
Quando eu era miúda coleccionava furiosamente cromos. Era todo dia a juntar tostões (tostões mesmo) para depois ir aplicar tudo na Papelaria do Ti Xico Câmara (Rua Aguiar) ou da Dª Laurinda (Rua Dr. Câmara Pestana).
Para além dos cromos massacrava nas papelarias, eu e todos, para me darem figurinhas que eram assim uns bonecos de papel com ar piroso que se colocavam religiosamente dentro das folhas de cadernos ou dos livros, junto com as pratas alisadas, com a ponta do dedo molhado em saliva, de gatinhos e ratinhos de chocolate Regina.
O ti Xico Câmara mostrava uma paciência de Job, a Dª Laurinda parecia um caracol saído da casca, toda encaracolada a segurar firmemente uma pasta com valores selados, de vez em quando a dentadura escorregava-lhe da boca e ela com um impressionante movimento de mandíbulas apanhava a dita cuja no ar.
Os cromos eram sobre tudo: o Vickie, futebolistas, profissões, povos do mundo, eu sei lá.
Mesmo sem perceber nada do assunto, nem os de futebol me escapavam.
Cada vez que lançavam uma caderneta nova era ver a miudagem a trocar cromos, uns eram sempre mais difíceis que outros e valiam mais, como tal existia uma bolsa de valores, o cromo x valia 3 ou 4 y.
Para colar os cromos entrava á socapa nos CTT e usava a cola ali instalada em boiões de vidro de yougurt com um pincel manhoso, até sermos detectados e sermos corridos dali.
Depois apareceram cromos autocolantes, coisa muito á frente.
Agora não dou conta de existirem colecções de cromos, nem guardei nenhuma das minhas colecções.
Agora colecciono outro tipo de cromos, os cromos da nossa governação por exemplo, aponto num caderninho citações perfeitamente absurdas que ouço em reuniões, actos públicos, sessões solenes ou reuniões, na Tv. e na rádio, e ainda escritas em qualquer lado.
A minha pérola é Algarvia e estava num tasco em Ferragudo
Para além dos cromos massacrava nas papelarias, eu e todos, para me darem figurinhas que eram assim uns bonecos de papel com ar piroso que se colocavam religiosamente dentro das folhas de cadernos ou dos livros, junto com as pratas alisadas, com a ponta do dedo molhado em saliva, de gatinhos e ratinhos de chocolate Regina.
O ti Xico Câmara mostrava uma paciência de Job, a Dª Laurinda parecia um caracol saído da casca, toda encaracolada a segurar firmemente uma pasta com valores selados, de vez em quando a dentadura escorregava-lhe da boca e ela com um impressionante movimento de mandíbulas apanhava a dita cuja no ar.
Os cromos eram sobre tudo: o Vickie, futebolistas, profissões, povos do mundo, eu sei lá.
Mesmo sem perceber nada do assunto, nem os de futebol me escapavam.
Cada vez que lançavam uma caderneta nova era ver a miudagem a trocar cromos, uns eram sempre mais difíceis que outros e valiam mais, como tal existia uma bolsa de valores, o cromo x valia 3 ou 4 y.
Para colar os cromos entrava á socapa nos CTT e usava a cola ali instalada em boiões de vidro de yougurt com um pincel manhoso, até sermos detectados e sermos corridos dali.
Depois apareceram cromos autocolantes, coisa muito á frente.
Agora não dou conta de existirem colecções de cromos, nem guardei nenhuma das minhas colecções.
Agora colecciono outro tipo de cromos, os cromos da nossa governação por exemplo, aponto num caderninho citações perfeitamente absurdas que ouço em reuniões, actos públicos, sessões solenes ou reuniões, na Tv. e na rádio, e ainda escritas em qualquer lado.
A minha pérola é Algarvia e estava num tasco em Ferragudo
“Temos percebes” “We have understans”.
Comentários
;)
Foi o engenheiríssimo Sócrates que escreveu?
