segunda-feira, 7 de julho de 2008

O Amor em tempos de Cólera


È um livro muito bom que me foi oferecido com uma dedicatória romântica daquelas que quando estou muito triste ou com o complexo “Calimero” posso olhar e encher com isso o depósito de amor-próprio para seguir em frente. Quando for velhinha também, com certeza, irá servir para me relembrar com alegria e um sorriso da estanha sensação da paixão.
Parece que também é um filme, que já foi filmado há já algum tempo mas que é mesmo bom de lançar agora porque o actor principal é o Javier Barden que ganhou o Óscar (tenho receio de que a adaptação seja uma espécie de assassinato).
Mas não era sobre o filme, nem era mesmo sobre o livro que relata um amor estranho e fabuloso de duas pessoas que se apaixonam, separam-se, seguem a sua vidinha e reencontram-se mais tarde, muito mais tarde, tipo cinquenta anos mais tarde e concretizam a paixão.
O conceito é engraçado, mas só nos livros, a realidade é outra coisa. Só mesmo já senil é que alguém acha que concretiza o amor aos setenta, senil, pitosga e visgolho, para além de com todos esses contratempos e desvarios do corpo e do espírito correr o risco de estar a concretizar qualquer coisa que não o amor.
O amor concretiza-se a prestações porque é como o título deste blogue, isto tem dias…
Dito assim não parece normal…
O que nos impele para o outro em primeira instância é o animal e primário desejo de procriar, se bem que procriar nessa altura do campeonato seja a última coisa que se quer
No entanto isso só não chega, passa, tem de existir algo mais, um carinho renovado, um respeito permanente e uma cota parte de liberdade.
Tudo isto são prestações de amor.
As prestações já se sabe são para pagar
Pagam-se porque nunca mais decidimos nenhum aspecto importante sozinhos, ou se o fazemos algo está errado. Pagam-se porque moralmente temos de respeitar, amar, acompanhar o outro na saúde e na doença, alegria e na tristeza, tudo isso, não por temor a nenhum Deus, mas porque assumimos esse compromisso.
Os tempos de cólera são todos…e estes particularmente e o amor concretiza-se todos os dias com tudo o bom e o mau… como nos livros.

15 comentários:

Capitão Merda disse...

És uma mulher comprometida!
;)

Ana Camarra disse...

Sou e dou-me muito bem com o compromisso.
Respeito, carinho e redea solta para os dois quanto baste.
Tem funcionado bem!

beijoca Capitão

Anónimo disse...

Ana

Pois é, até arrepia, mas é bom saber que existem amores assim, não perfeitos mas equilibrados.
E uma mulher com tanta garra a dedicar-se assim....felizardo!

beijocas

Augusto

Eduardo disse...

Anita

Chiça, todos os amores deviam de ser assim, já vou no segundo casamento e não encontro esse ponto de equilibrio.

Bonito este texto, como todos aliás.

beijos muitos

Anónimo disse...

É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.

(Pablo Neruda)

Anónimo disse...

Há muito tempo que não ouvia esta fabulosa banda sonora de um não menos fabuloso filme de Coppola que fala de encontros e desencontros amorosos de pessoas comuns.
Fez-me lembrar outras coisas.
Filme lindo e mal amado esse "Do Fundo do Coração".
Belas imagens de uma Las Vegas de neon.

Faz arrepiar também, mas é bom vir cá este espaço, já vi que alguém escreveu que a sua escrita é balsamica.
É mesmo!

Ana Camarra disse...

Augusto/Eduardo - Se calhar tem de investir mais um pouco de vocês na coisa.

Anónimo 1 -Também gosto muito de Neruda

Anónimo 2- Também gosto muito de Coppola e do filme, obvio!

Cumpts

Anónimo disse...

Se tu não fosses assim tão apaixonada não tinhas a dificuldade que tiveste em despegar homens da tua vida.

A culpa é tua.

Eu então fui sempre bruta, largaram-me eles

hehgehe

Lena G

Anónimo disse...

Esqueci-me

De memória tiveste pelo menos 3 chatos de galochas.
Fora o parvalhão do António estudante eterno de filosofia que te perseguia como um cão mesmo depois de tu e toda a gente lhe ter explicado que não estavas para aí virada.
Até em Porto Covo te apareceu, lembras-te
Até ia para a Festa do Avante.

Grande psicologo que ali está.

Viste o meu mail?!

beijinhos

Lena G.

Ana Camarra disse...

Lena

Para o que deu agora depois do almoço.
Agora é que te lembras de ruins defuntos.
O António sempre foi um triste, coitado.
Não fez isso só comigo eu fui a sucessora da Marina.

Também não és assim bruta, o gajo largou-te porque é estupido, toda a gente sabe disso.

Vi o teu mail e já respondi, vai lá ver.

beijocas

Atever disse...

“Pagam-se porque nunca mais decidimos nenhum aspecto importante sozinhos, ou se o fazemos algo está errado”

Talvez esteja aqui a chave para um grande amor, depois de se extinguirem as chamas da paixão.

Beijinhos.

Ana Camarra disse...

Prof Atever - Estás melhor?!
Pois eu acho que sim é preciso encontrar o ponto de equilibrio.
Como em tudo na vida.

beijos

Anónimo disse...

Ana

A Lena está pior.
Ou melhor está na mesma.
Agoa foi lemba-se do infeliz do António que e peseguia como um cão esfaimado e tens razão antes tinha feito o mesmo á Marina.
Que é feito desse infeliz, agoa é psicologo?
Livra-te.

Não fui cumpimenta-te na sexta ou sabado (tens razão bebi uns copos) poque estavas acompanhada po gente iluste desta terra e parecia mal, teres um amigo maltapilho a cumprimentar.
Agora vou chatear-te muito desde que te descobri aqui.

Depois chateio ao vivo e a cores, e o pescoço da menina vai melhor?


Gande abraço amiga
Paulo

Ana Camarra disse...

Eu quase que jurava que continuas com os copos...

Anónimo disse...

Também gosto muito do livro, não vá ver o filme que não é grande coisa.