quarta-feira, 11 de julho de 2007


O simplex


O simplex é um sistema que visa facilitar o acesso do cidadão ao estado em todas as suas vertentes.
Muito bem!
Do simplex constam medidas tão bonitas, práticas e tecnológicas como adquirir o selo do carro, um imposto especial de corrida para os portugueses que já são sobre taxados quando adquirem uma viatura, pela Internet. Esta medida revela-se num grande avanço para alguns, numa grande chatice para outros e também no crescimento da economia paralela para outros. Passo explicar, a mim até me dá jeito, para o todos os que não acedem á Internet e até acham que isso é coisa de ficção cientifica tudo isto se converte em pagar mais 5 euros para além do valor do selo, em agências de documentação ou a particulares para terem colocado o dístico no vidro do carro.
O simplex também equaciona outras medidas todas elas traduzíveis num grande desgaste para o cidadão, por exemplo quem passa a fazer parte do rol dos desempregados, situação comum em qualquer família portuguesa, vai ao Centro de Emprego da área entregar a documentação e pronto. Aparentemente tudo só que nos Centros de Emprego não foi dada a formação necessária para esse serviço, nem se aumentaram os efectivos, passou-se só a fazer mais esse serviço, mas amiúde não muito bem feito, não por incompetência ou desleixo de quem lá trabalha, mas só porque não se sabe o suficiente para se o fazer. Depois começa a peregrinação, no nosso caso para a Segurança Social de Setúbal, onde também abrangidos pelo simplex se aguarda cerca de quatro horas para esclarecer uma situação que podia ter sido evitada.
Depois quando se é um desempregado oficial fica-se com a estranha sensação de ser um pouco criminoso dado que quinzenalmente o desempregado deve de se apresentar num local pré estabelecido e fazer prova que se procurou activamente emprego?!
Está mesmo a ver, depois de enviar umas dezenas de candidaturas o desempregado pedir ao senhor dos correios um recibo dos selos, fotocopiar quiçá os anúncios e os envelopes, para apresentar. Ou então sempre que vai á bendita da entrevista levar uma caderneta e pedir por amor de Deus para lhe colocarem o carimbozinho em como lá esteve, ou melhor fazer uma reportagem em vídeo do acontecimento e enviar por mail ou colocá-la no you tube?!
Mais, não consta do simplex mas sim do novo sistema governamental de combate ao funcionário público, as medidas que visam simultaneamente reduzir o número de funcionários do estado e pô-los a trabalhar até morrerem de modo não se pagar mais reformas, dessas medidas resultam coisas tão deprimentes como o caso do Professor de Braga que foi considerado apto para as suas funções mesmo com um cancro na garganta e impedido de falar. O Professor acabou por morrer três meses depois da Junta médica que o considerou apto. No mínimo chocante.
Também salta aos olhos os casos de perseguição de funcionários públicos que ousaram criticar o governo, na figura do primeiro-ministro ou de um qualquer ministro. Despedimentos, sanções., etc. Faz lembrar um bocadinho o Regime do Grande Português Oliveira Salazar…
È esta politica de quem visa a aproximação do Estado e dos seus Governantes da População.
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