quarta-feira, 26 de setembro de 2007

O TEMPO


O tempo, a falta dele e as sobras do mesmo
Não tenho tempo!
È uma frase corriqueira, comum. No entanto todos os dias tem vinte e quatro horas, todas as semanas sete dias, os meses já não são de fiar variam um pouco entre os vinte e oito e os trinta e um dias, embora muitas vezes parecem que tem mais, muito mais, cinquenta ou mais dias. Já com as horas sucede o mesmo berbicacho, há horas que passam a correr e a saltar tipo “O quê já são sete e meia coisa e tal ?!”
Einstein explicou tudo muito bem explicado como é que uma hora de namoro parece um segundo e como um segundo da pele em contacto com a chama parece uma hora. No entanto tenho dias em que todo a raciocínio do mundo não me chega para perceber o que fiz com o tempo: o que perdi com pessoas que não mereciam; o que poupei ao arrumar as mesquinhices do dia a dia e não lhes dar nem um minuto da minha atenção; o que ganhei ao cultivar amizades eternas; o que guardei só para mim; o que se multiplica até à eternidade no amor repartido por quem é ou foi querido; o que investi no amor dos meus filhos; o que achei num livro, numa musica, num filme, que me marcou e enriqueceu.
Há muitas espécies de tempo entre o bem passado, que dá frutos grandes e sumarentos, e o perdido que ganha mofo num esconso.
Afinal tenho imenso tempo… até tenho tempo para estes pequenos desabafos…

1 comentário:

Majo disse...

Pois é,

Haverias era de arranjar tempo para fazeres a tua bela torta de molotof e convidares esta amiga bem disposta. Depois beberíamos algo com pelo menos 46% de álcool e deixavas-te logo de lamexisses ( ou seja lá como isto se escreve................)
Majo