Já vi que hoje já está muito mais disposta.
Ainda bem.
Está de vermelho?
Os cromos era uma loucura, também fazia.
beijinho
Augusto
Já me fez rir de gozo.
Eu fazia o mesmo
Agora os We have understans...
hahahaha
Grandes beijos
El niño apresenta-se ao serviço.
Cromos hum pois era, quando falei dos cromos á minha filha arregalou os olhos parecia que eu estava a falar chinês e pediu-me mais um jogo para a PSP.
PSP que ainda por cima é nome de bófia.
Agora rói-te de inveja porque ainda tenho uma colecção de cromos “Animais do cinco continentes”, ficou guardada em cima do roupeiro dos meus avós, só quando a velhota quinou é que se descobriu.
A caderneta parece contraplacado porque os cromos foram colados com uma mistela de água e farinha que o meu avó apregoava como cola para não me comprar mais nenhuma….
Enfim se tudo correr bem ainda venho cá outra vez.
Esse reizinho ainda me tem que explicar qual é problema com o glorioso, invejas
Até logo miúda
Paulo
Nunca tinha cá vindo.
Dei com um comentário seu que gostei, noutro blogue.
Vim cá espreitar e fiquei fã.
Os cromos era uma loucura.
Parabéns.
João
Diga ao Sr. Paulo, por favor, que não tenho nada a explicar.
Chegou a hora do almoço e tenho tempo para estas merdas que o chefe foi para o restaurante.
Cromos cada vez há mais.
Não saem nas cadernetas, mas é só ver o telejornal.
Paulino meu rico menino, já estar a chatear o Rei da Lã, não me parece bem.
A gente depois conversa.
Tu, doida, não me mandes mails daqueles sem aviso que o chefe ainda tem o ataque, tive de cortar o som com muita rapidez.
Beijos muitos
Lena G.
rei da lã: foi os benecos que encontrei com cromos...
Capitão Merda: Meu Capitão, não sei mas sendo no Algarve pode ter sido...o Sr. Silva.
Augusto, João e Eduardo: Obrigado
Paulinho, meu menino: Também fiz dessas colas, grandes javardisses, mas nos CTT era muito mais fixe.
Rei da Lã: não ligue ao Paulinho
Lenita: Tens razão, cromos é no telejornal. Os mail está descansada, agora mando no assunto "explosivo".
Beijocas para todos
Já vi que está decidida a abrir o maravilhoso baú da infância.
Isto dá-me uma nostalgia enorme.
Mas também aparece quem fale noutros baús, o Paulinho é o primo do Mário Miguel?
Pela conversa (dele e tua) parece.
Também me lembro desses fins-de-semana de Meco, aos seis e sete em cada carro, lembras-te da minha Diane com o tecto roto?
Vocês lá faziam o topless e nós não tirávamos nada porque era…embaraçante.
E a Mila levava a namorada da época, éramos muito liberais.
Falando desse António era mesmo um grande cromo, parecia um adesivo.
De facto tiveste um conjunto de admiradores muito cromos.
E como falas bem inglês calhava-te tudo quanto era estrangeiro a apaixonar-se pela tugasinha.
As minhas filhas também não sabem o que são cadernetas de cromos.
Eu em informática sou um analfabeto, preciso sempre da ajuda da miúda mais velha.
Beijinhos
Zé Manuel
Já cá estou outra vez.
Ora aqui estou uma vez mais, aqui está um texto daqueles que eu gosto, não quero dizer que não gosto doutros.
Só uma correcção, a papelaria do Ti Xico Câmara não ficava na Rua Marquez de Pombal?
Depois havia a Dª Sílvia da Papelaria Universal a Papelaria do Ruivinho e a Tipografia do teu bisavô (?) onde também se vendia material desse.
A Dª Laurinda era tal e qual como dizes.
