórias de sucesso e insucesso.
Que fazer quando o amor acaba, ou quando o amor se transforma em rotina, ou quando a rotina apaga o amor, que fazer quando o respeito mutuo e carinho, dão lugar à saturação, à limitação, ao estar muito melhor sem outro do que sem ele….
Quando se decide embarcar na aventura da relação a dois, plena completa, seja casamento ou vivência marital ninguém pensa na possibilidade do fim, pensamos sempre que é para sempre…
À minha volta recentemente descambaram, acabaram ou agonizam alguns casamentos, uniões de vários anos, com ligações familiares intrincadas, filhos, famílias, casas, coisas impartilhaveis…
Nalguns casos existe ainda a presença da terceira pessoa, o triângulo amoroso, que também só ocorre em caso de relação moribunda, acho eu….
Importante como em todas as relações interpessoais é manter o respeito mutuo, antes e depois do casamento, o respeito pela individualidade de cada um de nós, infelizmente não é isso que assisto, vejo estes casamentos acabarem como explosões, com mortos, feridos, estilhaços de vidas, reféns, rancores profundos, recriminações várias.
Triste não será o fim do amor, do casamento ou da relação, triste será sem duvida essa batalha campal…

31 comentários:

Capitão Merda disse...

Não confirmo nem desminto!

Anónimo disse...

Realmente Ana

O Amor quando acaba é uma gaita e triste é acabar só de um lado.
Sofre-se muito....
Quando há filhos pior.
Por isso os poetas cantam o amor tanto com com alegria como mágoa...
Sofro disso, os anos passam e sofre-se na mesma...
Ás vezes relembro os bons momentos, as palavras e os carinhos e penso "Como é possivél ter tudo acabado?"

Mas a vida segue.
Segue sempre.

beijos abreijos e abraços

Zé Manuel

Anónimo disse...

Minha rica menina anda cá com uma veia romantica...
Espero que estejas a tirar partido dessa maré.

Beijos muitos muito grandes

Lidia

CRN disse...

Olá Ana,
Era justamente no "Beijo" ou mais originalmente, os "Amantes", que pensava, quando me referi a Klimt, é a obra mais significativa para começar a outorgar à mulher o seu valor real. Assim mesmo, curiosamente, é também um quadro que mostra a evolução do homem, que, ao contrário de prescindir da sua condição animal, a assume e é capaz de ser feliz manejando a sua natural virilidade.

Cumprimentos.

poesianopopular disse...

Ana
Será que as dificuldades da vida,o egoismo desmedido, a menos boa formação moral e intelectual, têm influência nestas situações?
Claro que existem aqueles casos em que, não à nada a fazer, tambem existe aquele tipo de pessos que, tem de ser tudo a gosto, se nõa fôr já está mal.
Penso que a harmonia é uma palavra moribunda.
Abordas-te um grande problema da actualidade,e de difícil resolução.
Bjo

Ana Camarra disse...

Pois é amigos

José (Poesia) - è complicado a vida não está facil e as coisas desgastam-se, mas a falta de principios, morais e outros também conta, na minha opinião tem de existir mais que tudo frontalidade...se não dá assume-se...

CRN - Esta foi a teu pedido, mas gosto muito do quadro, quanto mais tempo passa mais gosto...

Lidia - Aproveita-se o que se pode...


Zé Manuel-Vais ver vai-te aparecer um amor feliz como tu mereces...

Meu Capitão - Que lacónico....

beijocas

Eduardo disse...

Ana

Realmente todos procuramos a história da cinderela com o viveram felizes para sempre...
Mas é dificil...
Quase impossivel para mim pelo menos, ciumes, faltas de tempo, a artracção na mesma por outras mulheres, a rotina, a rotina corroi tudo.
Hoje parece que é moda casais que vivem separados, se calhar é uma solução.
Quando vejo casais com 20, 30, 40 anos em comum pergunto sempre se não ficaram alí por comodismo?
O resto pois está claro cinco estrelas, musica bonita, imagens bonitas, palavras bonitas.
Logo á noite a ver se tenho paciência para ver os videos que fala.
Os conselhos ao seu amigo são bons, é uma mulher sensata...

beijos

Rato Mickey disse...

Pois eterno enquanto dura...
Já houve um parte I?
Tenho de ir á procura.

Beijos

korrosiva disse...

É aproveitar enquanto o amor dura, um dia de cada vez. O amanha logo se vê ;)

Ana Camarra disse...

Eduardo - Há que insistir um pouco mais...

Rato Mickey - O Parte I está para trás é procurar...

Korrosiva - Exactamente...

beijocas

Anónimo disse...

