quarta-feira, 25 de julho de 2007

Um dia como uma folha de caderno...






Hoje apetecia um dia como uma folha de caderno de escola em primeiro dia de aulas. Assim uma folha limpinha, sem dobras nem vincos, com aquele cheiro bom do papel novo.


Não tive esse dia assim...


Tive um dia amarrotado, com os cantinhos dobrados e os vincos do que já tinha sido e riscado nos dias anteriores.


Acho que amanhã vou ter o dia novo e se não for amanhã, mesmo amanhã, vai ser noutro amanhã qualquer.


Vou também ter outras coisas: um amigo que me telefona porque sim, sem pedir favores, sem pedir números de telefone, apoio moral ou outra coisa qualquer só porque sim. E vou também ver um pôr ou um nascer do sol, sozinha, calada a ver as gaivotas sobre o Tejo no lodo da maré baixa (e o lodo parece prata), ou Lisboa muito nítida muito limpa sem barulho, muito perto, a pairar sobre o Tejo em maré cheia...E vou olhar para os moinhos como quando tinha 6 anos e inventávamos habitantes e enredos como se os moinhos se transformassem em castelos...


Até amanhã...



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