Beijos
(Anónimo Barreirense)
Crn-Carros, lápis, corações, sombrinhas tudo de chocolate, chocolate Coma com pão (o meu favorito), bonbons de ginja da Regina (quais mon Cherie)
Anónimo Barreirense - Quanto ao Ti Xico Camara se calhar tem razão.
jinhos
Os cromos actuais merecem ser colados com merda!
E depois, postos ao sol, esperando que as moscas cheguem!
bino-Todos tempos são bons e maus temos é que Vive-los.
crn-Então e a música, não dizes nada esforça-se uma gaja para entrar musicas a bater com os posts...
beijocas
Agora colecciono outro tipo de cromos, mas como não lhes fazem cadernetas, de 4 em 4 anos é isto, aparece cada cromo, um melhor que o outro, é que depois os cromos só fazem merda.
Olha, como não têm caderneta, vão-se colando pelos blogues, assim a modos que adaptados e por uns momentos fazem-nos rir na blogosfera, porque na vida real é mais choro e, vontade de os rasgar em mil pedaços.
Estou em pulgas para ver que cromos nos vão sair em 2009, se calhar são repetidos e, logo sem qualquer valor, é que se assim for, nem dão para limpar o 3º olho, aquele que é cego!
O Benfica fica aqui muito bem, ai pois fica!
Já agora há por aqui alguns cromos para a troca ?
Saudações Benfiquistas
Zè Ferradura
O Benfica foi o que arranjei de bonecos.
Vamos trocando assim os cromos.
beijocas
O maluco do Paulinho apresentou-me o teu sitio, ainda bem que estou de férias e como ainda estou por cá foi a tarde toda a ler e a rir.
E a ficar sério com outras coisas.
Só tu, já estou como o Zé Manuel (o do Alpinismo?!)só falta ouvir a tua voz.
Temos que combinar uma pastucada com a malta toda para depois do Verão.
Está descansada que não bate na Festa do Avante...hihih
Ainda bem que és assim
Tenho muito orgulho de ser teu amigo.
Já agora todas as cores te ficam bem
A minha irmã manda beijinhos também
Mário
Ate parece que vivemos muito longe uns dos outros, caraças.
Ainda um sabado deste bebemos um cafe de manhã, não foi?
Tu até sabes onde me encontrar.
As melhoras
para a colecção.
ahahahahahahahah
Neste caso o chamado cromo da bola
Se calhar já nos cruzamos por aí ?
Gostei muito do teu blog e vou voltar. Já estás linkado no meu.
Não ligues às criticas, o Benfica é o maior.
Beijos,
Zorze
Que grandes desbundas que já lá vivi! Na Ajuda, em Loures, na Atalaia...
E já lá não vou há uns anos...
Zorze - Se não fosse do Barreiro também não era Camarra. Certo? Se calhar já nos cruzámos.
rei da lã - A Atalaia é melhor do que mesmo a Ajuda, porque é mais nivelado e em o rio ao pé. O ambiente continua a ser o mesmo. Pensa em voltar, porque vale a pena. Politica á parte.
beijocas
cada vezque levo lá amigos pela primeira vez voltam.
buenas noches
A que se aproximou mais do fim, foi uma de armas e soldados mas aí já se compravam cromos à escolha, junto à estação do Rossio.
Eram mais caros mas comprávamos só os que estavam em falta.
Agora é mais fácil fazer a colecção completa. Se não for numa legislatura, é só esperar quatro anos que eles mudem eheheh.
Beijinho.
Chalana - Bem vindo, desculpa lá mas já disse não sou dada a clubisses o Benfica apareceu por mero acaso. Mas essa junção com a luta por um Portugal de Abril é fascinante.
Mac - Não, não percebo nada de futebol. O cuspo é uma grande verdade.
beijocas
Lembro-me que jogávamos à palmadinha (com a palma da mão tentáva-se virar o cromo) e ao guelas (berlinde) apostando cromos por fora. Velhos tempos!
Saudações nostálgicas do Marreta.