Pois é...
e quando a rotina se instala o que se faz, insiste-se e vive-se uma vida triste...
Ou arranja-se diversões fugas, escapes...
Ou vive-se mal amado toda a vida...
Ou quando queremos alguém que não nos quer, que fazemos?
Fingimos estar bem? Saimos fora.
E como é que se faz para não se instalar a rotina?
E quando até queremos sair a bem mas o outro/a não quer?
E faz fitas e a vida negra, que fazer?

Tem respostas no consultório sentimental

Xico Zé

Rei da Lã disse...

Não me pronuncio sobre futebol!

salvoconduto disse...

Há algo que me perturba e que não consigo entender, como pode esse sentimento que uniu duas pessoas, de repente virar ódio e de tal forma que muitas da vezes se esquecem que há crianças pelo meio ou até servir-se delas como "arma de arremesso".

Dava para estar aqui toda a tarde a falar sobre isto, mas quando tenho um amigo que há 2 anos não consegue ver o filho, só me importa perguntar: porquê tanto amor?

Zé do Cão disse...

Ana - Não tivesse dado um esclarecimento sobre os barcos do Tejo no Blog do Capitão e eu ficarei sem conhecer o seu.
Sobre o casamento, pela parte que me toca, tenho o que quero,o que sempre desejei, sou imensamente feliz, Fruto dele tenho 2 filhos adoráveis, como todos gostariam de ter.
às vezes asneamos, mas resolvemos o amuo com um bom jantar à luz de velas. É certo e sabido, pazes feitas imediatamente.
--------
O Barco do Tejo, é "Baia do Seixal"
Adorei. Existe também um moinho de marés, a trabalhar que se pode visitar. Um encanto. da mesma Camara.
Situado no Talaminho, entrada pelo lado de Corroios.

Um bj.

José Gil disse...

Ana sobre este tema tenho uma ideia menos romântica do que deve ser uma união baseada em coisas sólidas, como a capacidade de comunicação entre duas pessoas.

Na minha opinião um casamento acaba, quando o casal perde a capacidade de comunicar. Quando não têm mais nada a dizer um ao outro... É aqui que começa o descalabro.

Outra das conclusões que retiro, relativamente a relacionamentos destroçados tem a ver com a demasiada insistência... Ou seja, por não saltarmos fora a tempo, os relacionamento degradam-se de tal forma que acabam mal, com demasiadas mazelas e feridas, que muitas vezes são o demónio para fechar, influenciando negativamente as relações que se seguem.

Outra razão para os maus resultados das relações, tem a ver com a falta de sinceridade. POr vezes as pessoas querem sexo e embarcam em todo o tipo de mentiras para o ter... Depois vêem-se em situações complicadas porque não são capazes de levar avante as suas promessas... Resultado, alguém se magoa...

Um beijo.

Ana Camarra disse...

Rei da lã! 2-0

SalvoConduto – Pois não sei, já tive relações que acabaram mal com muita amargura, mas não envolviam crianças, felizmente, é mais fácil.
Triste é arremessarem os miúdos como armas, toda a gente fica a perder, principalmente as crianças.
Mesmo assim como cantava Vinicius “Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão”

Zé do Cão – O do Barreiro é á borlix…Não me lembrava do nome do Seixal mas já lá andei ainda há duas semanas lá fui no Pestarola.
Quanto ao casamento é uma linha partilhada: carinho, cedências, respeito muto, confiança, doutra forma não é amor…

Zé Gil – Acho que sim tem razão. A comunicação é importante, quando não existe é uma mão cheia de nada.
Quanto ao saltar fora nem depressa demais nem eternizar as coisas, a minha avó dizia que fruta com bicho não adianta por em calda e não…
Quanto ao sexo, pois quando se tem só esse objectivo é uma gaita, mas mais vale sempre ser sincero, se é o sexo que atrai as pessoas primeiro, só por si não chega para manter a relação, faz parte mas não chega…


(ninguém diz nada da música, caramba!)

beijocas

Ana Camarra disse...

Xico Zé

Isso são muitas perguntas de repente.
Não sei as coisas vã-se gerindo.
Quando alguém não nos quer não vale a pena, ponto final paragrafo é mudar de agulha.
O amor só se concretiza a dois, não a um, mesmo que um ame muito se não correspondido é frete, condescendência, mas não é amor...
As fitas são uma gaita, já passei por isso, só servem para afastar qualquer hipotese de retoma.

beijocas

Ludo Rex disse...

A vida nem sempre é como gostaríamos que fosse... Kiss

Ana Camarra disse...

Ludo

Arrebita marafado...
Andas mesmo em baixo.
A vida nunca é como queremos ás vezes é melhor do que esperavamos....

beijocas

Capitão Merda disse...

OLha o meu querido amigo Zé do Cão por aqui...
Tu trata-o bem, Ana, que é uma pessoa de dimensão superior!

Ana Camarra disse...

