quinta-feira, 9 de agosto de 2007



Vou no vapor da madrugada


A minha estrada vai prò Sul


Dá-me um abraço d´encantar


Volto para o fundo dum olhar


Meiga paixão ao Sol do Estio


Rubra papoila fugidia


Encontro certo no trigal


Nada me prende, vou-me embora


Vou prò Sul...



(Vitorino, Sul)





É mentira não vou de vapor, mas é verdade vou para o Sul.


Á volta cá vos espero

SEM RASTO...








?????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????Pior que a dor da morte da morte deve ser a do desconhecimento.
Todos Diferentes ou Todos Iguais?

O Rui Pedro era quase um adolescente, era de certo modo autónomo, desapareceu de uma forma misteriosa do local onde vivia, onde conhecia toda a gente e toda a gente o conhecia. È patente desde a primeira hora a angustia, o empenho daquela família, daquela mãe, ficaram reduzidos á sombra de si mesmos. As autoridades não se equiparam com cães estrangeiros, postos fronteiriços ou afins. Sem rasto…

Joana era uma menina, não devia de ser autónoma, mas era, por ela e pelos outros, afinal parece que era o pilar familiar. Desapareceu toda a gente a conhecia… Toda a gente a acarinhava menos quem devia. As autoridades não ligaram muito importância a todos os sinais prévios. Sem rasto…


Maddie é uma menina, assim pequenina com um ar doce e ar de quem ainda está a conhecer os cantos do mundo. Desapareceu de um aldeamento de luxo, onde os pais a deixaram sozinha com dois irmãos mais novos, a dormir, numa cama que não era a sua, num quarto que não era o seu, num país que não era o seu , onde não compreendia a língua, onde quase ninguém a conhecia.

Vieram policias de muitos lados, investigadores, os país falam á imprensa, pedem ajuda papal. Agora a grande dúvida.
SEM RASTO…