quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

PRONTO JÁ PASSOU O NATAL!


Andámos numa azáfama estes últimos dias, telefonamos a desejar Boas Festas, entupimos os sistemas de mensagens com as quais esforçamos a nossa criatividade, fizemos embrulhos á pressa para serem desembrulhados logo a seguir, fizemos visitas a amigos e parentes, fizemos esforços gastronómicos para manter as tradições, todas diferentes em cada casa. Passou o Natal numa vertigem de tempo. Alguns festejaram um nascimento noutro ponto do mundo, numa realidade diferente, outros festejam a família, a família que existe a que existirá e que já não existe fisicamente, mas existe viva nas nossas recordações e como tal está presente. Houve ainda o Natal de plástico dourado de quem fez desta época mais uma corrida desleal, do brinquedo, mais caro, do artigo de luxo…ainda existe outro Natal que nesta altura aparece, principalmente na televisão: os sem-abrigo, os abandonados e enjeitados, os que estão em guerra, os desalojados, os doentes, os da fome crónica, os outros todos.
Não sei sempre o que celebro, sem dúvida a família, e como no Conto de Charles Dickens com o passado, o presente e sempre, sempre o futuro. O nascimento de Jesus é para mim uma fábula de esperança, não acompanho o misticismo da coisa, mas como fábula é bonito e sensibiliza-me. O Natal de plástico dourado acaba sempre por nos tocar, queríamos sempre dar mais e melhor, tentando assim, estupidamente e de forma vã, expressar com objectos o carinho, a amizade e o respeito, como se tal fosse possível.
Agora preparamos o Ano Novo, vamos enviar mais mensagens, fazer mais visitas, entregar mais uns presentes, juntar outra vez amigos e família, preparar outra ceia.
Está a chegar um ano novinho em folha com todas as promessas de um recem nascido, esperamos sempre que vá ser melhor.Quando for meia noite, aqui por que no resto do mundo ou já estão em 2008 ou ainda se estão a preparar, vamos fazer brindes, formular desejos, abraçar e beijar os que nos rodeiam, no resto do dia ainda vamos andar a pairar com o mesmo espírito, depois tudo acalma, dia 2 de Janeiro temos encontro marcado com o dia-a-dia, os mesmos colegas, a conta bancária mais magra, o mês de Janeiro interminável, o frio, o buraco no passeio, a conta da luz, a cozinha que precisa de pintura. Não faz mal, precisamos destes balões de esperança carinho e doçura para continuar a caminhar para o resto, para pensar sempre para o ano vai ser melhor.
È CLARO QUE VAI!

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