ò Capitão

Francamente, mas eu costumo tratar mal alguém?

Estou ofendida Capitão....

Francamente!

Capitão Merda disse...

Sabes bem que não era isso que eu queria transmitir.
Antes pelo contrário!
Mas assumo que não sei expressar-me em português correcto...
:)

Ana Camarra disse...

Ah Bom...
Assim tá bem...

Zorze disse...

Ana, este é um assunto que daria horas e horas de conversa. E eu não sou o melhor exemplo, mas "quem nunca pecou que atire a primeira pedra".
Acho na minha opinião que numa relação a dois e após os arrufos de paixão o que faz perdurar essa mesma relação por muitos anos é a Amizade. Sem amizade não há relação que dure, pelo menos, de uma forma sincera.

Beijos,
Zorze

Anónimo disse...

Ana: concordo contigo quando dizes que importante é manter o respeito mútuo... é triste e desgastante quando não nos respeitam como seres humanos individuais; não há amor que resista... e nem a amizade fica, nesses casos.
saludos

pbruno

Ana Camarra disse...

Zorze

Pois tem haver amizade, carinho, respeito mutuo e a consciência que somo 2 pessoas, diferentes....e respeitar isso mesmo.

beijocas

Anabela disse...

Olá amiga
Só quero acrescentar um apontamento que tem a ver com a minha experiência pessoal. Quando o amor acaba, o casamento se desfaz e cada um vai para seu lado, é quando ficamos a conhecer verdadeiramente a pessoa com quem vivemos durante anos. Em geral é nesta ocasião que emergem todas as «coisas más» que estiveram disfarçadas ao longo do tempo. E então, além do desmoronar da vida em comum, há também a surpresa da revelação de um ser completamente estranho com quem partilhamos a vida e a cama.
Ainda bem que a vida continua e se pode seguir em frente.
Obrigada pelos teus escritos, fazem-me bem.
Beijinhos.

SENSEI disse...

Para mim, os 3 estágios da relação são:

Paixão
Arde intensamente, pelo seu fogo consome tudo, raramente a razão se impõe, nenhum dos dois quer saber do futuro para nada, é aqui e agora, mesmo que nada reste.

Amor
Aquilo que após a paixão, pode ficar ou não. A permanente vontade de estar com ela ou ele é a razão quem toma a dianteira e a vida só faz sentido com essa pessoa, por norma aqui nasce o casamento ou a junção de facto.

Intimidade ou Amizade Íntima
Esta palavra traduz muitos aspectos, traduz, carinho, respeito, cedência, compreensão, conhecimento, cumplicidades, aqui a razão impera sobre tudo, o parceiro ou a parceira, de já alguns anos tornam-se unos, mas a grande dificuldade aqui, é o reconhecimento da individualidade de cada um e, respeitar essa mesmo individualidade, ultrapassem isto e vão ver que está lá tudo, a paixão, o amor e acima de tudo o carinho, no dia-a-dia.
Não ultrapassem isto e, o fim da relação é inevitável.
As mágoas, as desfeitas, o egoísmo, a chantagem, a falta de atenção, de respeito, são de facto as vias rápidas do divórcio ou separação. Muitos ainda acreditam que um novo filho vai repor o que já não há, mas apenas se iludem e quem vai sofrer é esse e os outros filhos.

O casamento é um contrato celebrado entre duas entidades diferentes, não há sindicato ou legislação que o reja, basta 1 não querer continuar, para o contrato passar a ser nulo e sem efeito.

Isto é o que eu acho, o que tenho lido e o que pratico no meu dia-a-dia, posso até nem estar correcto, mas já lá vão 20 anos e não sinto nenhuma monotonia nem desgaste e, sabem que mais?!... Acho que amo cada vez mais a minha mulher.

Ouss

Ana Camarra disse...

pbruno - pois é triste mas como diz Vinicius mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão...

Anabela - Mas felizmente estás noutra amiga...curte esta esquece a outra, ficou um filho, saldo positivo...

Sensei-BONITO

beijocas

Anónimo disse...

Ana: depende... para mim, a falta de respeito é meio caminho andado para o fim do (meu) amor...

E como diria o mesmo poeta "haja o que houver, há sempre um homem para uma mulher" (...)"seja como for há de vencer o grande amor que há de ser no coração como perdão pra quem chorou."
por muito que custe (e às vezes as coisas chegam a pontos que já não custa), quem não nos respeita, não merece estar conosco!

beijinhos

pbruno

Ana Camarra disse...

pbruno

Cada caso é um caso mas o respeito é fundamental sem dúvida.
A lealdade, sabermos dosear a ternura com algumas cedências sem comprometer a nossa personalidade e do outro....
è dificil o equilibrio, a vida não ajuda...mas é possivél.

beijocas